Um novo tempo. Um novo Owen. Um ponto final nos vícios circulares do personagem. É o que Danger Zone nos convence a acreditar e é nisso que nós queremos confiar neste momento em que a série realmente precisa de mudanças.
Para anunciar que, pela primeira vez, veremos Owen agindo fora da caixa, ele ganha um episódio em que divide as atenções com Megan, numa mistura entre presente e passado, que revela, afinal, o que aconteceu na época do desaparecimento. Além de compreendermos melhor a dinâmica do relacionamento entre irmão e irmã, cheia de protecionismo sim, mas também de muito companheirismo e afeto.
Esse é o ponto forte de Danger Zone, aliás. Entender as culpas de cada um e os sentimentos conflitantes que vimos até agora sem sabermos da história completa, traz uma visão mais ampla e totalmente necessária. Além disso, ao saímos do cenário tradicional hospitalar, ganhamos um sopro de frescor na temporada que, mesmo em seu início, não é das mais empolgantes que já acompanhamos nesses 14 anos.
É curioso observar o quarteto formado por Owen, Teddy, Megan e Nathan antes de tudo acontecer e notar que a mudança em cada um, ou quase, porque Teddy continua sendo a mesma de sempre, firme e completamente sincera sempre que a situação pede.
No caso de Owen, é possível entender porque sua vida é como um cachorro que corre atrás do próprio rabo. Ele sempre cai nas mesmas histórias e nos mesmos dramas (vide Cristina e Amelia) e suas escolhas são baseadas em padrões. Ele precisa fazer o certo. Ele precisa proteger. Não importa o quanto isso custe a ele, emocionalmente falando.

E se ele é protetor quando o assunto é Megan, ela é a pessoa que o confronta e o faz perceber que é chegada a hora de quebrar essa cadeia de eventos repetitivos que culminam com o “descasamento” de Owen e Amelia no final de Danger Zone. Aliás, vale comentar aqui que Amelia insiste em dizer que Owen casou com um tumor, dando a entender que a separação é só por isso. E não, amiguinha. A separação é porque não tem sentimento mais entre os dois e porque em poucas palavras, finalmente OWEN CANSOU DE SER TROUXA. Parabéns para ele e para nós pela graça alcançada. Só podemos esperar que o personagem se desenvolva daqui em diante e que não sejamos mais obrigados a ver Owen atrás de outra esposa que não quer ter os filhos dele.
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Parece também que alcançamos a graça de ver Nathan resolvido. As cenas dele ao lado de Faruk foram bem fofas e a chegada de Megan deu um ar de “comercial de margarina” para o destino desse trio. Não sei, no entanto, se ela felicidade extrema foi feita para durar, porque convenhamos, ninguém consegue ser muito feliz em Grey’s Anatomy por mais de 2 episódios inteiros. Mais que isso, não sei se investiriam tanto nesses personagens para simplesmente tirá-los da jogada dessa maneira e seguirem sem eles, então vamos ver o que nos reservam as próximas semanas.















