Mesmo com plot repetido, Go Big or Go Home, o terceiro episódio dessa temporada de Grey’s Anatomy consegue agradar, principalmente pelo que se passa fora das tentativas de Amelia em esconder seu tumor. A aparição do famigerado Harper Avery, os momentos de Meredith tentando compreender o que se passa em sua cabeça e até as técnicas menos usuais, digamos assim, de indução de parto, trouxeram uma atmosfera curiosa e que fizeram de Go Big or Go Home um episódio fácil de assistir e um bom passatempo.
É claro que o elemento principal continua sendo a jornada de Amelia com seu recém descoberto tumor. É engraçado notar que TODA VEZ que um médico fica doente existe essa coisa de querer esconder dos demais, enfrentar tudo sozinho e reafirmar que os boletos do complexo de Deus são sempre pagos em dia. Amelia, não faria diferente e o resultado é completamente ridículo.
Especialmente com telas e mais telas gigantescas que mostram seu scan cerebral e seu nome em letras garrafais. Parecia uma daquelas comédias ruins onde os personagens de fazem de burros e desligados para não enxergar a piada central que se passa debaixo de seus narizes. Sério. É, de fato, risível. Isso aconteceu tantas vezes nessa semana que eu gargalhava (de nervoso) a cada cena. Não entendi muito bem a necessidade de tantos takes em que alguém tenta revelar esse segredo nada secreto, mas Grey’s é isso. Infelizmente, apesar do plot requentado em banho maria, não temos Denny Duquette rondando a imaginação tumorífica de Amelia e segue o baile.
Continuo achando péssima a ideia de insinuar que o que conhecemos da personagem, desde Private Practice é inválido, porque ela tem um tumor que afeta suas decisões e seu modo de ser e agir. É uma manobra extremamente canalha e desesperada, que me faz pensar nas piores saídas televisivas já criadas para quando tudo vai mal. Só falta Derek abrir os olhos e descobrirmos que esse tempo todo estávamos dentro do coma dela, vivendo uma realidade imaginária.
Para deixar Amelia ainda pior com sua situação, ganhamos a presença de Tom Koracick, que será o responsável por operar sua ex-aluna e criar muitas dúvidas e medos na pobre Amelia. O cara é bem carrasco e fiquei com dó real dela, apavorada pela possibilidade de ter cometido erros e matado pacientes por conta do tumor. Pelo menos tivemos Richard para acalmar os ânimos e mostrar que a taxa de sucesso dela é altíssima, o que nos traz a possibilidade desse tumor ser só um acontecimento sem impacto algum no futuro da personagem.

O imbróglio todo vale pela cena em que DeLuca tenta mostrar para Maggie o que se passa, literalmente, na cabeça de Amelia, mas ela acha que ele largou de ser um embuste e está se desculpando por ter sido completamente babaca ao terminar com ela. E falando em DeLuca, adoro a irmã dele roçando Arizona (que milagrosamente cresceu uma nova perna, gente! Gritei milagre quando ela chega saltitando num salto alto) em qualquer balcão hospitalar e dando dicas de como fazer a dilatação da mulher grávida aumentar, com a mágica da masturbação.
Outro acontecimento maravilhoso foi a reunião eterna de Bailey, Catherine e Jackson com vovô Harper Avery. Confesso que amei muito quando vi que ele estava mortíssimo na sala. Catherine e Jackson ficam realmente abaladíssimos com a partida de um homem tão suave e generoso, demonstrando isso claramente em seus discursos que terminam com fogos de artificio e bolo para todo o staff. Bailey escapa da demissão, mas podemos notar que o velho plot dos gastos do hospital vem aí de novo, porque afinal, TODOS AMA um bom plot administrativo, não é mesmo?
Embora eu ainda esteja tentado entender qual é a real com Meredith e Riggs, o papo dela com o terapeuta internado foi bem interessante. Eu juro que acho que ela quer muito ficar com Riggs, mas Meredith insiste em fazer o cara ficar com Megan. Dá para seguir a linha de pensamento dela? Sim. Mas ficou parecendo que Riggs está realmente apaixonado por Meredith e que seu momento com Megan passou, então resta encarar e seguir em frente. Vamos ver quanto tempo mais dura esse novo triangulo da confusão amorosa.
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Aliás, estou amando a falta de jeito entre Jackson e Maggie. Sorry, haters, mas estou torcendo de verdade. Chega desse lenga lenga com Kepner, que melhorou, está até dando lições sobre romance para adolescentes, mas ainda está meio apegada, apesar de ensinar que nem tudo dura para sempre. Inclusive, podiam arrumar mais personagens masculinos e dar uma agitada nesse sentido. É triste ver que somente Karev e Jo usam o elevador para seu principal propósito: amassos durante o expediente. Saudade de quando todo mundo se pegava por ali.
P.S – Zolinha fazendo aparição magistral, logo será a protagonista da porra toda.
P.S – Owen tá infeliz, mas vai bancar o maridão. Nada de novo sob o sol.






















