Se você é daqueles que não agüenta mais a situação da Cristina Yang, ou então está começando a odiar o Dr. Jackson Avery por todos seus momentos forçados, mas também ama todo momento entre os atendentes e está gostando muito das cenas Meredith Grey e Alex Karev. Bem, junte-se ao clube.

Spoilers Abaixo:

Esse não é um clube qualquer, é um clube onde também aceitamos a opinião dos outros – tum dun -, e aí só escutamos e comentamos. Então, junte-se também. Aceitamos quem ama as situações Cristina Yang – acho difícil de existir alguém que realmente ame, MAS respeito – ou então ache o Dr. Avery o melhor personagem da série e aceitamos quem odeia todo o resto. Todo resto que eu amo, principalmente.

Durante a fase traumatizada/depressiva de Cristina, que alguns já estavam já odiavam desde o começo e outros aguentando ou até gostando, afinal não estava tão ruim, mas essa Cristina Yang em negação, trabalhando como bartender já é o limite e a situação acabou ficando ridícula, uma total perda de tempo, ainda mais criando a “Alzheimer liquida”, que, aliás, foi total indelicadeza com o Derek. Contudo, entendo os roteiristas, eles querem levar Cristina ao fundo do poço e fazer “como nenhuma outra série fez”, mas está demorando muito a chegar nesse fundo do poço e sinceramente espero que não demore nem 1/3 disso para Yang voltar ao normal. Porque chega de Cristina Yang lesa.

Apesar do Alzheimer liquido ser péssimo para ser servido ao Derek, ou à Meredith, é ótimo para ser tomado antes do trabalho por qualquer outro médico do hospital. Foi ótimo ver a interação dos atendentes, todos bêbados e reclamando da vida amorosa, ou melhor, da falta dela. Miranda Bailey bêbada é sensacional e ainda melhor aos cuidados de April, que tentava desgrudar um casalzinho de adolescentes apaixonados. Teddy e seus namoros pela internet foi genial, mas melhor mesmo foi seu diálogo com Meredith – Essa é a Kim Raver que sempre quis ver em Grey’s Anatomy. Quanto a Callie e Sloan, que também tomaram o Alzheimer de Cristina, aconteceu o esperando, os dois ficaram juntos. Agora é lidar com a ressaca moral, e olhar para a cara do seu melhor amigo após noite tórrida de amor.

Slow Night, So Long, contudo, poderia ter sido uma única cena: Meredith e Karev percebendo que eles são os dois que sobraram, cumprindo a profecia do Chief Richard. Também, após mortes, sumiços e desistências, ser os últimos não é um grande mérito, é apenas sobrar. Mas foi ótimo vê-los concluir isso, provavelmente a cena mais emocionante e saudosista da temporada. E foi legal também ver ambos apontando Cristina Yang, além de si mesmos, é claro, como o pensamento inicial de “quem sobraria”.

Falando em Meredith e Karev, dentre as coisas chatas e irritantes de Grey’s Anatomy esse novo cirurgião-pediatra interpretado pelo ótimo Peter MacNicol, é genial. Abusivo, chato, arrogante e folgado, totalmente o oposto de Arizona e de todos os outros médicos do Seattle Grace. Espero que após o retorno de Arizona, o personagem não seja jogado para escanteio.

Dr. Jackson Avery, por outro lado, também é chato e irritante, mas ao contrario do novo atendente ele é um chato que todo mundo odeia, o que até é mais comum. O personagem vem bancando uma releitura do double-o-zero, que é péssima, ele não é somente burro, é estúpido, ignorante e burro. E o Dr. Avery já foi tão promissor, vide a temporada passada.

Se por um lado existe Cristina Yang em sua má fase, Dr. Avery e sua genialidade, também existem Meredith e Karev para nos lembrar qual é a série que todos gostamos e vemos há sete temporadas. E o episódio apesar de tudo conseguiu ser bom, quer dizer, não foi ruim.

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