GOSSIP GIRL

Os promos vendiam o salmão como ‘o maior evento de Gossip Girl ever’, com as participações de Tyra Banks e Hillary Duff. Mas olha a lógica da série: o maior evento Fierce-pop whatever é… com duas celebridades que não são atrizes? Pois é.

Spoilers abaixo:

Estou bem frustrado com Gossip Girl, e taí uma frase que não é nova. O negócio é que o rumo dessa terceira temporada da série nem ruim pode ser considerada. Está, simplesmente, sem sal. Lembra dos ganchos interessantes da Joanna Garcia e da Georgina? Não teve nem uma, nem outra, nem Carter Baizen. Mas teve um evento luxuoso que conseguiu unir todos os personagens, já que isso é super comum de acontecer em uma cidade como NY.

Finalmente voltaram as aulas em Constance, mas a pequena J quer fazer um governo Lula no colégio, do povo. Blair Waldorf, que realmente não tem mais nada pra fazer da vida se revolta com a ideia de seu legado ser destruído de tal maneira. Vamo combinar, que trama sem graça, e me fez pensar em qual será a relevância da escola nos próximos episódios, e como a Jenny se encaixará na série. Não faço ideia, e, honestamente, nem ligo muito no momento.

Então tivemos a Tyra e a Hillary, e não foi surpresa alguma o naipe da atuação das duas. Nossa diva Banks sempre arranjava motivo para atuar em America’s Next Top Model e vamos torcer para que pare nesta participação. Se ninguém segura ela daqui a pouco se enfia até em Supernatural. Já com a diva teen do pop o resultado foi curioso, a impressão que tive era de que a garota sumiu no resto do elenco, e mais de uma vez eu me forcei a lembrar de onde mesmo ela era famosa. E vamo combinar, número dois, que a Hillary ‘let the rain fall down i’m comming clean’ tá exagerando nos carboidratos.

Agora o interessante é que as duas famosas apareceram justamente para criar histórias pro casal de mocinhos principais. Serena tentando se encontrar no trabalho é muito fácil, quero ver mesmo se fosse pra ralar no telemarketing recebendo dinheiro que só dá pra um cartão pernambucanas e um vale coxinha. Com o Dan não foi muito mais interessante, e esse clichê de ‘sou uma garota normal me ame por isso’ pode funcionar com Katie Holmes e seus filmes de filha do presidente, mas aqui na série é de doer os ovos.

E assim caminha nosso Upper East Side. Ninguém mais transa, ninguém mais bebe, ninguém mais mata o conhecido com uma carreira de coca. Chato dizer isso, mas NY nunca me pareceu tão last year como agora. O momento é de ir pro nosso coralzinho favorito em Ohio e se divertir com ele.

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