
A tão aguardada Season Finale de Fringe chegou e agora tudo faz sentido.
Spoilers Abaixo:
Não é à toa que Fringe se tornou minha série favorita. No começo eram muitos mistérios e aleatórios demais para me prender, mas valeu a pena seguir em frente para me deparar com um universo maravilhoso. Sou só elogios para essa 2ª temporada, que saiu do lugar comum, abandonou o esquema de casinhos semanais e frieza de antes para ir além no aprofundamento psicológico da série.
Como eu tenho dito, esse é o fator determinante para o grande sucesso dessa temporada que mostrou mais ainda todo o talento de John Noble. Jamais esquecerei da sensibilidade tocante de ‘White Tulip’ e de cada momento dramático dos personagens, que se tornaram íntimos do público.
Nesse final de duas partes vimos um show de pequenos detalhes perfeitamente encaixados. Isso sem falar nas inúmeras possibilidades para a 3ª temporada, que esperarei ansiosa, sem dúvida.
A causa de tudo o que já vimos até agora tem nome: Walter Bishop. Por isso, não é de espantar que ele sempre soubesse de cada bizarrice de Fringe. O mítico William Bell, que sempre apareceu muito pouco, ganhou destaque e veio para explicar sua verdadeira função na realidade alternativa.
Assim como Peter, só existe um William Bell e ele está do outro lado para ajudar a combater as consequências desse seqüestro, que devastou aquele mundo de forma impactante. Enquanto do nosso lado pouco acontece, por lá há áreas extensas de danos causados por essa viagem e toda a esquisitice que sempre nos assombrou é um modo de infiltrar os aliados de Walternativo por aqui.
Aliás, o grande objetivo dele é usar o próprio filho numa vingança sem precedentes. E o evento que os Observadores querem tanto evitar é a destruição completa de nossa realidade. O problema é que, segundo algumas pistas deixadas por eles ao longo da série, o fim do mundo, por assim dizer, não acabaria apenas com um lado. Os dois teriam de desaparecer, tecnicamente falando.
Um dos fatos curiosos foi saber que o próprio Walter pediu que o amigo William Bell, retirasse pequenos fragmentos de seu cérebro. O homem que conhecemos, atrapalhado e cheio de carisma não seria o mesmo se tivesse a capacidade mental completa. O que teríamos seria apenas outro Walternativo, frio e vingativo.
Para aqueles que já tinham perdido as esperanças, a declaração de amor de Olivia para Peter, aconteceu. Realmente fiquei surpresa, já que o romance não é exatamente o foco de Fringe, mas admito que gostei desse detalhe, que acrescenta ao tom intimista que a série vem ganhando.
A troca das Olivias foi bastante óbvia. Eu já imaginava que isso fosse acontecer, embora eu goste de tudo o que vem embutido nessa trama. Peter e Walter voltaram para casa e não vai demorar até notarem que Olívia não é exatamente a Olívia que conhecem. Sou capaz de apostar que a pequena Ella será a primeira a notar a diferença.
O interessante é que, estando desse lado, ela poderá perceber qual é o lado da razão e escolher por quem irá lutar. A máquina de escrever já está repassando as missões e essa guerra de Walters está apenas começando. Agora é aguentar a expectativa até o momento do retorno e torcer para que Fringe faça uma 3ª temporada ainda melhor.















