QB1 e QB1.

Spoilers abaixo!

“That’s not who we are, Eric.” – Crowley

Um dos meus maiores medos ao começar o episódio era como a série ia tratar o retorno de Jason Street. Nada contra o personagem, muito pelo contrário, mas ela tem sido um pouco indecisa sobre como tratar o retorno de figuras do passado e Jason é uma peça tão essencial da série, do DNA dela, que vê-lo ser desperdiçado em um sentimentalismo bobo seria triste. Ainda bem que Friday Night Lights não caiu nessa armadilha e deu a ele somente o tempo de tela necessário, o fazendo de maneira apropriada dentro de uma interessante trama que está sendo trabalhada para mexer um pouco com a cabeça do Coach Taylor enquanto nos aproximamos da reta final.

E o melhor disso foi, além do seu retorno em si, como Jason se conectou levemente as outras histórias e serviu como uma espécie de transição. Começando pelo irritante Ornette falando com ele à beira do campo, em uma cena simples mas essencial que marca essa passagem através de alguém do passado, que lembra Eric de tudo que ele já fez pelos seus garotos e de como a falta de uma boa base familiar pode afetar o futuro de qualquer jogador, até mesmo de estrelas como Vince. Afinal, Ornette está arriscando destruir a carreira do filho antes mesmo dela começar ao trocar anos de experiência de um dos mais cobiçados treinadores do Texas (ponto do roteiro também fortalecido por Jason) pelo seu fraco faro para o esporte, tudo por causa de sua desconfiança característica, que provavelmente veio de anos no crime e na prisão. Não são necessariamente más intenções com a intenção ferir o filho, só uma péssima atitude que pode acabar saindo de controle.

No topo de tudo isso, o técnico ainda tem que lidar com a mini síndrome de Peter Pan da Julie. É uma trama tão estranha que, mesmo sendo abordada com a realidade brutal da série, passa a sensação de que Jason Katims voltou a matar tempo depois do ótimo começo dela na semana passada. Estabelece o clima e alguns objetivos (ou a falta deles), mas não move nada adiante. Tivemos Tami indo até a faculdade e conversando com o TA e não ganhamos nada além de mais uma atuação genial da Connie Britton, tivemos Julie recebendo como punição mais responsabilidades em casa e não ganhamos nada além de uma constrangedora dinâmica familiar… No meio de tantas coisas que parecem ter dois ou três caminhos a serem seguidos nos próximos episódios, essa é uma das únicas em aberto. Será que vai valer a pena?

Outras observações:

– Mais do casal Riggins sendo divertido, menos do projeto de Smash abandonado e da futura stripper juntos em histórias estúpidas.

– Já falei isso, mas foi tão bom ver Jason Street de volta. Espero que ele continue na cidade já que pode desempenhar um grande papel na trama caso Eric decida levar a sério essa e outras ofertas que certamente receberá daqui até a final da temporada.

– A rivalidade entre West Dillon e East Dillon é grande, mas mesmo assim a série sempre perde a oportunidade de aprofundar ela. Caso FNL tivesse trabalhado isso nesse episódio, no da semana passada ou até mesmo no ano passado, todo o massacre que marcou uma perigosa tática dos Lions teria tido mais peso e dado base a reclamação de Crowley (que da maneira que ficou, só serviu para amarrar as intenções do roteiro).

E por favor, me desculpem pela demora. Final de ano é uma loucura.

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