flashforward110

Com considerável melhora no fraquíssimo roteiro e vários momentos de ação, FlashForward se despede do ano de 2009 com um episódio tenso e bem interessante, na medida que abre um leque enorme de possibilidades para a série no seu retorno. Mesmo assim assumo: não sei se continuarei vendo a série em 2010.

Spoilers Abaixo:

Sou uma pessoa com várias manias e rituais. Não desisto de uma série nova sem ter visto ao menos 3 episódios, não desisto de nada sem saber o final (por mais que seja o maior lixo já visto) e aproveito esses hiatos para fazer avaliações do que cada série me apresentou em seus episódios. E o balanço de FlashForward não é nada bom. Nem mesmo esse 10º episódio salvou a série. A única coisa que me faz ver o 11º episódio é o compromisso que assumi de fazer as reviews da série aqui no Série Maníacos. Mas FlashForward vai ter que fazer um episódio excelente em seu retorno, para que eu continue assistindo. Mas, passado esse momento rabugento meu, vamos ao episódio?

Não é que o episódio foi bonzinho? Sem chororô do Mark e do Demetri, sem Olivia lutando contra o seu flashforward, sem os dramas do Aaron em sua filha e sem as investigações sem pé nem cabeça do grupo do Mark. Pela primeira vez vimos o agente diante do desconhecido, pesquisando qualquer outra coisa que não estivesse no quadro do Mosaico. E por mais que essa história de agente do FBI se voltar contra o seu chefe e trabalhar sozinho ser SUPER clichê, o resultado foi bom. Isso porque em Hong Kong a coisa fluiu muito bem e fomos apresentados a algumas surpresas que não têm nada a ver com o D. Gibbons ou o apagão. Quer dizer, tem sim a ver com ambos, mas ficamos sabendo disso só no fim do episódio, em mais um dos cliffhangers que a série é expert.

Nunca pensei que essa história da morte do Demetri fosse se transformar em algo interessante, mas desde que pude conhecer um pouco mais da curiosa personagem Nadia, meu interesse com toda essa trama mudou. Continuo pouco me lixando pro Demetri, pra sua morte, e para o fato de que o seu assassino será o Mark. O que me chamou atenção nessa história toda é a versão do Mosaico feito por Nadia, que também está investigando o apagão e parece ter mais noção do que está fazendo do que o Mark, que só segue pistas sem nexo do que ele viu no flash dele.

Outro acerto do roteiro foi dividir a trama. Ver o Mark indo ali, o Mark indo acolá, o Mark batendo em alguém, o Mark com a filhinha, o Mark com a mulher, o Mark sem camisa, entre outros, me irritava profundamente. Dividir a história entre os acontecimentos em Hong Kong e em Los Angeles foi bem interessante. Mesmo porque as coisas esquentaram em LA. Já que finalmente o Lloyd e o Simon assumiram, para o mundo, a culpa pelo FlashForward. Nesse momento a gente desconsidera o fato de que demorou dois episódios desde o jogo de pôquer para isso, e nos focamos só na reação do mundo perante “os culpados” pela maior catástrofe da humanidade.

Claro, tratando-se de uma série americana, “o Mundo” se resume à LA, uma mulher que tira uma arma e tenta matar o Lloyd, e umas duas ou três pessoas que olham torto pra ele na rua. Mas mesmo não sendo muito trabalhado nesse episódios, esse anúncio abre infinitas possibilidades para a série. E não por causa do Lloyd, que teve uma conversa chata sobre universos paralelos no hospital e em seguida foi seqüestrado. As possibilidades que vejo estão com Simon, trabalhando para o FBI para descobrir o verdadeiro culpado do flashforward, já que ele jura que só assumiu por causa do Lloyd e que na verdade nada tem a ver com a história. E o personagem do Dominic Monaghan é suuuuper clichê, tudo o que a gente espera de um personagem com essas características, mas mesmo assim é a única esperança que vejo pra salvar a falta de carisma de todos os outros personagens da série.

Artigo anteriorHouse – 6×09: Wilson
Próximo artigoDesperate Housewives – 6×09: Would I Think of Suicide?