Eu assisto uma quantidade absurda de séries. Se não estou enganado, atualmente acompanho de fato mais de 40 séries. E de todos os tipos de tema: policial, jurídica, espionagem, trama juvenil, ficção científica, drama familiar e muito mais. Ou seja, desde comédias bem estúpidas, como The Hard Times RJ Berger, até dramas bem pesados como Rescue Me e The Sopranos (que até hoje não terminei). Mas existem certas coisas que independente do tema abordado ou do tipo de trama, são simplesmente insuportáveis numa série. Coisas que definitivamente acabam por nos tirar do sério.

Tendo em vista tal aspecto (infelizmente) tão comum nestas produções, segue abaixo, o meu Top 7 de coisas que não suporto em séries:

1. Falta de Desenvolvimento (“Enrolações”)

Um dos principais motivos que me levam a abandonar uma série é quando sua trama não vai para lugar nenhum. Simplesmente não suporto as histórias que são “paradas”, quando aquilo que devia servir de atrativo na série não nos é dado, ou são circulares, aquelas em que os personagens mais parecem um ioiô. Um exemplo desse último tipo são os casais que ficam juntos e depois se separam, e depois voltam, e assim agem continuamente até que a série seja finalizada ou cancelada. É um “saco”. Tem gente que gosta, tem gente que não. Esse tipo de situação é até compreensível em determinadas séries, mas na grande maioria é um mero recurso estúpido para prender o interesse do espectador. Quem já assistiu qualquer novela nacional, sabe bem do que estou falando.

2. Ausência de um Personagem Atraente

Permitam-me esclarecer logo: quando uso a palavra “atraente”, me refiro não somente a um(a) protagonista esteticamente vistoso(a), mas a alguém na trama com a qual eu crie uma simpatia ou que de alguma maneira consiga atrair minha atenção, meu interesse. Interesse pela sua vida ou pela história da série. E o que tem de séries das quais me dá uma vontade de agir como um Dexter e sair cometendo uma chacina com todos os personagens das mesmas, não são poucas. Existem séries que são meros caça-níqueis (apenas interessadas em lucro fácil) e justamente por isso, seus roteiristas não trabalham melhor as características dos seus personagens os tornando tão vazios quanto… bem… não lembro agora de nada vazio, mas vocês entenderam o ponto.

3. “Cadê o(s) Astro(s)?”

Existem séries cujos produtores têm dinheiro de sobra para contratar aquela fera das artes dramáticas ou aquele gênio da comédia. Também há aquelas que não. Mas fato é que tendo ou não um ator ou atriz famoso no elenco, não há garantia de sucesso da série. Além do mais, pouco importa o talento de determinado astro se o personagem não se “encaixa” no seu perfil ou estilo. Por outro lado, parecem que existem certos atores que foram feitos para interpretar aquele papel específico numa série. Ex: Kiefer Sutherland/ Jack Bauer; Hugh Laurie/ Gregory House; Matt LeBlanc/Joey Tribbiani. Então, porque diabos eu tenho que aturar aquele ator ou atriz que não conseguem interpretar, de maneira minimamente decente, um personagem? Posto isto, pouco importa se este ou aquele é famoso, contanto que saiba ser o melhor com o personagem que ele interpreta.

4. “A Série é de que mesmo?”

Algumas séries sabem balancear, na dose certa, uma mistura de humor com ação, ou drama com comédia. Exemplos não faltam. Mas é incrível como tem séries por aí que tentam misturar um monte de elementos e não conseguem ser nenhuma coisa nem outra. Na verdade, minto. Elas conseguem algo: produzir uma droga (para não usar palavra pior). E você leitor, com certeza, conhece ao menos uma série assim. Estou enganado?

5. “ZzzZzZzzzZ”

Problema parecido ao de cima é quando a série sofre do mal inverso: não há história. Não me refiro propriamente a uma trama bem definida e tal, além do mais existem séries que possuem várias temporadas e tem grande sucesso sem haver necessariamente uma história central ou principal, apenas várias situações sem ligação entre elas. O problema mesmo é quando nem isso uma série consegue fazer. Neste caso, é mais que natural que o espectador acabe tirando aquela soneca durante o episódio. Além do mais, ele não estará perdendo nada demais.

6. Ctrl+C, Ctrl+V.

Um mal recente nas séries é quando os roteiristas e produtores resolvem se “inspirar” (para não dizer copiar descaradamente) num método ou fórmula que deu muito certo em uma série e aplicá-la sem o devido cuidado na nova série. O exemplo mais recente de fracasso estrondoso nessa área é sem dúvida FlashForward. Tanto por ter sido vendida pelo seu canal como a “nova Lost”, como por não saber como conduzir suas tramas, a principal e as secundárias (problema apontado no quinto item dessa lista). Ou seja, nem tudo na TV é original, mas se é para copiar, que saiba ao menos como fazer, e não acabe por nos matar de raiva ou fazer com que nosso precioso tempo seja gasto com uma porcaria sem pé nem cabeça que não leva a nada.

7. “Acabou? Dessa forma? Mas que p@#$&!”

Por último nessa lista não poderia faltar a coisa mais irritante que pode existir numa série: ela não ter um fim decente. Quando me refiro ao “fim” da série, englobo aqui tanto quando há o cancelamento prematuro da mesma ou até mesmo quando a série termina de uma maneira que simplesmente não satisfaz as expectativas que foram criadas aos longos dos anos em torno dela (vocês sabem de quem estou falando, não é?). Ninguém merece ter aturado todo tipo de maluquice, histórias chatas e sonolentas; ou o oposto até: ótimos e excelentes episódios cujo final não estão à altura do que a série foi. Sobre este ponto, fiquei até sabendo que The Sopranos tem um final desse tipo. Bem, enquanto não chego lá, vou tentar aproveitar ao máximo o que de bom ela me oferece, mesmo que seja por pouco tempo.

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