Não é preciso ser um grande homem para fazer uma grande diferença”
Napoleão Bonaparte foi um dos maiores líderes políticos e militares da história mundial. Ele conquistou uma série de vitórias em conflitos com grandes potências europeias. Um pobre garoto italiano se transformava assim em imperador da França e colocava definitivamente seu nome na história, apesar de sua famosa baixa estatura. A verdade é que não é preciso ser um grande homem para fazer uma grande diferença. Napoleão também se notabilizou por diversas frases muito inteligentes. Uma delas, proferida há mais de 300 anos, ainda faz muito sentido em OZ: “É mais fácil governar um homem pelo vício do que pela virtude”.
O “período sabático” de Adebisi esteve sempre acompanhado de uma grande interrogação. Uma verdadeira conversão sempre é possível, assim como aconteceu com Jefferson Keane. Mas Adebisi é mais um daqueles homens governado pelos seus próprios vícios, e esses oprimem quaisquer de suas virtudes. Finalmente o grande teatro chegou ao fim. E estavam enganados aqueles que enxergavam nele apenas uma pilha de músculos. Abebisi criou um cenário perfeito para ser explorado apenas futuramente. E ele aguardou pacientemente esse momento chegar. Negros, agora comandados por Kenny, e Italianos, parceiros no tráfico, não demonstravam maiores preocupações com ele. E não era mesmo preciso, Adebisi era carta fora do baralho, apenas mais um louco vivendo na ala psiquiátrica. Seu retorno a Emerald City é discreto e seu discurso não levanta qualquer suspeita. Um nobre homem que agora deseja trabalhar na enfermaria de AIDS, um doença que extermina seu povo há anos. Tratar de doentes pode ser considerado uma virtude, certo? Para Adebisi não, sua maior virtude no momento é uma inteligência privilegiada, de causar inveja em O’Reily. Seu vício? Eliminar Italianos. Simon discretamente colhe sangue de um soropositivo e espeta a agulha infectada em Nappa. Resta alguma dúvida que Adebisi tem uma preferência pelos Carcamanos? Nino Schibetta, Peter Schibetta, Chucky Pancamo e Antonio Nappa. A toda poderosa Máfia não é tão forte assim quando tem pela frente Adebisi. O que ele tem em mente ainda é uma incógnita, mas ele não ter maiores problemas em recuperar sua posição, e quem sabe, ir ainda mais longe.
Em meio a todo tipo de vício, algumas virtudes podem ser observadas. Augustus Hill, por exemplo, decidiu denunciar Malcolm Coyle pelo assassinato brutal de uma família inocente. Mas na realidade, o único detento que pode ser considerado uma referência em apresentar verdadeiras virtudes chama-se Kareem Said. Ele é um prisioneiro modelo, e sempre está a disposição a ajudar aqueles que precisam. Ainda assim, a direção do presídio insiste em se manter em rota de colisão com ele. Desta vez, Kareem é proibido de jejuar nos horários do Ramadã, e decide iniciar uma greve de fome. Seu direito religioso deve ser respeitado. Por outro lado, convenhamos… a última coisa que passa pela cabeça de Said é que ele é um presidiário. Ele quer ser advogado, ter acesso ao telefone, tomar refeições em horários alternativos e inúmeros outros privilégios que aos seus olhos, são seus direitos legais. Mas não há como negar que ele sabe como ninguém conseguir que muitas de suas reivindicações sejam atendidas. A greve de fome deve ter uma grande repercussão entre a comunidade religiosa e imprensa. Na contramão de sua fé, Kareem continua flertando com seus instintos básicos. Seu interesse por Tricia Ross é evidente, e o encontro desta vez acontece sob a desculpa de uma orientação espiritual. Suas decisões, até então sempre inquestionáveis, começaram a ser contestadas pelo seu braço-direito Arif.
Certas virtudes podem ser consideradas extremamente questionáveis. Alguns acreditam que aceitar um pedido de desculpas seja mais nobre do que o próprio pedido em si. No entanto, “perdoar” pode o tornar ainda mais vulnerável. É impossível saber se o arrependimento de Keller é verdadeiro e sincero. Denunciar todos os envolvidos no ataque a Beecher é o suficiente para conquistar o seu perdão? Ainda é muito cedo para isso. Após sua confissão, Keller é esfaqueado. Os Nazistas aparentemente são os responsáveis. Difícil não imaginar mais uma armação. Toda a desconfiança sobre ele se faz necessária. Mas dessa vez, tudo indica que ele esteja sendo verdadeiro com Beecher. Ainda assim, melhor esperar.
Pela primeira vez, as preocupações de Leo Glynn vão além dos presidiários. Curiosamente, quem está lhe causando problemas é o seu novo “staff”. Administrá-lo será seu principal desafio. O pai do novo guarda, Clayton Hughes, era seu antigo companheiro, ainda nos seus tempos de policial. Ele morreu em seus braços durante uma rebelião, e Leo prometeu cuidar de Clayton. O problema é que Hughes insiste em ter a mesma carreira de seu pai, ser um agente penitenciário. Mais que isso, quer estar em contato direto com os criminosos. De tanto insistir, conseguiu o que queria. Ele só não imaginava como seria desastrosa sua primeira experiência. Os problemas com a nova guarda, Claire Howell, podem ser maiores ainda. McManus é parcialmente culpado, uma vez que ele insiste em dormir com todas as poucas mulheres que passam por OZ. Claire se envolve, e seu ciúme doentio termina numa série de agressões. Problemas a vista com os novos guardas, problemas a vista com a nova gestão terceirizada de saúde, que demite a Dra. Nathan, principal médica da prisão. Boa sorte Glynn.
Enquanto Rebadow é diagnosticado com diabetes, e também se especula um possível torneio de boxe entre os presidiários, minha única preocupação é com Miguel Alvarez. A falta de medicação adequada aliada a tendências suicidas e isolamento na solitária pode ter sido fatal. Espero que não. Por favor, Miguel, não!!!!
















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