
Chandler e Monica definitivamente não foram feitos um para o outro.
A frase de abertura dessa review pode fazer alguns pensarem que eu sou do time que não apoia o casal Mondler. Muito pelo contrário. Chandler e Monica definitivamente não foram feitos um para o outro, e é isso que me faz amar ainda mais o relacionamento dos dois.
É claro que não estou falando apenas das diferenças de personalidade de ambos, que fazem deles um dos casais menos óbvios que eu já vi na ficção. Mas, nesse episódio, descobrimos que Chandler e Monica são quase que 100% incompatíveis para gerarem uma criança. Quem acompanhou toda a tentativa dos dois e o desejo gritante da chef, provavelmente se emocionou ao ver a reação de ambos ao receberem a notícia. É claro que a adoção, a utilização de uma barriga de aluguel, etc. são opções que podem parecer óbvias, mas certamente são coisas que não passam, pelo menos não imediatamente, na cabeça de uma mulher que deseja desesperadamente ser mãe. E é isso que torna essa última cena dos dois tão emocionante, a perspectiva de “o que fazer?” que agora rodeia Chandler e Monica.
É claro que houve todo um plot do teste de fertilidade que foi bastante divertido até que chegamos à revelação final. A descoberta dos lugares bizarros os personagens andavam “se satisfazendo” (uma excursão à fábrica da Hershey e atrás de um Taco Bell – ou seria Wendy’s?), a interação de Chandler com a enfermeira e, claro, o reaparecimento da minha, da sua, da nossa querida Janice. Além do clássico “Oh-My-God” e de algumas falas engraçadas, outro momento ótimo que esse ressurgimento proporcionou foi o diálogo sincero entre ela e o ex-namorado, mesmo que tenha sido rápido.
Enquanto isso, os outros protagonistas foram divididos em duas duplas. Ross e Joey continuam no plot da insossa Charlie. Apesar de a personagem não me descer redondo de maneira alguma, nesse episódio essa história rendeu dois bons momentos. Embora eu não esconda que Ross é o integrante do sexteto que eu menos gosto, principalmente por suas atitudes imaturas ao longo da série, não dá para negar que nesse ponto ele agiu com bastante maturidade ao ajudar Joey a (tentar) agradar a cientista, bem como encher a bola do amigo para que Charlie desse mais uma chance ao ator. Além disso, Joey confundindo o MET (Museu Metropolitano de Arte) com o time de baseball METS foi um momento impagável.
Por fim, Rachel e Phoebe são responsáveis pelo único plot que não acrescenta nada à trama no geral, mas também é o mais engraçado de todos. Phoebe, sempre tão ideológica e firme em suas opiniões, prova que é ser humano e às vezes sucumbe às tentações que um bom salário oferecem e acaba atropelando os próprios princípios. Falando em princípios, foi Rachel quem soltou a fala que mais me arrancou risadas: “Honey, you have principles, and I so admire that. I don’t have any!” Todas as cenas naquela espécie de spa funcionaram muito bem, desde a atendente zen até as ótimas nacionalidades fingidas pela massagista.
“The One With The Fertility Test” se destaca para mim por ter sido um dos episódios de FRIENDS que conseguiu me arrancar lágrimas. Ele abre novos horizontes para o casal Mondler que, embora não tenha nascido para estar junto, já conseguiu passar por cima de adversidades durante quatro temporadas, e não vejo motivos para não acreditar que eles superarão mais essa.














