
O ponto alto de Friends.
Spoilers Abaixo:
Friends foi um marco na TV americana, quiçá mundial. Ok, até então todos estão carecas de saber sobre esse fato. Mas o que levou essa série sobre seis amigos a todo esse sucesso?
A essa altura, fica difícil não fazer a famosa comparação entre Friends e Seinfeld, série que revolucionou a comédia como conhecemos hoje. E de fato, existem muitas semelhanças entre as duas séries, e as duas realmente foram um marco em suas respectivas passagens pela TV, mas apesar de todos esses pontos em comum, acredito que existem características chaves que as diferem. Seinfeld foi uma série que, como ela mesma se intitulava, tratava do “nada”. Seu humor era simples, ácido e crítico, mesmo que sutilmente, e retratava o cotidiano da maioria dos americanos da época. Friends também apresentava uma fórmula simples como a de sua antecessora, entretanto apresentava um humor mais abrangente e simples, não tão crítico e característico com a identidade norte-americana, fato que talvez tenha ajudado a série a ser tão conhecida mundialmente falando. Mas, em minha opinião, o ponto principal que torna Friends tão diferente de qualquer outra série – não só de Seinfeld – é o envolvimento que a série traz entre seus personagens e o público. É claro que nós conseguimos nos identificar com Elaine, George, Jerry e até Kramer, mas dificilmente lutaríamos com unhas e dentes por personagens como os fãs de Friends o fazem. A relação de amor e cumplicidade entre os amigos e os telespectadores foi o que resultou 10 anos no ar e milhões de fãs pelo mundo.
Como esse post não é uma análise sobre a série e muito menos uma comparação entre ela e outras, voltemos ao que nos importa, o episódio. A 5ª temporada foi, em minha opinião, o ponto alto da série. Coincidentemente traçando praticamente a metade dessas 10 temporadas, encontramos “The One Where Everybody Finds Out”, um dos melhores e mais marcantes episódios de Friends. Até o momento, pudemos acompanhar o desenvolvimento do inusitado relacionamento entre Chandler e Monica, que apesar de funcionar muito bem às escondidas, era inevitável que todos em algum ponto da série descobrissem o fato. Os produtores, roteiristas e afins tiveram a difícil missão de trazer esse segredo à tona sem parecer forçado ou sem que as consequências fossem muito grandes, afinal quando você junta dois personagens essenciais para a o andamento da série, você corre um risco muito alto.
Este episódio marca a mudança na dinâmica entre as relações dos seis amigos. Se até então olhávamos para todos com sentimento de igualdade, a partir de então começaríamos a nos perguntar se todos realmente tinham a mesma importância na série. Com o decorrer do episódio, conseguimos responder a essa angustiante pergunta… Mas é claro que sim! Isso fica muito evidente no decorrer do episódio, ele não se tratava somente da descoberta, ou somente do casal, apesar de a trama principal centrar-se nesses acontecimentos, outros personagens acabam se destacando muito mais e todos eles acabam sendo de extrema importância.
Particularmente, sempre adorei a interação, pouco explorada, entre Phoebe e Chandler. Quem não se lembra na primeira temporada quando os dois terminam seus respectivos relacionamentos juntos? O quão divertido foi? Neste episódio não foi diferente, os dois amigos nos divertiram horrores e protagonizaram as cenas mais engraçadas da temporada. Joey e Rachel nos mostrando uma química impecável, como sempre. O único personagem que fica um pouco apagado é o Ross e apesar do seu plot parecer separado da trama principal, o seu arco contribui para a cena final que compensa toda a sua falta de participação.
Muito bacana como todas as cenas se encaixam pra um acontecimento maior, que por mais que pareça ser a descoberta de todos os amigos do relacionamento do casal Chandler e Monica, na verdade trata de um momento crucial para o namoro dos dois. Foi o ponto onde eles deixaram de tratar a relação como uma aventura e passaram a se reconhecer como um casal que, a essa altura, já sabíamos o quão sério seriam. No final das contas, o episódio traz o que Friends tem de melhor, a interação entre seus personagens principais, que sempre rendem os melhores momentos da série.
Obs: Neste episódio damos adeus ao Ugly Naked Guy que por tantos anos “participou” do cotidiano dos seis amigos, entretanto nos é dada a oportunidade de imaginar como seria, dali pra frente, Ross morando do outro lado da rua.
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Algumas falas que marcam o episódio:
– Joey, Phoebe know about us!
– Well, I didn’t tell them!
– Them? Who’s “them”?
– Phoebe… And Joey.
– Joey!
– And Rachel.
– Like if I wanted something from Joey, I would strike up a conversation about sandwiches, or my underwear.
– I’m listening.
– It’s Chandler, you can take him. I mean come on, don’t you remember when you made him cry using only your words?
– They don’t know that we know they know we know. Joey, you can’t say anything.
– Couldn’t if I wanted to.
– Ugly naked guy’s got a naked friend.
– Oh, my God! That’s our friend! It’s naked Ross!
– MY EYES! MY EYES!
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Calendário Flashback:
17/06 – Mr. Monk and The Kid (Monk)
24/06 – Bad Moon Rising (Everybody Loves Raymond)
01/07 – Afternoon Delight (Arrested Development)
08/07 – Blink (Doctor Who)
15/07 – Pilot (Friday Night Lights)
22/07 – Out of Gas (Firefly)
29/07 – Our “Cops” Is On (My Name Is Earl)
05/08 – Exodus (Battlestar Galactica)
12/08 – Something Borrowed, Someone Blue (Frasier)
19/08 – Coda (The Wonder Years)
Em 2010, nós criamos a coluna Flashback para séries canceladas. Mas como a resposta não correspondeu limitações de tempo, reformulamos esse espaço para que ele possa abordar, em atualizações irregulares, um número diferenciado de episódios. Espero que vocês gostem.





















