Chegou a hora de a resistência dizer: “Esse é o nosso planeta e não vamos desistir dele”.

Spoilers Abaixo:

O universo é grande. Grande mesmo. Não dá para acreditar o quanto ele é desmesuradamente inconcebivelmente grande. Essa é definição do Guia dos Mochileiros das Galáxias para a imensidão do universo.

Sendo assim, não há como descartar a existência de vidas em outros cantos do universo. É provável que não estejamos sozinhos. Inegavelmente, essa especulação vem recheada de dúvidas, tais como; Que tipo de vida existe? São mais inteligentes? São amigos? Já tentaram contato? Querem invadir a Terra e etc.

Verdade seja dita, ninguém tira mais proveito desse assunto do que a ficção cientifica. Na minha simples opinião, um dos melhores gêneros existentes.

Dentro desse gênero, histórias sobre invasões sempre foram as minhas preferidas.  Existe algo fundamental sobre a humanidade que geralmente aparecem nesse tipo de trama; a luta do homem pela sobrevivência. Em situações extremas como uma guerra, os homens mostram dois lados, seu melhor e pior. Em momentos como esses os humanos tem a capacidade de deixar de lado as diferenças e lutar por um bem maior como a liberdade ou a sobrevivência.

No caso de Falling Skies, o sentimento de esperança predomina. Embora estejam vivendo  basicamente massacrados e oprimidos por uma raça superior, a resistência ainda acredita em um mundo melhor.

Depois de uma primeira temporada morna, estou agora acompanhando a segunda temporada. E preciso dizer, estou mais do que satisfeita com o andamento da série. A cada novo episódio Falling Skies está acertando a mão, construindo uma trama mais consistente e atrativa. Vou dizer que o último episódio me deixou ansiosa pelo próximo. Mas como essa é uma review dupla vou comentar primeiro o sexto episódio.

Sabe aquela história do lobo em pele de cordeiro. Então essa é a melhor definição para o episódio que teve Karen voltando para a resistência bancando a vitima mexendo com a cabeça de Hal, mas principalmente com a cabeça de Ben.

Não posso reclamar do rumo que a série está tomando. Se ainda não é um marco da TV, Falling Skies segue a cada dia afirmando-se como uma boa ficção cientifica. E mais, segue conseguindo estabelecer um equilíbrio entre o drama familiar e a resistência alienígena.

Não tem jeito mesmo, o grande personagem dessa segunda temporada é Ben, toda a trama está praticamente voltada para o menino. Tom Mason ainda é o protagonista. Mas Ben está seguindo em todos os passos a jornada do herói.  Não tenho dúvidas que ele será o líder da resistência alienígena. Infelizmente seu lado inocente acreditou em Karen, chegou até a brigar com o irmão. Pobre garoto acabou fugindo com a menina.

Vou dizer, já tinha considerado esse um bom episódio. Mas nada se comparou ao que e encontrei no sétimo episódio. De longe até agora o melhor episódio das duas temporadas. Nunca Falling Skies tinha ousado tanto na trama.

Depois da fuga não demorou muito para Ben perceber as verdadeiras intenções de Karen.  Pobre garoto condenado à escravidão alienígena novamente. Felizmente papai Mason consegue chegar a tempo de salvar o menino. Mas o melhor ficou com a prisão do alien.

Com um prisioneiro Overlord, tudo deveria melhorar. Infelizmente não, os aliens não se deram por vencidos e começaram a revidar tentando forçar a resistência devolver seu líder.

Daí em diante foram quarenta minutos de muita ação e emoção que me fizeram pensar que cada minuto que gastei com Falling Skies, valeu a pena, porque esse episódio foi excelente.

Adorei a ideia da resistência presa no hospital. Ver as criaturas invadindo o hospital foi agoniante. Vou dizer a morte do menino (Power Ranger) foi um momento forte, remeteu muito a Alien- O oitavo passageiro.  Fiquei com muita pena de Lourdes, chegou até a perder a esperança. Se não fosse pela Dra. Glass, era bem provável que ela tivesse morrido mesmo.

O episódio teve direito até a explosão com Tom Mandando pelos ares um Mach e por pouco não mandou junto a Dra. Glass, Lourdes e Matt.

Não dá para esquecer também o momento romance com a aproximação de Maggie e Hal. Finalmente, já estava mais do que na hora.

Mas, o melhor momento do episódio ficou por conta da conversa entre Tom Mason e seu prisioneiro. Definitivamente, ficou claro que os aliens encaram seu domínio sobre os humanos como uma missão que a humanidade não entende. Até porque nem devem. Como é possível concordar com genocídio e extermínio?

Tom deixou isso bem claro quando tomando por uma força maior atirou no Alien. Sinceramente não esperava por isso. Mas fiquei feliz de ver um Tom mais impulsivo, passional.

E mais do que isso, o desenrolar do episódio mostrou que a resistência finalmente começou a lutar e não apenas fugir. Foi ótimo ver Tom e Weaver tomando o controle da situação, impondo suas condições para os Aliens.

Mas isso não era tudo. Mais emoção ainda estava por vir. Já nos últimos minutos do episódio, um grande momento. A separação de Tom e Ben. Sinceramente não sabia o que esperar. Cheguei a acreditar que Tom iria acompanhar Ben, mas logo pensei como ele iria abandonar Matt e Hal que precisam muito mais do pai do que Ben. Foi sem dúvida alguma uma emocionante cena de despedida.

Desde o piloto de Falling Skies, eu estava esperando por momentos como esses. Agora assim como a resistência da séria, estou com grandes esperanças que os próximos episódios sejam tão interessantes como este.

Artigo anteriorBaú da Séries: The Comeback
Próximo artigoPretty Little Liars – 3×07: Crazy