Para quem assistiu Elementary nos primeiros episódios e desistiu da série fica aqui o meu apelo: voltem a vê-la.

Spoilers Abaixo:

Fiz esse pedido porque sei reconhecer uma série quando está caminha bem e principalmente, quando evolui e nos surpreende. Estou muito feliz e surpreso com o que Elementary tem me apresentado, confesso que no começo tive uma série de desconfianças pelas drásticas alterações no roteiro original do Sir Conan Doyle, mas agora, por enquanto, posso dizer que estou satisfeito com o que estou vendo. E isso aparentemente não está se refletindo apenas em mim, se verem a análise de audiência verão que os números de Elementary têm crescido e a série, obviamente, deve ganhar uma segunda temporada, por isso, para quem desistiu da série, reconsiderem essa decisão.

Confesso que nos primeiros episódios Elementary chegou a me preocupar. A trama era um pouco lenta e as adaptações ainda eram muito fortes para me tornar um admirador, mas agora já consigo enxergar Lucy Liu como Watson de maneira natural, é legal e é divertido vê-la em ação. Lucy Liu empregou bem demais sua beleza e carisma e nesse episódio isso ganhou ainda mais destaque. Não tem como não torcer por ela em seu primeiro caso oficial (esqueceremos aquele passatempo na lavanderia mafiosa). A cena que ela acaba presa nós xingamos, mas era óbvio que o caso não se resolveria ali, como também era óbvio que os dois casos estavam conectados e ainda no campo da obviedade, o assassino dessa semana estava moleza, hein! Acho que o foco era mesmo em torcer pela Watson…

Sherlock então é um show a parte. Jonny Lee Miller faz bem demais o papel do detetive mais amado da história, não somente pela atuação em si, mas ele traz um lado humano em Holmes pouco visto. É fascinante ver o carinho que Sherlock tem pela Watson que vai desde o pagamento de fiança até à empolgação pela resolução do caso pela parceira, com o desafio de encontrar um assassino em um caso no meio da noite, apenas por diversão. Até um treinamento para furto de carros foi passado. Gostei de terem dado atenção 50% para cada um. Nem Sherlock e nem Watson se sobressaíram um ao outro, obviamente a trama estava mais voltada no desenvolvimento da nossa detetive consultora, mas os dois tiveram, ao meu ver, a mesma importância para o episódio, cada um à sua maneira.

E para finalizar, os coadjuvantes. Gostei da entrada do Alfredo como o padrinho e tutor da Watson. Achei o personagem diferente e bem elaborado, espero que ele apareça mais vezes na série. Falar do Bell e do Gregson é chover no molhado, mas os produtores sabem o momento certo deles aparecerem e como aparecerem. Eles não precisam de destaque todos os episódios, às vezes não há nada demais em vê-los apenas na solução dos casos, ou mesmo só passeando com o Sherlock para interrogar um músico nas ruas de Nova York, mas sempre que aparecem tem um objetivo, um motivo, não estão largados, somente por estarem. Elementary possui um elenco fixo reduzido, mas muito bem criado, isso é um mérito para os roteiristas!

Antes das considerações finais apenas um adendo. Elementary mostrou o quanto devemos confiar em nossos instintos, em nunca desistir dos seus princípios e nem se abater por um fracasso momentâneo. No começo pode parecer difícil, seus amigos, que geralmente te apoiam podem duvidar de você, mas no final tudo dá certo. Sempre dá certo. Com uma lição dessas e um episódio tão bem elaborado não tinha como não bater palmas para Elementary. Fica aqui meu pedido para quem não assiste a série dar uma chance, afinal, a não ser que você seja um fã radical de Sherlock Holmes ou um fã fanático e de difícil persuasão do Sherlock da BBC, tenho certeza que vocês gostarão de Elementary, até porque não sei mais no que uma série desse gênero pode agradar seus admiradores com o que podemos ver ultimamente…

Observações Elementares:

– “Você não sabia que eu toco violino?” Resposta: “Até hoje não sabia nem que você comia.” Gregson sensacional, adorei a piada!

– Sherlock e comparando rostos com pênis e opiniões com bundas também mandou muito bem!

– Vocês viram o “facebook” da Watson no Elementary? Tá igual ao face, só colocaram um cinza para disfarçar!

– Muito maneira a caixa de celulares antigos do Sherlock. Quero uma para mim, poderei mandar mensagens e ninguém saberá que eu sou rsrsrs.

– Para não ficar só nos elogios, espero que a série desafie minha mente e faça um caso mais elaborado. O dessa semana, como disse antes, estava óbvio demais.

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