Uma conclusão digna!

Quando Dragon Ball Super foi anunciado, houve muita empolgação por parte dos fãs, afinal, poderiam finalmente ver novas aventuras de Goku e seus amigos. Entretanto, com as adaptações para o anime dos dois últimos filmes, a série demorou a empolgar. Foram praticamente 6 meses de espera por novas histórias. Porém, desde janeiro acompanhamos uma nova saga, envolvendo o Torneio dos Deuses promovido por Bills e Champa. Esta, além de apresentar o Deus da Destruição do 6º universo e sua ajudante, Vados, também promoveu o encontro entre os guerreiros que já conhecemos com aqueles desse novo universo.

Ao passo que íamos conhecendo personagens novos, também íamos vendo novas versões de personagens já conhecidos. Com o aproveitamento de um conceito há muito tempo abandonado, o Torneio de Artes Marciais, a história não se tornou pesada ou excessivamente dramática. Misturando humor e ação, o terceiro arco narrativo de Dragon Ball Super foi encerrado neste episódio 41 de forma bastante satisfatória e, de modo geral, acredito que agradou a todos.

O último episódio desse 3º Arco é dividido em dois, com a primeira parte sendo a apresentação de um personagem novo, e a segunda parte a conclusão dos acontecimentos referentes ao Torneio. Zeno nos foi apresentado como aquele que está acima dos 12 universos. Ele comanda todos os Kaioshins e Deuses da Destruição de todos os universos. Não tem como não adorar esse novo personagem e seu jeito de falar – “HUM!” -, tornando a já famosa relação aparência e força de poder muito interessante. Como um ser tão pequenino, pitoresco e aparentemente amável possui tamanho poder para comandar todos os 12 universos? Essa é uma clássica brincadeira que Toriyama gosta de nos proporcionar, vide o Mestre Kame, Mestre Karin, última forma de Freeza, Majin Boo, etc. Zeno, que rapidamente foi conquistado por Goku e sua despreocupação com regras de etiqueta, veio chamar a atenção dos Deuses da Destruição por eles estarem fazendo o Torneio sem permissão e por não estarem cumprindo adequadamente seus papéis em seus respectivos universos. Vados e Whis, apesar se serem os únicos a não terem reverenciado Zeno, mostraram certa submissão ao se reportarem para a pequenina autoridade e justificarem os motivos pelos quais os gatos roxos não estão trabalhando como deveriam. As roupas de Whis e Vados se parecem um pouco com as vestimentas de Zeno e seus seguranças. Talvez haja alguma relação. De qualquer forma, o novo personagem vai embora com a promessa de realizar um Torneio de Artes Marciais que envolva todos os 12 universos. Isso é muito empolgante, mas provavelmente demoraremos um pouquinho para vermos isso se concretizar.

Goku se despede de Hitto com a intenção de já se encontrar com ele o mais rápido possível, ao passo que Satan também já tenta se aproximar de Monaka, o vencedor do Torneio dos Deuses, o qual proferiu apenas um golpe. Então, por uma leve conveniência do roteiro, o planeta em que se passou essa saga é a própria Esfera do Dragão restante. Sendo assim, o Super Shenlong foi invocado e… Meu Deus. Contemplem o tamanho desse dragão… Ele é capaz de engolir galáxias! Apesar do seu tamanho colossal, sinto que ele não possui realmente um corpo físico, já que o pessoal do 7º universo conversou com a “essência” do dragão dentro do próprio, além do visual psicodélico visto lá. De qualquer forma, o desejo de restaurar a Terra no 6º universo foi feito por Bills devido à insistência de Bulma para que ele desejasse algo bom. Agora nos resta a dúvida se a Terra do 6º universo, a qual possui a mesma cultura que a Terra do 7º, possuirá versões dos personagens que já conhecemos ou não. Acredito que sim, pois se as pessoas “criadas” pelas Super Esferas do Dragão possuem experiências não vivenciadas, histórias que não aconteceram realmente, então elas seriam como clones das mesmas pessoas da Terra do universo 7. Seria uma ótima oportunidade de incluir GT na “história oficial”, ou seja, o tornar canônico, porém, sem de fato utilizá-lo. Seria uma história a parte. Vamos esperar por alguma nova informação, pois até agora não houve nenhuma informação oficial que desconsiderasse o GT, apesar de sua história não fazer sentido algum com o que vimos até agora em Super.

Com a manutenção da farsa de Monaka, ele voltou ao seu trabalho, só que muito mais rico. Goku ainda acredita que ele é o mais forte do universo e todos voltaram para seus respectivos lares. Final feliz!

Comentários sobre o Torneio dos Deuses (Episódios 28 ao 41):

Ao analisarmos todo o contexto de Dragon Ball Super, fica evidente o rumo que estamos indo. Aliás, analisando o Dragon Ball de um modo geral já conseguimos perceber o grau de importância que a história tem adquirido. É como se estivéssemos analisando algo no microscópio e, aos poucos, fôssemos retirando zoom. A simplicidade da vida dos personagens foi se tornando cada vez mais complexa, com a introdução de reis, deuses, deuses que comandam outros deuses, enfim, o plano geral foi se tornando cada vez maior. O grande trunfo de Super foi que, apesar de expandirmos absurdamente esse panorama, a história não se tornou absurda ou perdeu seu brilho; pelo contrário: ao trazer elementos do Dragon Ball clássico, Toriyama conseguiu fazer uma boa salada com os poderes e transformações que marcaram a fase Z, não pesando a mão em nenhum ponto.

A apresentação de Champa e Vados foi um pouco rápida, em comparação com a de Bills e Whis. Porém, apesar de cada um possuir uma personalidade diferente, não era necessário se estenderem muito nisso, visto que eram apenas versões dos mesmos personagens que já conhecíamos. A série deixou claro que não irá se aprofundar muito em questões “dos vizinhos”, pois cada um tem os seus problemas. Bills deixou isso claro no episódio passado ao aconselhar Goku a não se meter nos problemas do 6º universo. Claro que isso é apenas uma opinião minha e a série pode dar um tapa na minha cara e mostrar Goku ir visitar cada universo separadamente ou se aprofundar em sua relação com Hitto, além da relação Vegeta x Kyabe. É uma grande incógnita, na verdade, e me sinto um tanto incapaz de prever qualquer coisa em relação ao futuro da série e aos novos conflitos. O jeito é esperar mesmo.

As lutas e a forma como elas aconteceram no Torneio foram bastante satisfatórias, pois houve uma mudança no modo delas serem abordadas, tanto em relação às lutas do DBZ quanto as do DB Super até o momento, nos remetendo aos tempos áureos de DB clássico. Nem sempre o mais forte vencia uma luta, pois não era o tamanho da força do lutador que importava, e sim a estratégia adotada pelo mesmo. Aliás, eu nem sei medir quem foi o mais forte em relação aos vencedores de cada luta. Cada personagem possuía uma característica especial que o diferia do que nós já conhecemos como poder de luta. Como é possível afirmar que Goku é mais forte que Botamo, por exemplo, se tal lutador não sofreu nenhum dano e apenas perdeu por cair fora da arena? É muito relativo.

Em relação às técnicas dos lutadores, talvez apenas o salto no tempo de Hitto tenha empolgado realmente. Botamo, Magetta, Kyabe e Frost, apesar de alguns possuírem características inéditas, não empolgaram tanto pelas suas técnicas, pois dois deles são versões de personagens que já conhecemos e os outros dois foram pouco explorados. Não é uma crítica negativa à série, visto que em nenhum outro torneio houve um aprofundamento extraordinário em todos os lutadores. Sempre havia o finalista, que era o mais atraente para a história (Jackie Chun, Tenshinhan, Hitto) e algum outro que era eliminado, mas se destacava de alguma forma (Nam, Kyabe, Frost). As técnicas dos veteranos Goku, Vegeta e Piccolo, apesar de não trazerem novidades, foram muito legais, pois trouxeram nostalgia e empolgaram bastante. O SSJ Azul + Kaioken ficará por um bom tempo em nossas memórias.

Analisando os 3 arcos de DB Super, é perceptível o quanto o segundo se distancia do primeiro e deste último. Enquanto a primeira parte de Super era uma introdução a essa nova escala de divindades na mitologia da série, a saga da vingança de Freeza soa um tanto quanto filler, apesar da nova transformação de Goku e Vegeta ter sido apresentada lá. Na saga de Champa e o Torneio envolvendo o 6º universo, fica bastante evidente que ela se liga com a saga de Bills e expande ainda mais nosso conhecimento acerca da rica história que Toriyama vem nos contando desde 1984. Que venha muito mais.

OBS.: Outro ponto positivo de Dragon Ball Super é a divisão dos arcos narrativos, como bem apontado por alguns leitores. Diferentemente das grandes sagas de DBZ, DB Super emula o DB Clássico e aposta em pequenas histórias de pouco mais de uma dezena de episódios. Confiram:

1º Arco: A Batalha dos Deuses – Episódios 1 ao 13 (13 episódios)

2º Arco: O Renascimento de ‘F’ – Episódios 14 ao 27 (14 episódios)

3º Arco: Champa e o 6º Universo – Episódios 28 ao 41 (14 episódios)

A divisão dos arcos (assim como a nomeação deles) não é definitiva, visto que o episódio 14 poderia muito bem se encaixar no bloco de episódios anterior, assim como o vindouro episódio 42, pois devido à prévia, podemos prever que ele terá um tom bem parecido com o mesmo episódio citado anteriormente, podendo se encaixar tanto no 3º Arco quanto no 4º Arco, cuja história ainda não foi revelada.

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