O nascimento de Pan e a impaciência de Goku.

Estamos em um período de transição entre duas grandes histórias. O humor, já estabelecido em Super, ganha força em episódios assim, reforçando mais o lado humanístico e familiar dos personagens. Personagens secundários como Bulma, Kuririn e ChiChi apareceram mais no episódio também. Vamos lá!

Dividido quase simetricamente em duas partes, o episódio começou com Mr. Satan e Gohan disputando a atenção da recém-nascida Pan. Com muitos mimos por parte dos dois, a cena foi toda atrapalhada e nonsense, afinal, só mesmo em Dragon Ball para ter uma luta entre sogro e genro com a neta/filha sendo jogada para o alto. ChiChi fez o papel de uma pessoa centrada e acabou com a situação (do jeito exagerado e paranoico dela). Vale ressaltar os 6 meses transcorridos da ida de Vegeta para o treinamento com Whis e os 2 meses da espera pela visita de Whis (apesar dessa parte não ter ficado tão clara). Se no início da série haviam se passado cerca de 6 meses da derrota de Boo, uns 3 meses após o episódio 15, 6 meses após o episódio 16 e mais 2 meses após metade do episódio 17, temos cerca de 1 ano e 5 meses passados do fim de DBZ (vamos arredondar para 1 ano e meio). A idade de Pan foi alterada mesmo, visto que no mangá/série ela tem 4 anos no epílogo de “10 anos depois”, ou seja, demoraria ainda mais 4 anos e meio para ela nascer realmente. Também houve alteração em relação ao filme O Renascimento de ‘F’, o qual se passa 3 anos após A Batalha dos Deuses. É preciso ter dois cérebros para entender essa cronologia…

Após o saudoso retorno do Grande Saiyaman, acompanhamos Kuririn trabalhando como um policial (que não aceita suborno, diga-se de passagem). Foi uma cena bem rápida, sem grande aprofundamento, mas não acredito que esse tema será tão abordado, de qualquer maneira. De volta à casa de Gohan, Goku apareceu e descobriu sobre o paradeiro de Vegeta da maneira mais ÉPICA possível. A rivalidade dos dois é acirrada e ficar com 6 meses de diferença será uma boa quantia de tempo para tentar alcançar seu rival. Pelo que eu senti de Whis, ele levou Vegeta primeiro de propósito, justamente para diminuir a diferença de poder entre os dois.

Goku funcionou basicamente como a criança chata de uma viagem que está ansiosa e não vê a hora de chegar ao lugar. Sério. Até me lembrei um pouco do Chaves, apesar de não lembrar especificamente de uma situação parecida. Não sei se as pessoas acharam engraçado, mas eu me irritei com o passar das cenas. A insistência na piada poderia ter sido menor, mas tudo bem. Após driblar ChiChi, Goku consegue finalmente ir com Whis para seu treinamento. Aguardando ansiosamente pela continuação dessa história.

Após 3 episódios focados no humor e em situações rotineiras, sem grandes lutas e ação, acredito que os episódios transitórios acabaram e já no próximo teremos o início da saga de Freeza, se o preview cumprir com o que ele prometeu. Preparem-se, pois histórias novas estão para aparecer na série, saindo um pouco dessa situação chata de rever todos os acontecimentos dos filmes novamente.

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