Confusão e gritaria.
Quando você assiste a um episódio cinco vezes e, ainda assim, não consegue entende-lo é porque existe algo errado. Normalmente, antes de escrever uma review, eu assisto um episódio duas vezes, para ter certeza de que eu não perdi nenhum detalhe e trazer para vocês uma boa análise. Acontece que “Sleep No More” não funcionou comigo e mesmo tendo visto o episódio tantas vezes, eu não sei ao certo qual é o meu parecer sobre ele.
Eu deveria saber que um episódio escrito pelo talentosíssimo (#sqn) Mark Gatiss não seria muito bom, mas eu não estava preparado para a bagunça que foi isso aqui. Gente, o que é que foi isso? Monstros feitos de remela (Sério????? Monstros feitos de remela? De REMELA, gente! Quem autorizou isso?) , coadjuvantes inúteis, Clara totalmente dispensável, um vai e vem de câmeras que no começo até era interessante, mas que se tornou incrivelmente maçante no decorrer da história, uma tentativa barata de fazer terror, um vilão mais raso que poça d’água de parquinho, etc..
E olha que essa história deveria seguir o padrão do resto da temporada e seria dividida em duas partes. Ainda bem que alguém teve o bom senso de não permitir que isso acontecesse. Se já foi difícil acompanhar quarenta e cinco minutos, quem dirá noventa? A encheção de linguiça chegaria a níveis incalculáveis.
No início eu até pensei que teríamos algo bacana. Todo o lance da câmera em primeira pessoa e que me lembrou do jogo Counter Strike (me julguem, mas essa é a melhor referência que eu possuo) parecia trazer um ar de novidade para série. Tudo bem que esse recurso já foi utilizado à exaustão em diversos filmes por aí, mas foi um risco que a série resolveu encarar e isso merece uns méritos (bem pequenininhos). Só que já podem abrir mão disso. Por que, né? O que foi concebido para trazer uma atmosfera diferente, um suspense ao episódio só dificultou o entendimento de uma trama que, por si só, já era confusa e que, de tão arrastada, demorou séculos para acabar. E se nem mesmo o Doctor, com seus dois mil anos de experiência, entende o que está acontecendo, quem dirá nós?
É difícil escrever sobre um episódio onde nada se salva. “Sleep No More” só serviu para manchar a qualidade incrível que essa temporada estava construindo. Totalmente dispensável. E se a ideia desse episódio era nos tirar o sono, eu posso dizer que ele foi bem sucedido, mas pelos motivos errados.
Consideração final:
– Eu não tenho mais nada a declarar, mas se vocês tiverem uma opinião diferente ou algo a acrescentar, fiquem à vontade.















