
‘Victory of the Daleks’ foi um episódio que eu gostei bem mais quando vi uma segunda vez.
Spoilers Abaixo:
Confesso que à primeira vista eu estranhei um pouco os novos Daleks, o design original deles é tão genial que eu não via a necessidade da mudança. Estranho que quando eu revi o episódio essa mudança me pareceu bem mais sutil. Sim mudaram as cores, e o tamanho, e a voz, e o olho…, mas os Daleks continuam sendo os Daleks.
Como o Moffat falou no confidential, eles mudaram tudo nessa ‘nova’ série, só faltavam mesmo os Daleks. E para ser sincera eu não sei por que eu estranhei os Daleks coloridos à primeira vista, bastou rever o episódio e eu tenho que admitir que adorei a nova versão dos inimigos do Doutor.
Mas, vamos voltar um pouco para o início do episódio…
Uma das coisas que eu mais gosto em Doctor Who é a forma que a série brinca com fatos e personagens históricos. E nesse episódio, Winston Churchill foi sensacional. Muito legal a ideia de o Doutor e o Churchill serem velhos conhecidos, quebrou a rotina da série de apresentar o Doutor a essas figuras históricas e criou uma dinâmica interessante entre os dois. A brincadeira do Churchill tentar roubar a chave da Tardis, o modo como ele ignora os avisos do Doutor em relação aos Daleks, porque para ele o que importa é ganhar a guerra, o Doutor dizer que o mundo não precisa dele porque tem Winston Spencer Churchill… Muito bom.
Muito bom, também, que no início do episódio nós expectadores estávamos tão confusos quanto o Doutor em relação ao comportamento dos Daleks. Ouvir os maiores vilões da série trocarem o tradicional “exterminate” por “I am your soldier” e “Would you care for some tea?” foi impagável. Quem em sã consciência imaginava um dia ouvir um Dalek oferecer chá???? Enfim, nada fazia sentido até nós descobrirmos o genial plano dos Daleks. Eu achei muito legal eles armarem aquele circo todo só pra conseguirem o testemunho do Doutor e ativarem a maquininha de fazer Daleks lá.
Lembro de ouvir o 7º Doutor, Sylvester Mccoy dizer em um DW Confidential que ele só se sentiu realmente The Doctor, depois de enfrentar os Daleks pela primeira. Bem, parabéns ao Matt Smith que passou nesse último teste como Doutor. Ele e a Karen Gillan continuam ótimos em seus papéis e a dinâmica entre Doutor e companion também. E a Amy ainda salvou o dia mais uma vez.
Gostei de ver que as pistas para a trama principal da temporada não se resumem aos episódios do Moffat, em Victory of the Daleks além da já tradicional fenda nós descobrimos que Amy Pond não tem qualquer lembrança dos Daleks. É bom saber também que histeria coletiva tem limite até em Doctor Who.
Victory of the Daleks não me empolgou tanto quando os dois episódios anteriores, mas isso não quer dizer que ele não foi muito bom e que eu não tenha gostado bastante do que vi. Amanhã tem a tão esperada volta dos Wheeping Angels e da River Song e pela primeira vez eu assisto um episódio duplo de DW sem ter a segunda parte pronta para ver na sequência. Não sei como vou sobreviver.












