Não empreste o lenço pra Lynette que você vai precisar.

Spoilers Abaixo:

Mesmo com tanta desgraça em Wisteria Lane ainda há espaço para o amor. Sim, frase brega, mas bem verdadeira! Foi muito bom ter um episódio estilo flashback, e lindo como este pra aliviar tamanha tristeza acumulada nesta temporada. Quem diria a treze anos atrás em Wisteria Lane, no longínquo primeiro episódio, que todos os casamentos das housewives estariam por um fio ou já acabados? Mas ainda há esperança…

O sofrimento de Susan ainda não havia nem começado na abertura do episódio à la Six Feet Under: a ficha ainda não tinha caído, e apesar das belas palavras ditas por ela no funeral de Mike, ainda acho que a reação da viúva Susan será imprevisível. Além de uma homenagem a Mike Delfino, um cara simples, que aos poucos foi ganhando o carinho de todos na rua (e agora está comendo cheeseburger em algum lugar), o episódio foi uma homenagem aos fãs com vários flashbacks mostrando momentos inéditos das famílias de Wisteria Lane. Se este tipo de episódio emociona em Friends e até em Chuck, imagina em Desperate Housewives! Ainda bem que as DH estão mais unidas do que nunca pra lidar com tanta tragédia, e agora com a polícia à espreita.

O sofrimento de Bree deveria ter acabado assim que o relacionamento com Orson chegou ao fim, mas o que em Wisteria Lane se faz, ali se paga. Toda a frieza (e ótima interpretação) de Bree na delegacia escondia uma mulher que aprendeu a esconder suas emoções para nunca ficar na mão dos homens. Seguindo a risca os conselhos da mãe que a ensinou sobre “a máscara” (numa cena talvez didática demais) preenchemos mais uma coluna de quem é Bree Van de Kamp (e descobrimos como ela era bonitinha quando criança) Faz a gente pensar se Bree realmente amou algum dos (vários e vários – não resisti) homens que passaram em sua vida.

O sofrimento de Lynette ainda é o mesmo: como lidar com o aparente (mas que todos estamos torcendo e que Marc Cherry – e por que não Deus – não nos desapontem) fim de seu casamento. A luzinha no fim do túnel acendeu quando Lynette parece que vai seguir o conselho de Mike e não desistir de Tom enquanto há tempo.

Karen: “Não deixe isso te afetar. O Tom com sua nova namorada”
Lynette: “Tudo bem, eu acho que não vai durar muito”
Karen: “Você ouviu alguma coisa?”
Lynette: “Não, eu decidi alguma coisa!”

Algo que foi me surpreendendo em todos estes anos é como o casamento de Gaby e Carlos é forte! Juntos, eles sobreviveram a doenças, problemas financeiros, relações extraconjugais e principalmente, sobreviveram a Mama Solis, que voltou em flashback pra (tentar) atrapalhar a vida de Gaby. Em vão obviamente, pois Gaby tem um jeitinho infalível de conseguir o que quer. O que mais gostei nisso tudo, é ver que muitas vezes ficamos tão centrados nos nossos problemas que não percebemos as pessoas ao nosso lado, fazendo de tudo pra nos ajudar (e aturar). Somente quando temos um choque, com a morte de alguém, por exemplo, é que paramos pra pensar e valorizar estas pessoas. (fim da seção de autoajuda!)

Vale destacar também o ótimo trabalho de caracterização dos personagens nos flashbacks, com exceção de Rex (que achei um pouco gordinho) e Mama Solis (a maquiagem costuma funcionar, mas não faz milagres) as mulheres ficaram jovens e ainda mais lindas. A trilha sonora (que sempre tem um ar de graciosidade) também foi perfeita para o clima mais sentimental (de luto) do episódio.

Com tantas emoções juntas assim, e mais ainda por ser a última temporada, impossível não chorar que nem um condenado por essas housewives que vão deixar muita saudade!

PS – Anotem aí, series finale de Desperate Housewives dia 13 de Maio com episódio duplo!

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