A senha para o passado.
E a vida na Raza continua agitada. No episódio 7 de Dark Matter tivemos tanto o passado desagradável atrapalhando a rotina, quanto um passado de amor e redenção.
O episódio da semana começa respondendo uma das grandes perguntas: O que está guardado atrás daquele portão trancado? E como eu imaginava, Maplethorpe era mesmo a senha para esse segredo famigerado. Com isso o passado mais uma vez foi o tema do episódio (por motivos óbvios).
E exatamente como citei acima, tivemos dois plots/passados em foco essa semana.
O primeiro que falarei é sobre amor e redenção. Obviamente falo do plot da Sarah que, com poucos dias de vida restando (que se tornaram 40 minutos), foi encontrada em uma câmara de hibernação dentro da sala lacrada. Basicamente a Sarah veio para revelar mais do passado do Três (o qual até agora não sabíamos nada) e mostrar que os brutos também amam.
Devido a sua história de amor com o Três, o episódio tenta estabelecer dois momentos de redenção. O primeiro é na própria história contada pela Sarah. Na qual a redenção do Marcus é estabelecida quando ele larga a vida de mercenário para cuidar da sua amada, doente e sem chances de sobreviver. O segundo momento é durante o episódio, tentando mostrar que mesmo sem lembrar, o Três zela por ela e realmente se importa (até mesmo antes dela despertar).
Esses dois momentos de redenção, junto a história de amor, funcionam simplesmente para humanizar o personagem, que sucessivamente vem sendo colocado como egoísta e malvado. Eu já o achava menos “durão” do que ele tentava parecer e realmente os roteiristas querem deixar essa imagem. Eu gostei de como foi feito e não tenho nenhum ponto a reclamar sobre essa parte do episódio. Acredito que é muito importante esse tipo de desenvolvimento dos personagens, dando profundida a cada um deles e fugindo de simples estereótipos comportamentais (como o Um sempre ser o bonzinho, a Dois a líder, o Três o malvado e egoísta).
O segundo e último plot/passado do episódio foi o da vingança, incorporado na figura da Wendy, uma androide com mil e uma utilidades (também guardada na sala trancada) que foi montada e ligada por motivos, no mínimo, escusos. A robô, apesar dos trabalhos culinários, fisioterapêuticos e até sexuais, foi posta na nave para executar um plano de vingança de Cyrus King (ainda desconhecido). O qual teve toda sua tripulação morta pelos nossos mercenários e utilizou a querida Wendy para dar o troco no grupo (apesar da licença poética na vingança, teria sido melhor explodir a Raza).
Esse plot, serviu principalmente para trazer ação ao episódio, porém é valido citar que também serviu para nos dar uma noção das inúmeras possibilidades relacionadas aos inimigos que o grupo criou no passado e que podem retornar (além de manter a regra de Dark Matter com risco de morte em todos os episódios). Também não tenho o que reclamar desse plot, que funcionou bem na sua função de me entreter.
Mais um episódio passou, estamos chegando no final da temporada e posso dizer que a série acertou o ritmo e conseguiu manter a qualidade dos episódios. Isso me deixa bastante esperançoso em relação ao season finale. Espero que não derrapem na linha de chegada e consigam entregar um final, ao menos, bom.
PS 1: Dois fica nua na frente do Um, insinua sobre as qualidades do Três na cama e também comenta sobre como realmente flertaria só para rejeitá-lo novamente. E para concluir a confusão, muda de ideia e resolve ficar com ele. É do gênero sci-fi ou novela mexicana?
PS2: Deve ser estranho fazer sexo com uma robô, ainda mais com uma que muda seu órgão genital de feminino para masculino. No entanto, a resposta do Um, para a Dois, quando foi pego após o ato sexual, foi sensacional.
PS 3: Se for para a androide ter ciúmes e sentir outras emoções é melhor contratar outra atriz que consiga convencer. Os ciúmes e as atitudes dela por causa da Wendy não condizem com a atuação da Zoie Palmer.















