Quando não é possível confiar nem na própria mãe!

Com Love for Sale CSI, mais uma vez, mostrou que consegue fazer bons casos semanais que não precisam envolver seus detetives e nem precisam de reviravoltas extremamente mirabolantes e sem sentido. Aqui, vimos um episódio como muitos outros anteriores, com uma menor de idade vítima de estupro e assassinato e, claro, as reviravoltas necessárias para descobrir o culpado. Mas, sem mudanças tão extremas no roteiro que acabam por deixá-lo confuso e difícil de entender, acabando por tornar o caso sem sentido.

Em seus quarenta minutos de duração, este episódio conseguiu manter um bom ritmo de narrativa e uma boa história que, apesar de não ser extraordinária, foi muito bem executada. Toda a história de Debbie foi interessante, desde o início com a descoberta do bordel até os segundos finais com as revelações a respeito do passado e do presente de sua mãe.

Para começar, as primeiras cenas com aquela mosca pousando no rosto, no ferimento e até nos olhos de Debbie foram ótimas, apesar de dar vontade de nem olhar para a tela! Daí para frente caminhamos pela mesma história que sempre vemos quando uma menina nova e considerada inocente pelos pais é assassinada. Os pais juram que ela não fazia nada de errado e os policiais têm a missão de descobrir quem ela realmente era.

O primeiro passo em direção à resolução do caso foi o panfleto, que os levou à descoberta do bordel onde Debbie foi vista pela última vez. A partir deste momento um cenário novo começa a se formar sobre a vida da suposta menina inocente. E, neste episódio, todos os elos funcionaram muito bem, um dando as pistas para a descoberta do próximo, e cada um  invertendo totalmente o cenário formado anteriormente.

O bordel invertendo a noção de menina perfeita, depois a descoberta das visitas do pai ao mesmo bordel todas as terças-feiras, tornando o reverendo um pecador e um suspeito. Mais tarde a descoberta que na verdade ele ia visitar sua primeira filha que havia fugido de casa, mudando toda a situação novamente. Até chegarmos a inversão final, quando os detetives descobrem o passado de prostituição da mulher do reverendo e mãe adotiva das duas meninas, que achava normal que elas se prostituíssem e vendia as filhas sem o seu consentimento.

Todos os pontos desta história foram muito bem apresentados e, diferente de outros episódios, a trama não foi confusa e sim interessante. Não acho que foi um episódio incrível, mas foi bem desenvolvido e cumpriu o seu papel de forma satisfatória.

14×16: Killer Moves 

“Xadrez pode levar um homem à loucura”.

Diferente do episódio anterior, Killer Moves deixou a simplicidade do roteiro de lado e criou uma trama bem mais complexa baseada em um jogo de xadrez. Logicamente a situação sai bastante do real, mas acredito que isso não interfira muito no que nos foi mostrado já que o episódio cumpre o seu papel não só como entretenimento, mas como caso policial, já que conta uma história interessante e com diversos pontos de mudança.

Logo no início do episódio, quando vemos Elvis e um pássaro morto, já estava bem claro que de comum este caso não teria nada. Mas nunca imaginei que a partir deste ponto CSI iria nos entregar um caso totalmente baseado no xadrez. Em pouco tempo o episódio nos mostrou uma situação inusitada, personagens interessantes e um pouco mais sobre o passado de Greg, que acredito que deveria ser mais explorado no seriado. O que é evidenciado pelo próprio personagem quando ele diz para Sara que os CSI’s não o conhecem direito.

O torneio de xadrez itinerante foi uma ótima forma de fazer com que os crimes não tivessem acontecido apenas em Las Vegas, mas também em outras cidades dos Estados Unidos. O que tornou o fato de Greg ter percebido que eram assassinatos ligados ao xadrez seja uma particularidade de seu personagem, que possui no xadrez uma parte significativa de seu passado.

Toda a história da partida de xadrez entre Troy Parker e Karl Schrute foi bem elaborada e interessante, com a existência de um jogo histórico que estava sendo reencenado através de assassinatos. Uma pista que é desvendada pelo antigo amigo de Greg, que desde o início soava um pouco misterioso e eu acreditei o tempo todo que ele estava envolvido nos assassinatos, mesmo que não fosse ele mesmo o assassino.

No entanto, todos os caminhos que eu imaginei que seriam o certo logo eram descartados pelos CSI’s através de outras evidências encontradas nas cenas do crime. Desde a suspeita de Lee Crosby até o xeque mate em Jenny Carroll, uma personagem que eu nunca nem cogitei como suspeita, mas que em cinco minutos falando sobre o seu pai e seus irmãos tornou todo o seu motivo plausível.

Mesmo sendo um caso que foge dos limites do real e do plausível, achei que o desenvolvimento da trama foi inteligente e o roteiro conseguiu nos fazer imergir em um interminável jogo de xadrez e de assassinatos. A melhor parte foi o foco no personagem de Greg e em seu passado. E as cenas finais foram ótimas para completar o caminho do personagem ao longo de Killer Moves, quando Greg conversa com Sara sobre o que o havia feito desistir do xadrez e vai jogar uma partida com a CSI.

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