Old Vegas
Quando este episódio começou com o tema de Las Vegas fiquei com receio, já que o episódio anterior havia focado na cidade como pano de fundo. No entanto, a abordagem foi completamente diferente e eu não acho que prejudicou o episódio em nada. Inclusive, nos mostrou um clima bem similar ao que víamos nas primeiras temporadas do seriado, o que foi um ótimo acerto do roteiro.
Além disso, outro elemento que me fez pensar nas primeiras temporadas de CSI foi a rivalidade entre os turnos, que nós víamos desde quando Ecklie marcava esse papel. Não sei ainda o que achar de Yeager, o detetive que colocaram para fazer esse papel, já que tentaram introduzi-lo na história através de uma rivalidade direta com Morgan. E não apenas profissional, mas também com uma certa tensão sexual. O que me fez lembrar que já colocaram a CSI em histórias com esse mesmo teor tanto com Greg quanto com Hodges, mas nunca levando para frente. Evidenciando uma indecisão do roteiro de como trabalhar os relacionamentos amorosos da personagem.
Após esta ressalva inicial, vamos ao episódio. No título desta review (Old Vegas ou Antiga Vegas) indiquei o pano de fundo que mais me interessou, que é a existência de uma velha logística na cidade de Las Vegas. Os chefões das máfias dos cassinos e seus capangas são figuras muito emblemáticas e acho ótimo que foram reintroduzidas à narrativa.
A questão aqui, e que não se classifico como problema, é o fato de nos remeter à Catherine e seu pai, Sam Braun, que foi até mesmo citado no episódio. Ainda mais se levarmos em conta que a CSI participou do episódio anterior, que marcou o tricentésimo episódio do seriado.
Passed Pawns gira em torno de uma simples questão que cada um deve responder: Você acredita ou não em sorte? A sorte ou coincidência é muito bem trabalhada ao longo de todo o episódio e, desta vez, CSI conseguiu fazer boas reviravoltas em sua narrativa, sem uma quebra no ritmo da narrativa, como vinha acontecendo. Até mesmo a reviravolta final funcionou, porque mesmo sendo óbvio o envolvimento da loja de penhores nos acontecimentos eu não esperava que fosse Ruby a culpada, mas sim o eu filho mais velho, que foi mostrado o tempo todo com um ar meio suspeito.
Porém, a identidade do assassino, ou no caso assassina, de Jeremy não foi nem de longe a maior responsável pela reviravolta do episódio. Mas sim a identidade de Sikes como assassino de aluguel, que para completar seu trabalho fingia uma cena de roubo na casa da vítima e recebia seu pagamento em itens roubados que eram deliberadamente deixados fora do relatório policial. Um esquema muito interessante, que eu imaginei que poderia ter sido mais bem explorado em outro caso, como o tema central.
E aqui tínhamos duas grandes tramas paralelas que foram interligadas através de Sikes: o chefão do cassino Pikes e seu capanga que foi enviado para recuperar o dinheiro e acabou assassinado pelo primeiro; e Delgado, que também foi “roubado” Sikes, e é o personagem que Ruby tenta incriminar pelo assassinato de Jeremy. Gostei muito que Jeremy era a única ligação entre essas duas histórias e que o roteiro não tentou criar uma situação megalômana, e muito possivelmente incoerente, para unir estas duas tramas.
Passed Pawns passa para mim como um bom episódio, de roteiro sólido, e espero que CSI ainda tenha muito para nos mostrar nesta temporada. Criar expectativas nunca é algo positivo, ainda mais após o episódio 300, mas espero cada vez mais desta temporada, que vem mostrando mais fôlego do que eu imaginava possível sem seus detetives principais.
PS: Não posso terminar esta review sem falar sobre a ótima, apesar de exagerada, cena de Brass atirando nos capangas de Delgado dentro do clube de srtip. Foi uma ótima cena de assistir!
PS: Não entendi muito bem a função das cenas de Russel com a sua mulher. E não sei o que esperar deste plot criado no episódio. Vamos esperar para ver o que mais vem pela frente!
PS: Um pouco de Glee e Vampire Diaries em CSI. Por essa eu não esperava! Hahahha
14×07: Under a Cloud
Quando um caso de terrorismo se torna a metade menos importante do episódio
Greg sendo feito de motoboy para comprar comida para as CSI’s, a chuva, a falta de luz, as piadas, e claro a bomba em apenas dois minutos de episódio foram um ótimo início para Under a Cloud. Porém, mal sabíamos nós que estes dois minutos não seriam o momento mais tenso do episódio, mas sim a revisão de um dos primeiros casos de Greg como CSI, no qual um inocente foi condenado e ficou anos preso por um crime que não cometeu. E agora, Greg estava sendo acusado de utilizar sangue da evidência para incriminar Gus Ellis.
Fazer com que Finn fosse a responsável por revisar o caso foi uma ótima decisão, já que a personagem havia passado pela mesma situação no passado. A cada segundo que o episódio tratava do caso de Greg era uma nova tensão. Mesmo sabendo que, com certeza, tudo seria esclarecido, o roteiro utilizou todos os recursos que podia para nos deixar inquietos com a situação. O que funcionou, principalmente, pela maneira como Greg agiu durante todo o episódio.
A resolução desta trama foi bastante simples, o que é compreensível, já que nada muito absurdo poderia ser introduzido a um caso de 2006. Porém, o tempo todo eu fiquei esperando que este caso fosse ter alguma relevância no caso da bomba e do possível grupo terrorista. O que eu realmente achei que fosse acontecer quando uma personagem que nunca vimos antes chama Greg para observar o experimento que fez sem nenhuma grande explicação. Aqui, estava imaginando que uma grande conspiração para acabar com a outra investigação fosse acontecer. E, confesso, que foi um pouco decepcionante quando absolutamente aconteceu.
Mas, vamos agora ao caso de terrorismo. Com Greg passando por uma situação como esta, foi difícil prestar muita atenção ao caso principal, que acabou se tornando paralelo do meu ponto de vista. O roteiro acabou preso na trama de Greg e não conseguiu explorar muito bem esta história paralela, ainda mais quando até mesmo Sara estava se importando mais com o amigo do que com o seu caso. Além disso, não vimos muitas coisas excitantes nesta parcela do episódio, mesmo com a tentativa de surpresa do roteiro ao envolver o FBI.
Under a Cloud funciona bem apenas por colocar Greg no centro de uma trama paralela à principal (que se torna secundária) e não por ter um ótimo roteiro. Não acho que foi uma boa decisão colocar essas duas histórias em paralelo. Talvez fosse mais interessante unir o passado de Greg com um caso presente diretamente ligado à ele, ou mesmo fazer um episódio mais focado na trama da quadrilha terrorista armênia. Mas as duas tramas não conseguiram se unir de forma alguma, fazendo que o episódio deixasse um pouco a desejar, apesar de não o considerar um episódio ruim.















