Fim do Mundo é o mais novo trabalho de McG para a Netflix. O diretor já é um conhecido do serviço de streaming pelo seu filme A Babá, terror adolescente com umas boas pitadas de comédia, sobre um garoto tentando sobreviver a sua babá sádica e seus convidados psicopatas. Um filme que para mim é perfeito para aqueles que cresceram com Esqueceram de Mim, mas seu lado adulto agora quer algo mais sangrento.
Com Fim do Mundo, McG mostra que tem um carinho especial em mostrar jovens em situações bem absurdas e estranhas, num caminho que muitos podem descrever como “entrando na vida adulta”. Deixando o gênero de terror de lado, o diretor, junto com o roteirista Zack Stentz, abraça com tudo o Sci-Fi ao mostrar quatro crianças sendo a última esperança da Terra contra uma invasão alienígena.
Na história, Alex (Jack Gore), ZhenZhen (Miya Cech), Dariush (Benjamin Flores Jr.) e Gabriel (Alessio Scalzotto) precisam deixar o acampamento de verão quando monstros de outro planeta começam uma taque à Terra. Com nenhum adulto para ajudá-los, os quatro precisam derrotar seus medos, cruzas quilômetros e quilômetros, na esperança de entregar “a chave”, o único objeto capaz de impedir a invasão. Uma tarefa bem difícil para qualquer adulto, mas McG prefere focar suas lentes numa jornada de amadurecimento e tenho que parabenizá-lo por dar personalidade distinta a cada membro de seu quarteto. Isso ajuda muito o longa a seguir em frente e ao telespectador a se identificar com cada um.
Infelizmente, mesmo que o diretor tenha uma visão em mente, ele falha na hora de executá-la. Não sei se foi pela falta de experiência de Zack, já que o próprio sempre trabalhou com um time de roteiristas e esse é seu primeiro longa como roteirista solo, mas não tem como não terminar esse filme com a sensação de que ele poderia facilmente ser lançado num canal de YouTube, igual a muitos trabalhos lançados por diretores amadores que querem mostrar do que são capazes.

Os efeitos visuais também seguem essa linha amadora. É mais do que óbvio que a produção teve que lidar com um orçamento baixo, mas acredito que existiam formas mais criativas de se trabalhar com pouco dinheiro, que não envolviam ir atrás de cenas que você não tinha como fazer na pós-produção. Não tem como levar os alienígenas a sério com eles parecendo tão falsos.
É uma pena que o Fim do Mundo acabou parecendo tão falso e amador. No decorrer da jornada das crianças até que existiram bons momentos, como a primeira vez de Alex andando de bicicleta ou certos diálogos que mostravam como Zack tem talento. Ele só precisava que outros roteiristas dessem uma lapidada no seu trabalho original. Jane Goldman ou Ashley Edward Miller seriam ideias para isso e olha que os três já trabalham juntos em X-Men. Algo me diz que se esses três estivessem juntos, ainda mais com McG já mostrando que sabe como trabalhar com atores mirins, iriamos perdoar a pós-produção.
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No final, talvez Fim do Mundo seja um trabalho que agrade mais as crianças pelo seu humor politicamente incorreto, porque vale mais a pena você ir atrás de algum projeto feito por fãs no YouTube. A qualidade do roteiro e dos efeitos é a mesma.















