Como as pessoas te tratam é o carma delas. Como você reage, é o seu”

– Wayne Dyer

Todo fã de Criminal Minds sabe o que esperar de um episódio. Pode ser o mais sem graça, mas sabemos que o trama por trás de um unsub, o que o motiva a praticar o crime, não se repete.

Pedofilia já foi assunto na série – e é assunto na maioria dos dramas policiais – porém é preciso saber a medida para não nos trazer sempre a mesma história que nos passe a ideia de “eu já vi isso antes”. Saber que Morgan já foi uma vítima deste crime horroroso – é um assunto tão delicado que realmente me perturba – me faz perceber o quão frágil são os agentes da BAU, que eles são gente como a gente, sujeitos a todo tipo de crueldade no mundo.

O episódio não nos trouxe um unsub, mas sim três. Não sei se unsub é a palavra mais correta já que eles praticaram tal crime contra o seu molestador, James Westbrook, a fim de justiça para uns e vingança para outros.

Fui realmente pega de surpresa pelo passado de Westbrook, porque boa parte do episódio se encaminhou para uma possível vingança em torno do trabalho da vítima, que era advogado. Mas após descobrirmos a verdade por tal do sequestro tudo pareceu clichê, até a morte acidental do primeiro unsub Chad, o sedento por vingança.

Depois percebemos que Andrew queria apenas a confissão e ir em busca da justiça que foi falha com os seus amigos. Nesse meio tempo pude perceber a dinâmica entre o terceiro unsub Brian e Westbrook. O diálogo entre eles me dava um “embrulho” no estômago, os elogios que seu pedófilo dirigiam a ele me causava angustia e mesmo minutos antes da sua morte ainda não tinha entendido a mensagem que Westbrook queria passar.

Confesso não esperava que Brian o matasse, somente quando J.J. deu a voz de prisão que entendi. O menino também era um pedófilo, saber se Westbrook o tornou neste ser tão nojento – me perdoem pela palavra – é difícil dizer. Como Morgan disse ao conseguir convencer Andrew a se entregar, “eu disse que ia te dar uma confissão, mas não a que você queria ouvir”. Chocante, não é?

A vida daqueles meninos foram tiradas e esmigalhadas, cada um teve que lidar com este trauma para o resto da vida de alguma forma. Matt teve overdose por não conseguir seguir com a sua vida sem esquecer o passado. Quantas pessoas viveram essa terrível experiência e tentam, até hoje, superá-las? Quantas crianças ainda sofrem isso ao redor do mundo? Criminal Minds me deixou esse pensamento no episódio da semana.

E o que foi aquela cena final da sobrinha da Kate? Não consigo imaginar Meg fazendo tal burrice, será que Callahan nunca a alertou sobre estes perigos? Já que trabalhava incansavelmente em busca de pedófilos. A cena final pode ser só um toque sobre a pedofilia, mas também pode nos trazer mais histórias para o resto da temporada.

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