
Um retorno para aumentar nossas expectativas.
Spoilers Abaixo:
É com imensa satisfação que escrevo sobre Covert Affairs, uma série que desperta os mais variados tipos de opinião. Primeiramente, deixo claro que sou fã do gênero, mas não foi isto que despertou o meu interesse na série e sim o fato de ser “fã de carteirinha” de Piper Perabo. Então inicio esta review falando dela. A série já teve muitos altos e baixos – principalmente na terceira temporada –, mas Piper nunca deixou a desejar. Inclusive todas às vezes que nos irritamos com as cretinices de Annie, isto certamente acontece pelo talento da atriz, que é quase sempre surpreendente. Piper é daquelas atrizes que contém um magnetismo, uma interação diferente com o vídeo. Mas também devo ressaltar que todo o elenco da série é extremamente talentoso e possuem uma ótima química – o que faz bastante diferença.
Pincelando rapidamente as temporadas anteriores temos no geral um retrospecto mediano no andamento da série. Na primeira temporada somos apresentados a Annie Walker e todas as suas nuances de personalidade que fazem dela realmente um personagem muito interessante. Na segunda temporada – considero esta a melhor temporada de Covert Affairs – temos a tentativa de Annie – às vezes desastrosa – de se afirmar como Agente da CIA. E na terceira temporada a série se perdeu um pouco e não tivemos uma grande trama, apenas pincelaram coisas aqui e ali – deixando bastante a desejar.
Analisando tudo isto, podemos afirmar que a quarta temporada era esperada com certa desconfiança pelos fãs – por não termos a certeza que a trama principal – o que sobrou da temporada anterior – poderia realmente dar certo, mas devo dizer que a estreia surpreendeu de forma muito positiva. E para aqueles que torciam o nariz para o romance de Annie e Auggie – com certeza – terão que se render ao casal. Nestes dois primeiros episódios Piper e Christopher mostraram uma química afinadíssima e tudo pareceu absolutamente natural como realmente deveria ser – já que eles foram durante muito tempo apenas bons amigos. E é muito fofo perceber o quanto eles realmente se gostam e protegem um ao outro.
Falando especificamente dos dois primeiros episódios da temporada e aproveitando a review dupla vou escrever apenas um texto, já que eles são totalmente interligados. Iniciamos tudo do final e isto é no mínimo intrigante. Por que Annie estava colocando a sua vida em risco??? Bem, com certeza só teremos esta resposta quase no final da temporada. Mas então voltando em 10 semanas temos Wilcox quase como um “profeta” sendo “bonzinho” com Annie e dando todas as “tintas” das reviravoltas que estão por acontecer dentro da Cia – o roteiro da série mostra grandes avanços, mas Annie e suas cretinices impulsivas nunca mudam. Ainda bem que desta vez ela resolveu dividir tudo com Auggie que vai tentar protege-la de todas as formas possíveis. Aliás, Auggie tem culpa no cartório – o que pode ser hein? Isto me lembra que o mais legal das séries de espionagem é que ninguém – absolutamente ninguém – é verdadeiramente inocente.
Bem, se tínhamos dúvidas que a trama principal com Wilcox funcionaria já podemos perceber que tudo se encaminha muito bem até agora. No entendimento geral dos fatos, temos mais uma vez uma disputa de gigantes entre Wilcox e Arthur pelo poder. Mas o que faz tudo ser completamente interessante e despertar a nossa atenção são o número excessivo de segredos que sempre surgem na vida de Arthur. Agora o homem tem um filho terrorista na Colômbia que o faz renunciar seu cargo para protege-lo – é no mínimo surpreendente. Neste contexto ainda temos a gravidez de Joan que deve bagunçar bastante as coisas. Desde o início da série percebemos que tanto Wilcox como Arthur de alguma forma são “farinha do mesmo saco” e neste momento ainda teremos muitas faíscas desta disputa de poder entre eles ateando fogo por aí e principalmente em Annie Walker que jamais deixará de seguir seus instintos – certos ou errados – mesmo que desde a primeira cena, Auggie repita incansavelmente que é preciso ter cuidado com Wilcox e deixar as coisas seguirem o seu curso natural. Mas como ela nunca ouve ninguém, obviamente, não poderia sair ilesa disto tudo – e agora o que vai fazer para continuar dando uma de agente dupla? Como não cumprir a ordem de Wilcox sem ser desmascarada? E outra pergunta que fica no ar: como Auggie vai ajeitar as coisas quando a CIA descobrir sobre a morte do “traíra” que Annie assassinou?
Mr. Matt Corman parece estar tentando nos surpreender neste inicio de temporada e imprime um ritmo excelente entrelaçando de forma quase perfeita as histórias em “Vamos” e “Dig For Fire. Enfim, Covert Affairs teve um bom início de temporada – o que realmente aumenta nossas expectativas. Em séries de espionagem o mais importante é as perguntas não se perderem no meio do caminho – e que em algum momento tenhamos as respostas para todas elas. É isto que espero que aconteça nesta temporada – assim como foi na season 2. Neste momento a série demonstra potencial. É esperar.
PS. O que é o figurino de Annie Walker neste inicio de temporada? Sem comentários…
PS. A trilha sonora da série continua ótima.
PS. Gosto de saber que Annie agora anda armada… Uma grande evolução para a personagem.
PS. A cena de Teo tirando a bala do ombro de Auggie foi perfeita. Só para os fortes.
PS. As cenas de ação da série tiveram um crescimento impressionante.
PS. Colômbia: terra de ninguém.
PS. Merecido o tabefe na cara que Joan deu em Arthur.













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