
Santas perguntas!
Spoilers Abaixo:
O início de uma review é sempre complicado, por ser um trabalho árduo o de tentar definir o que determinado episódio representou como um todo sem, contudo apenas se alongar em algo que será reafirmado durante todos os parágrafos restantes. É por este motivo que em certos momentos é melhor optar pela simplicidade e tentar uma simples definição: Perfeito do primeiro ao último plano.
“Better Times are Comming” opta por trazer uma investigação de Corcoran a respeito da morte de Mary Lockwood ocorrida na semana anterior, assim como paralelamente desenvolve a ambiguidade de Morehouse ao o colocar diante do ataque prestes a ocorrer na cidade de Nova Iorque. O episódio funciona por conseguir ao mesmo tempo culminar toda a fachada de companheirismo que estava prestes a ruir entre Corcoran e Maguire, ao mesmo tempo em que mostra que a confiança do protagonista em Morehouse tenha motivos reais para ocorrer em vez de uma simples conveniência do roteiro.
As falhas centrais, até então, das tramas envolvendo Maguire eram o sentimento que elas não estavam levando a canto algum. Sim, ele mentiu no episódio passado sobre o porquê de ter acabado com Mary, mas nada que não fosse uma atitude esperada de um homem nas suas circunstâncias. Sua planificação, no entanto, escondia um personagem que conseguiu em apenas um episódio mostrar a que veio e dar uma sensação ao espectador um sentimento de ter sido ludibriado de uma forma positiva. Positiva, pois os elementos foram aos poucos sendo jogados como pistas sem que fosse percebido, para apenas ser jogada a recompensa por ela neste oitavo episódio.
Corky, por outro lado, estava esse tempo todo sendo jogado nas sombras das atitudes de seu suposto amigo. A descoberta de sua esposa lembrou, guardadas as devidas proporções eu universo, o momento do soberbo filme Amnésia onde o protagonista percebe tudo o que estava acontecendo à sua volta. Tom-Weston Jones consegue no asilo incorporar uma série de sentimentos apenas em um olhar e expressão do corpo trêmula, mostrando a evolução de um ator que se mostrava estático nos primeiros episódios e aos poucos foi se tornando mais e mais confortável no personagem.
E se na semana anterior comentei sobre uma suposta obviedade da trama de Morehouse, fico feliz de ver que essa ideia foi mais uma distração do roteiro do que qualquer outra coisa. Evidentemente, não perdoa equívocos gerados na semana passada para distrair, como o reflexo do fogo nos olhos do personagem à fim de servir como um suposto brilho do olhar ao ver a destruição, mas ao menos serviu para dar um gás antes da configuração final deste como mais uma figura na categoria dos mocinhos. Kyle Schmid consegue tornar a figura mais enigmática do roteiro ainda mais interessante, como no momento em que se percebe o quanto é complicada sua tarefa de agente duplo com apenas uma abraço e olha para a sua amada Elisabeth.
Chegado ao final da temporada, pode-se ver que tudo, até mesmo as tramas menores e supostamente menos relevantes, estão conseguindo mostrar a que vieram e se tornar um amontoado de elementos interessantes para serem explorados até o season finale. O que Maguire pretendia exatamente escondendo a existência da esposa de Corky? Quais serão os próximos planos dos separatistas? Como Annie e Eva se encaixarão em meio a isso tudo? Eu não faço a mínima ideia de qualquer uma dessas respostas, mas só de surgirem tantas perguntas se pode provar que Copper se tornou, de uma série com inúmeros problemas, em uma hora de qualidade televisiva.




















