
Loucommunity.
Spoilers Abaixo:
Mind Games alucinógenos marcam Community. Não sei nem direito o que foi que me atingiu, só que foi bom e eu quero de novo! Episódio com roteiro simplesmente sensacional e muitíssimo bem trabalhado por esse elenco que é, sem dúvida, um dos melhores da atualidade. Fez valer a máxima de que “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”, provando que Abed, talvez seja o cara mais normal da turma.
Chega a ser difícil pontuar os melhores momentos. Imagino que seria preciso citar cada ceninha, por mais rápida que tenha sido, mas isso é tecnicamente impossível de fazer. O mais bacana foi ver esses flashs de coisas que soam como se tivessem passados por nós despercebidas, como Annie tentando se juntar ao “Troy and Abed in The Morning”. O surto de Troy com todas as câmeras imaginárias (ou não) foi excelente. Também adorei Shirley ensinando uma lição aos filhos (será?) por comerem os biscoitos do grupo de estudo. Cada um ganhou um brinquedo dos meninos e mais uma vez, Troy é quem dá show, ao acreditar que se tornara um vice-campeão de caratê.
As memórias de bons momentos em Greendale não deixaram por menos, mas ainda acho que a comemoração pela descarga número dez mil renderia um episódio inteiro, em que todos lutam para alcançar essa linda meta. As aulas que ainda estavam desconhecidas são maravilhosas e me fazem pensar até em fazer matrícula: Escadas, Fala de bebê ou Segurar Respiração? Em qual dessas eu gostaria de me tornar especialista? No fim ficaria com a aula sobre ‘O que podemos fritar?’, simplesmente porque seria mais útil no meu dia a dia.
Igualmente deliciosas são as lembranças com Dean Pelton, vestido de bombeiro, avisando o grupo de estudo antes de um incêndio, afugentando alunas que ousem se vestir como Annie ou cantando lindas canções sobre como seus estudantes são lindos e únicos. Com um reitor assim, me choca que os #Greendale7 não tenham notado antes sua ausência e a possibilidade de um doppledeaner.
Acho que é isso o que acontece quando um charlatão consegue convencer nossos heróis de que eles inventaram Greendale para fugir da realidade. Sequência ótima no hospício, pontuando alguns episódios antigos, como a da cama elástica secreta, o musical de natal e claro, os de paintball.
Tudo isso para chegarmos à conclusão de que Chang está impondo seu reino de terror em Greendale, abusando de alunos enquanto degusta appletini e cheira doritos. É bom que o grupo de estudos tome logo uma providência, porque a cada choque elétrico nas bolas, Chang se torna mais e mais forte.
3×20: Digital Estate Planning

Game on.
Desnecessário dizer que esse episódio de Community é genial. Ele é, por diversas razões (motivos e circunstâncias), mas principalmente por ser capaz de chamar a atenção além do visual. Com a maior parte da história se passando no formato oito bits, poderíamos facilmente nos prender apenas ao formato, deixando de lado o conteúdo, mas até nisso capricharam. A proposta de um videogame criado pelo pai megaevil de Pierce para alavancar uma luta sangrenta por sua herança foi sensacional e me fez desejar ter algum parente louco o suficiente que chegasse ao mesmo nível dos Hawthorne.
Além disso, não dá para negar que fica aquela sensação de nostalgia. Para quem, como eu, teve acesso a jogos desse tipo na infância (e eles eram de última geração!) é impossível não lembrar dos clássicos (eu adorava Alex Kidd in Miracle World, jogava todo santo dia no meu ultramoderno Master System), assim como é impossível não desejar que “Community Journey To The Center Of Hawthorne” se transforme num jogo de verdade. A proposta é ótima e ainda permitiria SETE jogadores ao mesmo tempo.
Para completar o alto nível do episódio, eis que ganhamos a participação de Giancarlo Sposito, como Gilbert, o meio irmão “meio branco” de Pierce. Aproveitando o assunto, eis que Community caprichou no assim chamado politicamente incorreto, mas acho que na boca de Pierce tudo vale. A obsessão dele com raças é engraçada e até o fim ele tenta definir Gilbert como mulato, isso é claro, se estiver tudo bem em usar esse termo. Para Britta não sei se funcionaria, porque ela não sabia de que cor era seu personagem no jogo, mas só porque ela não é nada preconceituosa.
Como dá para notar, tivemos dezenas de piadas pontuais e o texto não fugiu dos momentos de adaptação ao jogo. Foi maravilhoso entrar nessa jornada e ir descobrindo cada tela e cada funcionalidade, além de notar a atitude de cada um nos momentos principais. Confesso que ri muito no cenário com os hippies (sex, sex, sex), mas o momento em que Annie e Shirley matam o ferreiro, a esposa, tentam esconder corpos e destruir testemunhas é surreal de tão bom.
Enquanto isso, Abed encontrava o amor de sua vida, Britta mostrava que mulheres malucas têm vez no jogo, assim como Pierce e Troy demonstram que blefar no poker pode te deixar pelado. São muitos detalhes incríveis, que fazem desse um episódio para ser revisto muitas vezes.
No final de tudo, ainda tivemos uma mensagem bonitinha. Pierce ganhou um meio irmão meio branco e o terrível Cornelius viu seu plano destruído. A leitura das regras do testamento para Gilbert foi perfeita e a amizade realmente venceu.
Era de se prever que Abed fosse se tornar um mestre, criando um verdadeiro império e tendo milahres de mini Abeds (cool cool cool) que agem como crianças em playgrounds, umas imitando as outras. Foi épica a entrada de todos para lidar com o Chefão da fase final, no castelo de Cornelius. Mini Abeds e lógico: “Troy and Abed shooting lava”. Preciso desse jogo para ontem.
P.S*Cena final excelente. Impressionante como Troy e Abed imaginam um novo universo só por ter um bebê na sala de estudos. Ataque de pelanca de Troy, que assumiu ser a mulher da relação foi lindo. Ainda por cima o bebê fala “cool, cool, cool”. Não havia modo melhor de terminar um episódio que foi, de fato, triplamente legal.
P.S* Abertura incrível, usada como introdução ao jogo e com a música transformada. Cuidado assim com os fãs e com a produção você acha, no mesmo nível, só em Fringe.
P.S* Um dos melhores de Community. Entrou fácil no meu Top 5.













