Qualquer episódio que comece com uma cena de perseguição já merece o meu respeito. Ainda mais quando é Chuck quem está perseguindo, e não sendo perseguido. Toda a adrenalina do começo desse episódio foi para nos avisar que teríamos pela frente 40 minutos tensos, que mudariam a história da série. E é nesse clima, em um de seus melhores episódios, que finalmente é chegada a hora de saber se Chuck passará pelo último teste, tornando-se enfim o Agente Bartowski.

Spoilers Abaixo:

A seqüência desses últimos 3 episódios serviu para mostrar  quanto foi acertada a decisão da NBC de renovar a série. Teria sido um pecado privar-nos de assistir a três episódios fantásticos como esse. Cansei, inclusive, de tentar quantificar a qualidade dos episódios. Impossível dizer que o 3×10 foi melhor ou pior do que este, ou até mesmo o 3×09. Chuck chegou a um nível tão absurdo que alcançou a “perfeição”. São três episódios perfeitos. Nenhum mais ou menos, simplesmente perfeitos. Ponto.

Isso não quer dizer que eu não esteja temendo por uma queda de qualidade nos próximos episódios. Quase todo mundo sabe da epopéia da renovação da série, inclusive de que ela teria sido renovada para uma Temporada de 13 episódios na Mid Season. Logo, não é nenhuma surpresa que, ao nos aproximarmos do 13º episódio (que seria a Season Finale), o nível da série esteja tão alto. Mas vou parar de ser chato e ficar me preocupando por antecipação. Deixe que o 14º episódio chegue para, aí sim, podermos falar qualquer coisa dele.

Fiquei receoso quanto ao fato de Casey ter sido “demitido” no episódio passado, pois imaginei que fora da Equipe Bartowski ele não teria muita utilidade na trama. Para a minha felicidade, estava terrivelmente enganado. Não que Casey tenha tido grande destaque no episódio quanto teria se ainda fosse um agente, mas cada cena em que ele apareceu foi sensacional. Nunca fui muito de elogiar o trabalho do Adam Baldwin, mas tenho que assumir que ele manda super bem fazendo cenas que explorem um lado mais cômico de John Casey. A personagem, por si só, já é engraçada e sempre nos faz rir nas mais diversas situações, mas rendeu muito mais do que eu imaginaria nesse episódio, ao lado de Jeff, Lester e Big Mike.

Enquanto tínhamos alívio cômico e merchans nas cenas do núcleo Buy More, quando Chuck aparecia em tela, a tensão era evidente. Até mesmo as suas piadas ficaram parecendo aquelas que alguém conta para quebrar o gelo, já que mesmo nos momentos “mais engraçados”, era perceptível o medo que a personagem sentia. E um momento tão importante da vida de Chuck merecia um destaque maior do roteiro em pequenos detalhes, como as reações daqueles que, assim como nós, conhecem-no há três anos. E nesse quesito, Zachary Levi e Yvonne Strahovski detonaram tudo. Fiquei até com vergonha pelo Brandon Routh, porque por mais que ele esteja desempenhando bem o papel do Agente Shaw, nada vai superar a incrível química entre o elenco original. Chuck está passando por um momento crítico de transição em sua vida, e nós percebemos isso em seus gestos ou nos olhares de Sarah. Isso mostra que, depois de três anos, os atores já começam a compreender, pensar, agir e sentir o mesmo que seus personagens.

E depois de vermos a evolução de Chuck durante essa Temporada, era chegada a hora dele se tornar um espião de verdade. Mas para isso, o nerd precisaria passar por um último teste. Mensagens auto-destrutivas iguais as de filmes e o acompanhamento meticuloso de Sarah faziam parte do exame final de Chuck. O problema é que tanta aproximação dos dois acabou reacendendo velhos sentimentos, e ele quase falha na primeira parte de sua missão. Mas como já disse antes, ir para o “Plano B” é especialidade de Chuck e Cia, e facilmente o nerd descobre a identidade do Agente traidor da CIA, que anda fazendo uns trabalhos para a Aliança. Pena que o teste de Chuck não acaba por aí. A segunda parte é a fundamental para determinar se ele pode ou não virar um espião, e é a que mais incomoda Sarah. Afinal, Chuck mudou muito nesses últimos episódios, mas ainda assim não tinha matado ninguém, o que ele terá que fazer agora, se quiser virar um espião. E graças à bondade de Chuck, o Agente Duplo foge, criando a cena de perseguição que citei no primeiro parágrafo.

Não cheguei a desconfiar, nem mesmo na primeira vez que vi a cena, que tinha sido o Chuck que matou o cara. Mas mesmo assim me surpreendi. Apostei todas as minhas fichas de que teria sido Sarah quem “fez o trabalho”, mas perdi feio. Surpreendentemente, nos aparece um John Casey salvando a vida de Chuck, que tinha acabado de lhe dar uma arma de presente. John não é bobo e sabia que simplesmente identificar o agente não tornaria Chuck um espião.

O negócio é que, para todos os efeitos, foi Chuck quem puxou o gatilho. Infinitos problemas aconteceriam se descobrissem que Chuck, digamos, “colou” no seu exame final e que um civil matou um agente da CIA. John Casey não quer que o nerd conte nem mesmo para Sarah, e ele nem precisa se preocupar muito com isso. A moça ficou decepcionada ao ver Chuck “matar” pela primeira vez e não está querendo mais muito contato com ele, e inclusive, deve ir para Washington com Shaw. A capital também é o destino do Agente Bartowski, que agora é oficialmente um espião da CIA, e deve ir fazer alguma coisa na capital que não me ficou muito claro… Verdade é que nessa hora eu só estava de olho no distintivo cool dele, me desculpem.

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