
O impossível aconteceu. Em uma crescente assustadora na qualidade dos episódios, Chuck conseguiu a proeza de ficar melhor do que foi semana passada.
Spoilers Abaixo:
Não esperava um episódio com tamanha qualidade quanto esse. Estava achando que depois de chegar ao clímax com a descoberta do segredo de Chuck por Morgan, na semana passada, a série ia dar uma freada e apresentar um episódio leve e engraçadinho, mas me enganei terrivelmente. E que bom que eu tenha me enganado. Acho precipitado dizer, no calor da emoção, que este foi o melhor episódio de toda a série, mas afirmo que ele está pelo menos no Top 3. Adoro os episódios com Flashbacks de Casey, porque ele é o personagem mais enigmático da série e sempre nos surpreende quando revisita o seu passado. Mas nenhum dos outros episódios do Coronel influenciou tanto a trama da série quanto “Tic Tac”.
Logo no começo já descobrimos que de John Casey o Coronel não tem nada. Seu verdadeiro nome é Alexander Coburn. E o jovem Alex acabara de ser dispensado do exército quando é convocado por James Keller para entrar na NSA, desde que ele “morra”, deixando tudo do Alex para trás e assumindo de vez a identidade de John Casey. E no presente, o Coronel tem que ir numa missão de busca com Sarah e Chuck, para testarem a proteção de uma unidade da CIA contra espiões. Casey, entretanto, tem sua própria missão. Ele precisa roubar o Laudanol, uma nova droga desenvolvida por militares que pode suprimir as emoções em campos de batalha, tornando-os mais fortes e destemidos. Mal sabia ele que Chuck ia pensar que tudo era parte de um joguinho da General, entregando-o e o fazendo ser preso como traidor.
Mesmo depois de capturado, John ainda se nega a entregar o Laudanol para outra pessoa que não seja James Keller. Descobrimos que, quando Alex, Casey tinha uma noiva, que ainda acha que ele está morto, e que agora é usada como moeda de troca por Jamea. Se Casey não lhe entregasse o Laudanol, Kathleen morreria. Claro que tudo acaba bem para a moça, principalmente porque Chuck acaba tomando a pílula e o Intersect entra em total funcionamento sem os sentimentos e os medos do nerd para atrapalhar. Para Casey, entretanto, nem tudo acaba bem. O coronel ganha uma segunda chance da General, infelizmente para ele, como civil. E agora John vai ter que se acostumar com a nova vida depois de ter sacrificado a sua própria em prol da “carreira”. Quem sabe essa seja a chance dele se reaproximar da Kathleen e da sua recém-descoberta filha.
Surpreendente o rumo que a série está tomando, mesmo que, para mim, pareça que as portas estão se fechando. Cada vez mais parece que estamos nos encaminhando para o final, pois, pelo ritmo que as coisas estão, não consigo imaginar muitas outras temporadas. Josh Schwartz, entretanto, já começou a mobilizar os fãs para que Chuck ganhe uma 4ª Temporada. Se conseguirem renovar mais ainda a série mesmo com todas as “portas” que estão sendo fechadas e, ainda por cima, manterem o alto nível que a ela vem apresentando, que venham mais 10 Temporadas.
Pela primeira vez nessa Temporada fiz a pergunta: “E agora?”. Não esperava que a Equipe Bartowski perdesse um membro e ainda estivesse em risco de perder outro. Acho que Sarah deve permanecer na dúvida até o fim da Temporada, mas que, pelo menos por um pequeno período, ela deve abandonar Chuck. Além do mais, fica no ar a pergunta se o Chuck continuará usando o Laudanol para que o Intersect possa funcionar perfeitamente.













