O equilíbrio foi mantido com maestria.
Esse crossover foi – em minha opinião – um dos mais equilibrados em termos de desenvolvimento de plots. Apesar de Hermann ter sido a maior das preocupações para quem assiste Fire, foi interessante ver que seria forçar demais a preocupação se todo o foco continuasse no caso do Hermann. Apesar dele ser um dos meus personagens favoritos na série-mãe, me vi querendo que o caso dele se complicasse e que ele não resistisse, pois falta em Dick Wolf coragem para matar qualquer bombeiro que seja. Um pouco de ousadia não seria mal. Mas voltemos aos corredores de Med…
Ficou claro que Jessica Pope seria o elo de ligação entre as três séries, só não percebeu quem não quis, mas o que estava faltando ser entendido era o motivo real para ela ser o elo. Conversas entre policiais, médicos e bombeiros resultou em parte numa ajuda com o caso Pope e por outra parte resultou num mal-estar por causa de uma conversa hipotética a respeito do caso Hermann entre os irmãos Halstead. O elenco ganhou dois novos personagens e descobrimos um pouco mais sobre April.
Lidar com a pressão constante dos companheiros de Hermann não foi fácil para Rhodes durante os episódios, ainda mais quando Severide o questiona sobre o tempo que ele esperou para levar o Christopher para a cirurgia depois que Jay perguntou ao Will hipoteticamente se ele teria agido diferente de Connor e ele disse que sim, mas que não estava na hora da entrada do Hermann. Uma pequena bola de neve desnecessária que só mostrou como o nível de testosterona estava alto e como Connor não consegue se enturmar por falta de confiança proveniente do relacionamento com seu pai.
Sarah finalmente fez algo interessante além de fraquejar perante as agulhas e foi a responsável por descobrir o que estava realmente acontecendo com Pope com a ajuda do Joey. Joey é um novos personagens introduzidos na série e trabalha no laboratório do hospital. Não dá para teorizar quase nada sobre ele, mas pode ser que ele apareça esporadicamente. O segundo personagem que entrou na série foi o irmão mais novo da April, o Noah, que levou todo o crédito pela análise pedida pela Sarah. Noah não me agradou pelos poucos minutos que apareceu e ainda mais por saber que April não é médica porque os pais queriam que ele fosse o médico da família. Com certeza ele será um personagem que renderá algumas dores de cabeça à irmã mesmo que ela não admita.
Ao longo do episódio vai ficando claro (e com a ajuda do Dr. Charles) que outros dois casos além da Pope podem estar ligados já que as pacientes tiveram overdose de quimioterapia quando na verdade nunca tiveram nenhum tipo de câncer. Com essa descoberta, a resolução do caso será trabalhada em PD, e como eles farão para achar a conexão entre as três vítimas, nesse caso, o médico responsável por tal atrocidade.
PS: uma coisa que vem começando a me incomodar é a dependência da equipe com o Charles porque as coisas parecem não andar se não tiver a opinião dele. Ou seguram um pouco essa constante referência que ele vem se mostrando ser ou vai ficar cansativo assistir os casos girarem em torno dele.
PS: Severide e April novamente? C’mon!
Comentários do Aurelio
Ser o episódio de ligação do crossover de #OneChicago poderia ser algo complicado, no entanto fico feliz em dizer que Dick Wolf e sua equipe conseguiram desenvolver a história que começou em CF com perfeição.
O meu destaque negativo continua sendo a postura de Will. Ele teria que ser muito ingênuo para achar que as perguntas feitas por Jay sobre o a maneira como Rhodes estava tratando Herrmann não seria divulgadas para outras pessoas. Os roteiristas precisam melhorar o desenvolvimento desse personagem que continua caricato.
A minha parte predileta desse episódio a forma orgânica como a história evoluiu de CF para CM. Se no primeiro episódio tivemos um foco maior nas ações dos bombeiros e na sua perspectiva com relação ao tratamento de Herrmann, em CM tivemos o olhar por dentro das ações dos médicos, o que foi muito interessante. Além disso, fiquei surpreso por terem usado um caso real como base para a história das mulheres que sofrerem envenenamento pela quimioterapia.














