O melhor episódio da história de Chicago Fire.
Quem acompanha as reviews de CF viu o quanto eu fiquei frustrado com o mid-season finale dessa temporada. Para a minha felicidade, Dick Wolf e sua equipe conseguiram aproveitar um cliffhanger fraco e transformá-lo no ponto de partida de um excelente crossover entre todas as séries da franquia #OneChicago.
1 – Melhor momento.
O melhor momento desse episódio foi a conversa entre Cruz e Herrmann. Vê-lo, mesmo debilitado, demonstrar força para confortar Cruz sobre a sua decisão de ajudar Freddie e isentá-lo de culpa sobre o ataque sofrido por ele foi emocionante. Também gostei de ver que, mesmo não culpando Cruz pelo ocorrido, ele não estava pronto para perdoar Freddie. Os roteiristas foram muito felizes na construção desse diálogo que mostrou Herrmann como um personagem tridimensional.
2 – Melhor momento parte 2 – a revanche.
A presença de Gordon Clapp como capelão Orlovsky sempre aumenta a qualidade dos episódios, e nesse não foi diferente. A atuação dele dando suporte aos personagens foi perfeita, e sua participação culminou na ótima conversa com Boden. É perceptível a preocupação e o amor que ambos sentem por Herrmann em uma cena emocionante, apesar de curta.
3 – Melhor momento parte 3 – o retorno.
Achei excelente a cena em que Boden ordenou que Severide parasse de pressionar Cruz sobre a investigação. Como falei em reviews passadas, os roteiristas gostam de fazer Severide um personagem com dificuldades em seus relacionamentos. Assim, achei orgânico vê-lo voltar sua atenção, de forma errada, para Cruz. Mais interessante, no entanto, foi a forma madura como o chefe o repreendeu por isso. Severide pode ser um grande bombeiro e até um líder no que diz respeito à parte procedimental do seu trabalho, mas precisa trabalhar a sua inteligência emocional. Foi bom ver, entretanto, que ele pensou rápido ao ser informado por Otis sobre o desaparecimento de Cruz do hospital e foi “buscá-lo” na sede da antiga gangue de Freddie.
4 – Melhor momento parte 4 – “a melhor metade”.
Quem é casado, ou já foi, sabe que o momento para pedir a mão da sua futura esposa em casamento é tenso e precisa ser especial. Mouch, com a sua característica falta de jeito, conseguiu fazer um dos piores pedidos de casamento que eu já vi. Afinal, dizer a Platt que estava fazendo o pedido naquele momento, pois seria uma boa ideia para animar Herrmann foi patético e ao mesmo tempo hilário. Melhor que isso foi ver Platt tomar a frente e decidir fazer o pedido ela mesma. Herrmann pode ser o melhor amigo de Mouch, mas Platt com certeza é a sua melhor metade.
5 – Resgates do episódio.
Eu não canso de dizer que gosto das cenas de resgate de CF. Mas, confesso que gosto ainda mais quando os roteiristas conseguem fazer suas cenas de ação ter relação com os plots principais dos episódios. Assim, as duas ações desse episódio tiveram grande importância para as tramas principais.
Primeiro tivemos um incêndio originado de um vazamento de gás causado por uma possível tentativa de suicídio. Essa ação foi muito bem produzida, e sempre acho interessante ver como as equipes de Casey e Severide trabalham de formas diferentes, mas complementares. Enquanto o esquadrão é enviado para buscar vítimas dentro dos incêndios, Casey e seus comandados costumam procurar as origens dos mesmos e apagá-los.
O segundo resgate do episódio teve Cruz retirando Freddie de uma saída de incêndio de um prédio abandonado que estava desmoronando. Por mais que eu tenha achado forçado o fato de Cruz ter sido autorizado por Boden a efetuar o salvamento, toda a cena foi muito bem produzida e o diálogo entre ambos durante a ação foi convincente.
4 – Pior momento.
Mesmo em um episódio excelente como esse, os roteiristas de CF conseguiram perder a mão e cometer o seu erro predileto: usar de subterfúgios para aumentar a carga dramática que acabam prejudicando a história. Por mais que Dawson tenha sido uma excelente paramédica, ela assumir o tratamento de Herrmann na ambulância foi forçado demais. Afinal, por mais que ela seja amiga dele, e até por isso, o correto seria que o paramédico responsável fizesse o atendimento.
Eu termino essa review dizendo que esse foi o melhor episódio de CF que eu já assisti. Afinal, tivemos em “The Beating Heart” o que há de melhor na série: ações de resgate bem produzidas e o desenvolvimento de uma boa história envolvendo uma tragédia que afeta a todos os personagens. Para melhorar, ainda tivemos o surgimento de uma nova trama que desencadeou o melhor crossover já produzido na franquia #OneChicago até o momento. Assim, se você não assiste CM e CPD, agora é o momento para se juntar a mim e a Bruna Andrade, pois o final dessa história acontece nos episódios dessa semana de Chicago Med e Chicago PD.
Observações finais:
1 – A mudança repentina de comportamento de Chilli não está sendo bem desenvolvida pelos roteiristas. Afinal, com a união que há entre os membros da firehouse 51, ela não seria ignorada por tanto tempo pelos seus amigos. Seria melhor se ela acontecesse aos poucos e de forma mais sutil. Espero estar errado, mas essa trama me parece o tipo de situação que demora a ser apresentada e acaba sendo resolvida rapidamente.














