Chicago Fire sendo Chicago Fire.

Após um mês de hiato, CF retorna mostrando a sua essência e enfatizando seus problemas. Assim, tivemos em “What Happened to Cortney” um episódio péssimo que nos apresentou o final da trama da campanha de Casey, um enredo forçado com Kidd e Severide participando de uma investigação mal desenvolvida.

1 – Pior momento.

Acredito que assistimos a um momento importante nesse episódio. Os roteiristas conseguiram criar a trama mais ridícula da história da série.

Alguém consegue me explicar em que planeta seria interessante vermos uma história onde o ex-marido de Kidd, um músico de pop/punk frustrado, faltaria a uma festa infantil em que ele deveria tocar?! Eu até entenderia uma história focada nesse relacionamento disfuncional, mas tentar criar tensão com uma trama tão forçada não fez sentido. Total perda de tempo.

2 – Pior momento – parte 2.

A interminável trama da campanha eleitoral de Casey finalmente chegou ao seu fim. Achei patéticos os motivos usados pelos roteiristas para tentar nos fazer temer pela derrota do tenente nas urnas.

Afinal, se a própria jornalista que entrevistou Becks disse que era legal o fato de Casey poder se manter trabalhando, e recebendo seu salário, como bombeiro mesmo que eleito. Achei pior a solução dada pelos roteiristas, com o tenente afirmando que iria abrir mão do salário se ganhasse o pleito. Até gostaria de acreditar que existe gente tão altruísta no mundo, mas achei forçado. Para piorar, decidiram criar um desgaste com o comando dos bombeiros pelo mesmo motivo. Os roteiristas precisam saber quando parar.

E o que dizer do fato de Casey não ser informado de um debate e a presunção que a sua ausência faria com que perdesse a eleição? Se houve um erro por parte da organização do evento, eles deveriam alterar a data e horário, simples assim. Esses roteiristas me matam de vergonha.

Mas, o que eu achei hilário nessa história foi descobrir que temos uma pessoa com superpoderes em CF. Pois, só isso poderia justificar a presença da repórter do jornal na oficina onde Casey e sua equipe fez o resgate do rapaz que estava sendo esmagado por dois carros. Ou ela é uma velocista como o Flash, ou tem o dom da premonição e sabia do acidente antes dele acontecer.

3 – Momento CF sendo CF.

Apesar de pensar que o fato de Severide não ter transado com a detetive Holloway foi um ponto positivo, achei a investigação da morte de Courtney forçada e mal desenvolvida.

Eu entendo que não era o papel de Severide abordar a mãe de Courtney, mas achei que as reações da detetive e de Boden foram exageradas. Afinal, não houve nenhum dano à investigação. Além disso, a impressão que tinha é que Boden e Holloway estavam mais preocupados em repreender Severide que resolver o caso.

Mais “sensacional” foi o fato de, depois de confirmada a identidade da vítima, a detetive não achar estranho a mãe de Courtney não comparecer à delegacia como previamente agendado. Assim, ao contrário de começar uma investigação sobre o seu desaparecimento, ela apenas pediu a Severide ver se estava tudo bem com ela. Afinal, ela “apenas” faltou ao compromisso, não atendia as ligações da detetive e sumiu. Assim não dá, produção!

Outro ponto mal explicado foi a descoberta do autor do crime. Somos levados a entender que o irmão de Emma, mãe de Courtney, matou a sobrinha após uma discussão com Eli, o seu cunhado. Aparentemente ele havia descoberto que Eli estava traindo Emma. Imagino que isso possa causar uma discussão entre cunhados, mas fazer um tio quebrar o pescoço de uma sobrinha e depois esconder o corpo em uma chaminé de uma casa?! A história é tão cheia de buracos que os roteiristas nem tentaram explicar.

Confesso que fiquei surpreso com a péssima qualidade desse episódio. Mesmo para os padrões dos últimos três, esse conseguiu ser pior. É notório que após o hiato de Natal CF vem perdendo força, o que confirma a minha teoria de que séries com mais de vinte episódios por temporada estão com seus dias contados. É impossível manter a qualidade das histórias, mesmo em procedurals, e apesar da audiência satisfatória, os fãs acabam sofrendo com episódios horríveis como esse.

Observações finais:

1 – Achei curioso o fato da detetive Holloway chegar ao local onde foi descoberto o corpo de Courtney usando um colete à prova de balas. Seguindo à lógica de CPD, os detetives só usam esse tipo de equipamento quando vão fazer alguma ação perigosa, o que não era o caso.

2 – Eu imagino que se no Brasil o voto não fosse obrigatório, como acontece nos Estados Unidos, a falta de interesse seria similar ao que vimos na conversa telefônica de Otis com uma possível eleitora. Ela não sabia o significado da palavra “vereador”.

3 – Além de ser o garanhão de CF, Severide tem memória fotográfica. Bastou ver o medalhão de São Nicolas queimado em meio a cinzas para identificar a vítima de um crime que ocorreu seis anos antes.

4 – Não sou especialista em procedimentos do corpo de bombeiros, mas Casey, ou os paramédicos, não deveriam ter colocado o colar cervical em Tomas antes de tentar retirá-lo do lugar onde estava?

5 – Só eu senti vergonha alheia ao ver a cena de Kidd no seu “Molly´s Junior”?

6 – Então uma pessoa fazendo apuração de votos em uma eleição pode contar para os amigos sobre quem está ganhando?! Será que ele postou no Facebook? Tá de sacanagem, produção!

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