A arte de improvisar quando não há muito o que fazer.

O Dia Internacional do Bombeiro é celebrado em 4 de maio, mas, após assistir à Joyriding, fui pesquisar se não havia alguma data em homenagem a eles também em novembro, pois achei que o fato de o episódio ter reforçado mais claramente que o normal a bravura, a dedicação e a importância do trabalho dos bombeiros poderia não ser coincidência.

Apesar de não ter encontrado nada de muito consistente sobre a existência de uma data comemorativa em novembro, achei a Proclamation 5907, em que Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos, declara o dia 12 de novembro de 1988 como o Dia Nacional dos Bombeiros. Como as proclamations normalmente têm natureza simbólica – sem valor legal – e como não há referências recentes sobre a data, provavelmente não há celebração nenhuma no episódio. Ainda assim, o fato é que Joyriding pareceu uma homenagem e foi exibido exatamente em 12 de novembro, então, vai ser mais legal se acreditarmos que não foi coincidência.

A aventura começa com Severide saindo para dar uma corridinha matinal que tinha tudo para ser bem comum se ele não tivesse sido abordado pela esposa de seu pai – pera, essa parte não teve nem pé nem cabeça – se ele não tivesse deixado o celular no carro e topado com um adolescente corajoso em sua retroescavadeira tombada em um lugar afastado de tudo. Nada mais óbvio para Kelly do que correr para ajudar o garoto, afinal, ele é treinado para isso. A atitude é admirável, mas, a forma como o tenente agiu foi bem atrapalhada e quase levou o menino à morte.

Uma coisa é ele salvar pessoas em situações complicadas com uma equipe e com equipamentos, outra bem diferente é ele agir sem recursos e colocar a vida de uma pessoa mais em risco do que já estava. Achei irresponsável Severide retirar o ferro do braço do menino. Se ele tivesse deixado o ferro lá e corrido para buscar ajuda, o braço não sangraria muito e eles não teriam sofrido tanto. Isso sem contar a falta de lógica que foi o tenente ligar e bater a máquina no chão até ela virar. Alguém que nunca ligou uma retroescavadeira jamais conseguiria fazer aquilo. Fora que, no mundo real, a atitude do tenente certamente teria tido um resultado desastroso, pois Nathan, no mínimo, seria jogado contra a parede da cabine e poderia ter se machucado ainda mais. Pobre do moleque já tava azul quando Shay apareceu.

Mas, como não estamos no mundo real e como eu ainda acho que Joyriding foi uma homenagem à bravura dos bombeiros, se analisarmos a sequência com olhos mais mágicos perceberemos que foi bacana ver que o tenente não deixou o menino sozinho naquele momento. O moleque estava apavorado e Kelly foi um excelente amigo. Sorte de Nathan ter sido encontrado por um bombeiro treinado, que soube como improvisar diversas vezes para parar o sangramento durante todo o resgate. Sorte de Nathan ter sido encontrado por um bombeiro corajoso, que não poupou esforços para tirá-lo de lá com vida e que não perdeu a calma nem por um segundo. Sorte de Nathan que Kelly tem a melhor amiga de todas, que não sossegou até encontrá-lo.

Um bombeiro precisa ter três coisas para sobreviver: água, bom senso e culhão

– Clarke

Shay é tão bacana que eu sempre torço para que ela se dê bem, mas, para variar, tudo indica que ela está entrando em uma bela enrascada ao se relacionar com Devon. O comportamento infantil da moça com a máquina de café e diante da “descontrolada da loja de conveniências” só reforça as suspeitas de que Devon é uma chave de cadeia da qual nossa heroína deveria se livrar o mais rápido possível.

Por falar em se livrar, até que o plano maluco de Jay deu certo e Arthur foi parar na cadeia. Não sem antes nos dar um show de tensão ao jogar mais garrafa na parede e colocar fogo no balcão, é claro. Gabriela não estava tão confiante ao executar sua parte do plano, até porque policial nenhum no mundo colocaria alguém inocente em risco para conseguir um caso e qualquer um ficaria com medo se tivesse que fazer o que ela fez, mas, entre presos e feridos, sobreviveram quase todos. O romance da paramédica com o detetive morreu. A justificativa para o fim foi outra, mas a verdade é que Jesse Lee Soffer está no elenco de Chicado PD e não faria sentido prosseguirem com esse namorico, até porque Gabby precisa ficar com Casey.

Enquanto o romance com a colega não engata, o tenente continua cuidando bem de Griffin. Foi legal acompanhá-los pelo tour no batalhão e ver que Casey é sempre fofo,  solícito e está  dando todo suporte ao menino. A cena dos dois no memorial foi muito legal e é bacana saber que os profissionais que perderam suas vidas tentando salvar a vida de outros têm sua memória eternizada de uma forma tão bacana. O Chicago Firefighter/Paramedic Memorial existe de verdade e fica em um lugar bem bonito.

Outro momento bacana de Joyriding foi o resgate da mulher da bicicleta. A agonia foi tanta que eu cheguei a sentir um frio na barriga quando a placa caiu. Aquele minutinho em que todos pararam e olharam uns para os outros logo depois de tirarem a mulher deixou claro que a equipe do Batalhão 51 também passou aperto ali.

Essa sim foi uma boa sequência para nos fazer refletir sobre a importância do trabalho dos bombeiros e dos paramédicos. Há que se ter muita inteligência emocional e um excelente treinamento para fazer o que eles fazem. Eu não consigo me imaginar trabalhando com algo em que um segundo faz diferença para que uma pessoa viva ou morra, por isso, respeito à bessa o trabalho deles.

Para finalizar, tivemos Mouch sendo derrotado com muita dignidade na eleição para presidente do sindicato. Apesar de ter achado o uso da história do apelido um golpe baixo de Greg, concordo com ele. Alguém considerado metade homem e metade sofá realmente não passa muita credibilidade e o fato de Mouch ter optado por não queimar o colega mostra que o mundo da política não é para ele. Melhor ele ir atrás de sua japonesa e continuar bonitinho no batalhão do Flamengo.

Tivemos, ainda, Boden se preparando para contar a todos sobre sua saída e se acostumando com o fato de ser substituído por Benny. Com relação ao Chief, pelo que se pode ver no vídeo abaixo, o próximo episódio promete.

PS.1: senti falta do irmão do Griffin. Onde Casey deixou o garoto?

PS.2: o carro de Kelly não tinha pegado fogo? Nem sabia que dava para recuperar tão bem um carro queimado.

PS.3: lembre-se de manter seu celular sempre por perto. Aproveite e coloque um clipe de papel daqueles na bolsa também, vai saber, né? Rsrsrs.

PS.4: e o torra que Peter deu em Isabela, hein?

PS.5: linda a cena em que Nathan mostra para a mãe o homem que o salvou.

PS.6: ainda quero saber por que Benny deu um perdido em sua família.

PS.7: também gostaria de saber o que você achou do episódio 🙂

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