Tropeços na jornada para a redenção.

A sétima temporada de Californication segue evoluindo com a já conhecida fórmula vista nos anos anteriores.

Like Father Like Son foi um episódio mais uma vez centrado em Hank e sua nova relação com Levon, o que certamente garantiu boas risadas. A relação entre pai e filho se desenvolve, da maneira mais caricata do que sentimental. 

O primogênito de Hank mostrou-se tão degenerado, sexualmente falando, quanto o pai. Enquanto o filho mostrava um perturbador vídeo pornográfico para uma colega de trabalho o pai se ocupava dedando uma atriz em teste para papel na série Santa Monica Cops. 

Os roteiristas continuam abordando a relação de forma cômica e nonsense, assim como Hank leva a própria vida, o que tem sido ótimo. Porém, eventualmente, todos sabemos que ele terá que lidar com o assunto e suas consequências de maneira séria. 

O primeiro sinal disso é a hesitação e irritação de Karen, principalmente por não ser a primeira mãe na vida de Hank. Com essa gota d´água ela decidiu colocar o possível retorno entre ela e Hank em stand by, sem esquecer de apontar mais uma variável para complicar a equação: Becca e como ela reagirá com a descoberta de um meio-irmão do qual ela desconhecia a existência. 

Particularmente estou ansioso para o retorno da personagem à série e como Hank lidará com mais esse percalço na busca clichê pelo seu verdadeiro amor. Por mim Becca já teria voltado, mas estou confiando nos roteiristas sobre o melhor momento de reinserir a personagem na trama. 

As sequências passadas nas sessões de redação do episódio renderam excelentes e engraçados momentos. O interessante é imaginar que a realidade possa não ser tão diferente da mostrada em Californication, caricata e absurda, ainda que gere protestos e revolta nos roteiristas reais de nossas séries preferidas. Afinal de contas, nada é tão inacreditável em se tratando do show business em Los Angeles. 

Julia teve bastante destaque em Like Father Like Son, já nos delineando que a personagem trará importantes conflitos para a trama, principalmente por seu possível (além de óbvio) envolvimento com Hank nessa temporada. Será mais uma “recaída” na carreira de Moody, mas como alívio de consciência para ele há o fato de não estar oficialmente em um relacionamento sério com Karen, como já visto nas temporadas anteriores. 

Heather Graham  está bem no papel de M.I.L.F. (do inglês Mom I’d Like To Fuck), sendo a principal personagem da temporada com a função de fazer os marmanjos, público alvo da série, babarem. 

Retomando a sentença dita no início desse texto, a sétima temporada de Californication nos apresenta elementos já conhecidos por nós, telespectadores, de anos anteriores. Hank tentando reconquistar Karen, alguns obstáculos (familiares, femininos e/ou sexuais) pelo caminho, conflitos internos e externos do protagonista, dentre outros. 

Ainda que soem repetitivas, algumas das possibilidades de conflitos futuros delineadas pelo roteiro até aqui aparentam ser interessantes. Exatamente por isso, o momento escolhido para encerrar a jornada de Hank não poderia ser mais apropriado, nos livrando da sensação de já termos visto estrutura parecida ao mesmo tempo que nos permitirá finalmente alcançar a muitas vezes necessária sensação de encerramento. Dito isso, posso apenas desejar e esperar por um bom closure para todos nós!

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