O desgaste de Supernatural nunca esteve tão claro.
“Alex Annie Alexis Ann” não conseguiu ser nada além de mais um episódio insosso de Supernatural. Pode até não ter sido verdadeiramente ruim, mas foi tão sem graça, tão batido, e eu simplesmente não consegui me interessar. Confesso que eu já nunca fui muito fã dos episódios de SPN sobre vampiros. Agora então, em uma nona temporada que está deixando o desgaste da série mais evidente do que nunca, fazer mais um episódio sobre vampiros, que são monstros que já foram mostrados de todas as formas possíveis na série, só prova que os roteiristas estão mesmo sem criatividade até para meros fillers.
Alex, a personagem que dá título ao episódio com as suas quatro opções de nome, foi extremamente apática. Até que a história dela era minimamente interessante. Foi bacaninha a forma como ela se tornou parte daquele grupo, servindo como isca, e também a forma como ela começou o episódio como vítima, para depois se tornar a caça e acabar como vítima novamente. Acredito que a escolha da atriz foi o que realmente fez com que nada disso conseguisse prender o espectador. Afinal, fica complicado tentar se importar com alguém que passa o episódio inteiro com a mesma expressão, ou melhor, a mesma falta de expressão, sem conseguir passar emoção alguma ao texto. Existem atores que são tão bons, que conseguem fazer com que nos importemos até com plots ruins, e nesse caso, a atriz era tão apática que fez com que um plot que poderia ter sido bacana ficasse muito sem graça.
Tivemos a Xerife Mills novamente, mas vamos falar a verdade: quem se importa? O mais bacana de Mills era a dinâmica dela com Bobby. Ela já havia aparecido nessa temporada, e no caso, sua aparição tinha valido a pena exatamente pelas citações sobre Bobby e até sobre seu encontro com Crowley na temporada passada. Eu até gosto de Mills, mas ela nunca foi uma grande personagem, e eu não sei pra quê ficar trazendo ela de volta, porque sinceramente, ela não precisa mais aparecer. Tragam a Charlie de volta de Oz, porque essa sim, é uma caixinha de possibilidades e surpresas.
Me incomodei demais com o plot de Mills remoendo os sentimentos sobre seu marido e filho mortos. Me incomodei porque isso aconteceu lá na 5ª temporada e não fez nenhum sentido trazerem o assunto à tona agora. Até agora fico tentando encontrar o paralelo que tentaram forçar entre o plot dos vampiros e Alex com a história de Mills, e simplesmente, não há um. Sério mesmo que eu tenho que engolir que DE UM DIA PARA O OUTRO, Mills conhece Alex e já começa a “usá-la para preencher o vazio na vida dela”? Sério? As histórias nem se batem, não possuem identificação em ponto algum, e a Mills que conhecemos nunca iria se apegar tanto com alguém completamente aleatório em tão pouco tempo. Nem se eu estivesse muito dopado eu teria conseguido comprar essa ideia.
Do contrário, o drama entre Alex e a tal Mama sim, realmente tinha um fundamento e até era bacaninha, mas teria funcionado melhor se eu tivesse conseguido me importar pelo menos um pouquinho com Alex. Achei também a sequência de cenas com Dean, Sam e Mills capturados pelos vampiros bem sem graça e clichês. O único momento em que eu consegui me interessar de verdade foi quando Dean ligou o seu modo exterminador para matar o vampiro com aquele: “Look at me, Bitch!”. O único momento verdadeiramente bom de um episódio fraquíssimo.















