Foi bom enquanto durou, Abutre.
Depois de um começo de temporada sensacional, já era de se esperar uma “decaída” de qualidade nos episódios seguintes e assim foi nesses terceiro e quarto capítulos da terceira temporada. Boyle’s Hunch e The Oolong Slayer são bons e arrancam o melhor que conseguem, isso pela razão de que talvez em ambos ficou faltando plots mais agudos e que por sorte são salvos pelo excelente trabalho do grupo B99.
Os interesses amorosos de Boyle e seu modo de agir perante as mulheres são sempre uma abordagem boa, assim como qualquer história em que ele esteja envolvido pra falar a verdade. Toda a parte investigativa o envolvendo junto de Peralta foi ótima, rendeu ótimos momentos e deixou a dúvida no final se ainda iremos ver tal moça quase presidiária novamente. A conversa dos dois na prisão por meio do telefone foi excelente.
A temática envolve Holt, Gina e Santiago no Relações Públicas foi fraca, um dos exemplos em que os personagens salvaram tudo ali. Assim como na questão também investiga de Rosa e Terry pra cima de Scully e Hitchcock, essa dupla fantástica que em poucos segundos de cena já consegue garantir a qualidade necessária pra tudo. Tudo foi bem mal explorado pela própria falta de abrangência do assunto, seja a campanha pra aumentar o reconhecimento da policia assim como a tentativa de descobrir quem atacava a geladeira do distrito. Gostei porém do ideal mostrado que o trabalho conjunto de policia e população é garantia de algo melhor, ressaltando o crescimento de Gina como nome forte na série e seu humor ácido que sempre destaco. Scully e Hitchcock enfim apareceram com folga e fizeram valer cada minuto, os dois são ótimos e a comédia abobalhada deles é um lado que faz falta na série.
3×04: The Oolong Slayer
Aqui dá pra dizer que só existiu um plot de verdade e que foi o de Peralta e Holt em busca do serial killer vidrado em chá. Foi um enredo fenomenal, Jake e Capitão juntos são ótimos e toda a trama foi digna de uma série policial. Todos os encaminhamentos bateram, os momentos cômicos com timing perfeito e do mesmo jeito que o desfecho foi brilhante ao nos trazer de volta Holt como capitão da B99.
Mas nada que desmereça o trabalho feito pelo Abutre, que foi algo muito além do esperado. Um estilo de humor diferente, relaxado e incoerente, o que encaixou bem nos breves momentos que apareceu. A ideia de uma festa dele foi bem sem graça, espero uma despedida melhor executada para ele, e assim como o plot foi desconexo a presença de Rosa e Santiago acabou ficando apagada também. A mesma situação veio com Boyle e Terry em um enredo fraquíssimo, sorte que os dois são muito bons no que fazem, e apesar de não lembrar de outra interação entre os dois esperava algo melhor do que humor físico relacionado ao vicio em comida. Até que garantiu alguns trechos decentes, mas bem aquém do que deveria.
Brooklyn Nine-Nine continua em alta nessa terceira temporada e mostra que mesmo quando erra consegue manter o fôlego para trazer boas situações para nós. Agora com Holt de volta à sede, espera-se que os plots não fiquem tão deslocados e isolados, o que é melhor já que o elenco tem uma química excelente trabalhando juntos.















