Quando o maior incidente é o episódio em si.

Pela primeira vez nesta segunda temporada, Brooklyn Nine-Nine entrega uma sequência de episódios fracos. Tal temporada vem sendo bem estável, com ótimos episódios envoltos de alguns medianos. Obviamente apareceram alguns pesos mortos no meio disto, mas após o estranho Windbreaker City tivemos o mais estranho ainda The Wednesday Incident e despertou certa desconfiança.

Existia a possibilidade de apostar em algo voltado ao Valentine’s Day, o que não aconteceu. Foi abordado o relacionamento entre Holt e Kevin, mas nada muito especial. Secundariamente tivemos uma apreensão um tanto suspeita feita por Boyle.

Não dá pra dizer que nada funcionou, pois se tem algo que B99 se garante é de conseguir ter algumas excelentes tiradas em momentos perdidos. Sinceramente, um desperdício de Boyle com aquele velhinho, que foi até legalzinho no começo até virar forçado. Na real todo o arco foi forçado e cheio de situações desnecessárias. Tipo entrou zerado e saiu negativo, simplesmente sem sentido o que aconteceu ali.

Outro grande problema que vem dando as caras é a ausência cômica de Santiago, não é de hoje que ela sumiu da série quando o assunto é apresentar atuações divertidas. Diferente de Rosa que nunca apareceu, Amy era um dos bons pilares na série antes de sumir. Mas não tem algo que irrita mais do que ver Terry mal aproveitado, episódio após episódio eles restringem o Terry em um momento para brilhar. Sorte que ele é ótimo nisto, reprisei umas 12 vezes aquela dança dele já que foi algo de segundos. Outra saída foi Hitchcock e Scully mantendo a base tentando fazer aveia com um sinalizador, dois ótimos momentos haha.

Já toda a construção do mau humor do Capitão não conseguiu engatilhar em nenhum momento. Tanto nas reações, quanto nas ambições de resolver o problema por parte do Jake, nem a participação do Marc Evans Jackson como Kevin e muito menos a explicação para todo o desenrolar imposto durante o episódio.

As cenas iniciais que sempre traziam algo curto e divertido vêm sendo substituídas por iniciações do episódio. Desta vez até mesmo sem lógica, sendo que a ideia de mostrar o mau humor de Holt estaria presente todo o tempo, conseguiu se salvar com as excelentes falas do Capitão. Destaque para a explicação da inutilidade das fotos.

A presença de Gina ao lado do Peralta não rendeu muito e a tal amizade dela com Kevin não mostrou nada além de forçada. Toda a caminhada do trio em busca de soluções no estilo caça ao tesouro só serviu para ocupar tempo pra chegar numa resposta muito sem sal. O gosto de Holt por fazer pinturas de pedra e chamando surpreendentemente o Peralta de gênio foram os destaques isolados daqui.

Fica um sentimento ruim de mais uma vez a tarefa não ser concluída. Brooklyn tem grande potencial e mostra isto conseguindo arrancar risadas em momentos distintos. Mas é necessário mais do que sorrisos em momentos perdidos, e sim um episódio inteiramente qualificado. Fica a expectativa para o que vem a seguir com o casamento dos pais de Boyle e Gina, espera-se ao menos voltar ao nível do que já foi mostrado nesta temporada.

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