
E não é que foi bom?
Spoilers Abaixo:
Chega ao fim a terceira e última temporada de Body of Proof. E a série não decepcionou na sua finale e encerrou suas tramas de maneira bem coerente.
Confesso que, depois da decepção com os últimos episódios, comecei a assistir ao series finale sem nenhuma expectativa. Mas ao ver que o caso da semana traria Kate para a investigação e que Ethan seria convidado para fazer mais trabalhos externos, fiquei mais interessado.
Contudo, esse episódio não era sobre casos da semana. Era sobre conclusões. E finalmente vimos o final da investigação do caso de David Hunt, o pai de Megan, que acompanhamos durante essas três temporadas. Megan finalmente exumou o corpo do pai ou, pelo menos, o caixão, porque — surpresa! — o corpo de David não estava lá. Megan teve, então, a confirmação do que sempre suspeitou: seu pai não cometeu suicídio; foi assassinado.
De início, toda a investigação, a partir daí, me pareceu comum demais, como um caso da semana qualquer, o que me incomodou um pouco por se tratar da trama principal da temporada — talvez até da série. O mais estranho, no entanto, foi a repentina colaboração da Chief Martin. Até pensei que fosse alguma intoxicação por laquê que tivesse provocado o surgimento desse lado compressivo nela. Para minha surpresa, a Sra. Topete só queria ficar a par da investigação para cobrir seus passos. Fiquei realmente surpreso ao descobrir que ela era a assassina, mas a explicação dada foi bastante satisfatória: David Hunt sabia demais. E Megan quase morre pelo mesmo motivo, se não fosse a aparição totalmente avulsa de Trent Mashal para salvá-la. Particularmente, este foi o artifício mais desesperado do roteiro para o episódio. Precisavam de alguém para salvar Megan e pegaram um personagem aleatório — que, na verdade é um caso não resolvido dela — para segui-la e salvá-la no final. Mas tudo bem, até que fez sentido.
Com o caso do assassinato do pai encerrado, Megan faz as pazes com a mãe. Por várias vezes, eu pensei que Joan estaria envolvida na morte do marido, mas ela só não queria mexer na ferida. Se prestarmos atenção, ela é parecida com Megan, e se sentia culpa pelo, até então, suicídio do marido. Gostei bastante do encerramento deste arco e só me ficou uma pergunta: cadê a Lacey?
Megan também resolveu sua vida romântica. Depois de reconhecer que pisou e esnobou Tommy desde seu retorno à Philadelphia, ela finalmente aceitou que o detetive mudou e não é o mesmo homem que a traiu 20 anos atrás. Verdade seja dita, Tommy ficou ao lado de Megan durante todos os problemas pelos quais ela passou nesta temporada, mesmo ela rejeitando sua ajuda. Convenhamos que o cara merece uma (segunda) chance.
No laboratório, Kate parece repensar sua inexpressiva, insossa e desinteressante carreira política depois de passar algumas horas fazendo o trabalho que realmente gosta e ouvir um belo discurso de Curtis. Depois que a personagem tentou se aventurar numa carreira política, perdeu todo seu carisma e espaço na série.
Apesar de suas falhas, considero esta a melhor temporada de Body of Proof. As mudanças no elenco trouxeram um novo ar à série, mas não foi o suficiente para conquistar novos telespectadores ou reconquistar os que abandonaram a série na temporada passada. Pela finale apresentada, os roteiristas já tinham em mente que um possível cancelamento poderia acontecer e não deixaram cliffhangers. Fiquei satisfeito com a conclusão das tramas e com o destino dado aos personagens.
Obs.: Há algumas semanas, ouvi boatos sobre a série ser salva por um canal de TV a cabo. Mas a ABC já negou tal informação, alegando que não conseguiu entrar em acordo com nenhum canal. Então, esse é mesmo o fim da série.














