Quando é preciso escolher entre evidências e instinto.

Spoilers Abaixo:

A cinco episódios do final da temporada, Body of Proof nos apresenta um episódio centrado em Tommy. Doubting Tommy — título muito propício, inclusive — é muito bem conduzido e nos esclarece alguns pontos sobre o passado do personagem.

Logo de início, o roteiro faz questão de enfatizar a opinião de Megan sobre provas forenses em um caso. Para ela, se há provas suficientes para acusar alguém, não há questionamentos. Essa visão da Dra. Hunt não é nenhuma novidade. Já a vimos em Lost Souls e em outros episódios (aliás, o nome da série é Body of Proof, né, gente?). Toda essa confiança cega, no entanto, é ignorada quando Tommy se torna o principal suspeito de um assassinato.

Na investigação do caso, todas as evidências apontam para o detevive. E, apesar do nome do episódio, Megan é a única que se nega a duvidar de Tommy e realmente se empenha para provar sua inocência.

Não dá mais para negar que Megan corresponde aos sentimentos de Tommy. Isso tanto é verdade que ela põe seu apartamento como garantia para pagar a fiança do detetive — uma bagatela de dois milhões de dólares. Só quero saber quanto tempo vai demorar para esses dois ficarem juntos novamente. Para se beijarem, ao menos. Até quando vamos ter que aguentar o mesmo chove-não-molha que aguentamos com Peter? Afinal, insisto, só temos mais cinco episódios!

Em meio a toda esta história, temos Joan, a mãe de Megan, fazendo o terror e dizendo que nunca gostou de Tommy, principalmente por ele ter vindo do Queens. E ainda acrescenta que, se fosse ela julgando o caso, já estaria dando a sentença — negativa, claro. Em três temporadas, não consegui ter o mínimo de empatia por Joan. Nada. Aliás, não me surpreenderia se ela tivesse alguma relação com a morte do pai de Megan. Acho que toda essa choradeira que ela faz sempre que toca no assunto é culpa. Que outro motivo ela teria para esconder o bilhete suicida — prova essencial para o caso — das autoridades? Ainda mais sendo uma juíza.

Paralelo a isso, gostei de ver Lacey defendendo Tommy e encorajando a mãe a não desistir de inocentá-lo. Tommy salvou Lacey e Megan logo no início da temporada e isso deve ser considerado quando se avalia o caráter de alguém. Ando sentindo falta de Lacey nos últimos episódios. Ela até aparece, mas sua participação não interfere em nenhuma trama. O que é uma pena na verdade, pois acho que Lacey e Megan tem bastante química em cena.

Quem também não tem mais presença na série são Ethan e Curtis, principalmente o segundo. Ambos só aparecem em cenas rápidas, com frases quase monossilábicas e mais nada. Saudades das cenas cômicas dos dois personagens juntos. Apesar de que não podemos dizer que esse episódio não teve nenhum alívio cômico. A cena em que aquela senhora faz a leitura labial da conversa de Tommy e Megan no bar é incontestavelmente hilária.

Voltando à trama de Tommy, finalmente descobrimos o verdadeiro motivo de sua expulsão da polícia de Nova Iorque. Até pensei que seria algo pior. Mas Tommy “só” deu uma surra no motorista que atropelou e matou sua irmã. O cara tinha contatos influentes e nunca foi preso. Tommy perdeu a cabeça e fez justiça com as próprias mãos, literalmente. Tudo bem que um policial agredir um civil é um delito grave, mas não sei se o caso pode ser classificado como confidencial, como de fato foi.

Por fim, ao achar uma amostra de sangue de Tommy na boate em que o detetive esteve com a vítima, Megan consegue provar que o ele foi drogado e tudo foi uma armação para incriminá-lo. O verdadeiro assassino era o advogado de defesa do caso em que o Departamento trabalhava. Não foi difícil perceber que ele era o culpado quando Tommy foi consultá-lo sobre o caso. Difícil mesmo foi não fazer cara de dor quando Tommy usou uma atiradeira de pregos para detê-lo. Ouch!

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