
Ben Fox, o ladrão de simpatia.
Spoilers Abaixo:
Nem preciso dizer que a fofura de Ben & Kate me conquistou mais uma vez. É raro, no meu caso, uma comédia me fazer rir do começo ao fim do episódio. Daí o motivo de eu estar cada vez mais maravilhada.
É simples. É tudo simples em B&K. Tem lá seus momentos de exagero, como quando descobrimos que Kate não só estremece, mas chora copiosamente na frente de uma figura de autoridade. Foi exagerado, mas engraçado mesmo assim. Desde quando uma mulher adulta chora porque um adolescente cheio de espinhas fala que os cupons estão vencidos?
Já Ben se revelou como a figura mais charmosa da cidade. Ele podia concorrer para vereador, para prefeito, para deputado estadual. Ele ia ganhar. Ben conhece todo mundo, especialmente os cidadãos mais importantes. Mais do que isso: todos parecem conhecê-lo como uma pessoa responsável – o que ele não é nem na China –, ou todos se afogam na sua simpatia e acham tudo o que ele faz muito engraçado.
É. É isso. Ben é um ladrão de simpatia. O homem conta para o diretor da escola sobre as vezes em que ele foi passado para trás e o diretor ri! E isso tudo, claro, quando o “culpado” por estarem naquela situação em primeiro lugar é o próprio Ben.
Não tinha como não rir de dó de Kate que perdeu o controle da conversa em menos de cinco segundos. A mãe foi lá tentar se justificar para que a filha não fosse expulsa da escola porque o tio não leva a sobrinha no horário correto. De uma hora para outra, é este tio que está dando lições de moral nela porque sua vida desorganizada está atrapalhando Maddie. Para completar o cenário, óbvio, Kate começa a lacrimejar porque, além de estar na presença de gente poderosa, ela está levando surra pela má mãe que é.
E no restante do episódio ela pagou caro por isso. E como não pagaria! A má mãe não sabe mentir, ora.
O fato de Ben levar todos os caminhos de Kate ao absurdo é que faz a graça. Para cada vez que ela tenta corrigir a bagunça do irmão, ela acaba fazendo uma maior e, em seguida, ela resolve ouvir os conselhos dele e de BJ – a pior dupla conselheira da galáxia – para corrigir a sujeira toda. Ou seja, a própria Kate se afoga na simpatia de Ben… Depois de ser vítima dele. Pobrezinha.
Uma coisa que estranhei em “Bad Cop/Bad Cop” foi Maddie voltar a ser menina. No piloto já vimos que ela é um adulto em corpo de criança, logo, aquela cara de manha com o tio não faz muito sentido. OU, ela é muito esperta e sabe que Ben-bobão não consegue dizer não para ela, e aproveita para arrancar dele o que não conseguiria da mãe. É bom manter o olho nessa garotinha.
As cenas que entremeiam os diálogos, exemplificando as situações em que os personagens se metem, ficaram ótimas. Certamente este não é um recurso novo em séries, mas não há dúvida de que ele é muito útil em comédias como B&K. Estes são os momentos em que a frase “o passado condena” realmente entra em prática (e a gente adora).
Tenho que repetir o tópico “a influência de Ben como figura política da cidade”. Gente, não tem jeito. Ele fazer o policial perseguir a irmã desesperada foi demais. Mais maravilhoso foi ela sair correndo gritando que ia morrer na cadeia e achar que com uns passinhos de salto ela escapou do destino mortal. Ah, Kate.
Por último, e não menos importante, a cena inicial deste 1×02. Achei bom que já trouxeram o assunto mais nojento entre irmãos logo no começo do segundo episódio, recheando o resto dos vinte minutos com situações onde eles tinham que explicar que não eram casados. Tenho duas coisas a dizer. Primeiro, vamos combinar: se eles fossem um casal não seriam tão perfeitos, imperfeitos, bagunçados e divertidos. Segundo: irmãos falando de sexo? Blé. That’s disgusting em todos os universos.
Observações:
– BJ mentindo me lembrou do Awesome de Chuck. Ambos deveriam levar um tapa na cara toda vez que tentam inventar uma história. Simplesmente não há lugar no mundo onde a imaginação deles poderia ser verdade.
– BJ dando conselhos para Maddie: alguém precisa internar essa loira. Certamente Kate nunca ouviu as conversas que a amiga anda tendo com sua filha.
– A abertura da série: amei. Se alguém souber o nome da música, deixe aí nos comentários.
– Preciso urgentemente de um amigo como Tommy. Pensa só poder usar a casa rica dos pais do meu amigo como se fosse minha e ainda expulsar os donos no final da festa? Como eu nunca tinha pensado nisso antes?












