Salvo pela ideia de ousar na direção.
A Fox exibiu uma série cômica chamada Enlisted, no ano passado. Nela, os soldados “ruins” eram “deixados para trás”, cuidando de quarteis em cidades pequenas no interior dos Estados Unidos, enquanto os soldados competentes combatiam os males do mundo em países necessitados. Banshee só pode ter se inspirado nos péssimos soldados de Enlisted para caracterizar o centro militar que foi alvo do grande roubo que a série tanto prometeu. Com um planejamento razoável, hesitação de Job e um Hood emocionalmente despreparado e altamente desconcentrado, Banshee colocou o grande roubo em prática antes de seu season finale, e por apenas um grande motivo, fez com que ele valesse a pena e se tornasse altamente interessante: sua direção.
Utilizando (aparentemente) apenas câmeras portáteis GoPro, toda a sequência do roubo tratou de colocar o espectador em contato com a ação. Um envolvimento muito forte surge a partir do momento em que contemplamos imagens do ponto de vista dos personagens (como em um jogo de tiro em primeira pessoa). Não sendo o bastante, Banshee justifica o uso dessas câmeras, dizendo que não estão ali apenas para nos mostrar o que está acontecendo, mas que são parte do roubo. Durante a sequência, vemos os personagens distribuindo câmeras pelo caminho todo, gerando visão para Sugar, que dita as regras de acordo com as mudanças do jogo.
No meio de toda ação, ainda pode-se extrair uma análise sobre o estado de Hood. Nunca antes na série uma morte teve impacto tão profundo em um de seus personagens, muito menos no inabalável protagonista. Isso só mostra que os sentimentos de Hood por Siobhan eram sinceros. Ainda que necessária para a narrativa se tornar mais clara, as aparições de Siobhan em forma de alucinação ou fantasma começam a soar cansativas, como em um episódio de Dexter (urgh!). Banshee tratou de resolver o arco do roubo com antecedência, livrou Chayton da morte no meio da temporada para provavelmente realiza-la no final. O que dará um senso de encerramento na história de Hood e Siobhan é ver o culpado por sua morte pagando por suas ações. O correto seria julgar Chayton através do sistema judicial, mas se nem em um dia em que está tudo bem Hood age dentro da lei, imagina ultimamente, em que uma nuvem de azar e desgosto parece estagnada em cima de sua cabeça.
Outras observações:
Carrie e Gordon se reaproximando. Esses dois se merecem.
Proctor cada vez mais próximo de uma redenção através da religião e do estilo de vida de sua família. Abre espaço para Rebecca tomar conta dos negócios inteiramente.
A memória de Siobhan vem aparecendo bastante. Será que Banshee se arrependeu de matá-la?
















