
Antes, clique aqui e confira a nossa cobertura dos upfronts 2010, emissora por emissora.
Como a NBC vai se recuperar do desastre Jay/Conan da última temporada? Como a CBS vai acomodar as novas comédias no seu vitorioso bloco das segundas? Como a ABC vai lidar com uma era dramática finalmente chegando ao fim?
Essas e outras especulações chegaram terminaram, pois depois de muita expectativa (ou se você não liga muito pra essas coisas, surpresa com a repercussão) os upfronts das emissoras americanas ocorreram semana passada e com eles, algumas ótimas surpresas e péssimas possibilidades.
A semana começou com o maior dos problemas acima, o da NBC. Pra quem não está por dentro, um pequeno resumo do que aconteceu: eles retiraram cinco horas de horário nobre pra colocar um talk show e agora que ele falhou (gerando outra confusão completamente diferente), os executivos precisam preencher esse espaço e recuperar a confiança dos patrocinadores. A primeira, eles conseguiram, cobrindo cinco horas de programação com cinco dramas e preenchendo outros buracos (Mercy, Trauma) com as comédias Love Bites e Outsourced. Já a segunda tarefa, nem tanto. Claro, J. J. Abrams ainda atrai e os programas criminais da emissora podem segurar a barra financeiramente, mas no lado criativo, nada parece se destacar. Dramédias românticas dificilmente vão ganhar os nossos corações, Outsourced parece tão desagradável quanto não engraçada pelos trailers e The Event está caminhando para o mesmo caminho que Flashforward trilhou ano passado. Até Outlaw que tem uma boa ideia e um ótimo ator por trás vai fracassar devido ao seu horário nas noites de sexta feira. Eu realmente queria, mas não é nesse ano que a NBC vai se revitalizar. O máximo que eles vão conseguir fazer é segurar a barra até uma nova pilot season.
Enquanto isso na CBS, o paraíso continua. A emissora número um do país, e consequentemente a mais conservadora, solta algumas jogadas arriscadas, mas ainda consegue manter o statu quo. The Big Bang Theory nas quintas servindo de lead in pra $#*! My Dad Says vai derrotar os outros canais e é uma jogada audaciosa, mas o bloco das terças, como deveria ser, permanece intacto. A mesma coisa com dois dos CSIs mudando para horários difíceis: é algo pra acomodar novas séries, fora da caixa e que vai acabar dando certo. As estrelas parecem estar se alinhando para a emissora pela milésima vez, mas isso não quer dizer que virão coisas boas pra quem gosta de rir ou mergulhar num bom drama. Mike and Molly vai ser basicamente outra série do Chuck Lorre – só que dessa vez recheada de piadas sobre gordos – e $#*! My Dad Says, que parecia boa pelo que ouvíamos, teve um trailer nada inspirado divulgado. Defenders e Blue Bloods também não me deixam nem um pouco entusiasmado, mas é o que dizem: temos que esperar pra ver. Pelo menos consigo ver todas essas séries acima tendo mais sucesso que as da NBC.
E surpreendentemente, a emissora que mais me deixa ansioso pela chegada do mês de setembro é a FOX. Começando pelas segundas com o que está se tornando a noite de séries inteligentes, com House e a vencedora de melhor trailer dessa época, Lonestar, que também conta com o novato James Wolk impressionando em menos de três minutos. Pena que o tema e o estilo dela podem acabar resumindo a audiência a um punhado de pessoas enquanto Glee bate recordes nas terças, agora servindo de lead in para duas comédias de meia hora: Running Wilde e Raising Hope. Nenhuma das duas ganha meu favoritismo pelos trailers mas como a primeira é do criador de Arrested Development e tem Will Arnett pra dar e vender, eu provavelmente estarei assistindo alguns episódios quando a fall season chegar. No mais, nada além de Ride-Along (que parece sólida) e Terra Nova (que tem tudo pra ser divertida e linda de se ver) sendo jogadas para a midseason e The Good Guys ganhando um voto de confiança e recebendo temporada completa nas noites de sexta feira.
Por fim, a ABC. Lost acabou no último domingo e Desperate Housewives/Grey’s Anatomy não vão durar mais de três anos, então o canal precisa daquele impulso criativo novamente, e um que seja rentável e rápido. A primeira aposta é My Generation, dona de um ótimo roteiro – talvez o melhor dramático que eu li esse ano – e um elenco jovem e relativamente conhecido. Ela pode render e muito se trabalhada na tela com a medida certa, mas não sinto segurança no fato dela abrir as competidas noites de quinta, enfrentando pesos pesados como The Big Bang Theory e não se favorecendo da enorme fanbase de Grey’s. A segunda é No Ordinary Family, que mesmo só ok nas páginas pode resultar em algo fantástico na tela com Julie Benz, Michael Chiklis e efeitos especiais para fazerem a alegria de qualquer fã do gênero, isso sem falar que terças no lugar de Lost não parece tão ruim comparado ao que outras novatas terão que enfrentar. A terceira e final seria Mr. Sunshine (Matthew Perry), que por algum motivo só vai estrear mais tarde no ano, em meados de novembro. Muito potencial aí e eu particularmente gostei das piadas e do que vi da execução delas nos trailers.
Resumindo, é bom, mas poderia ser bem melhor. A peneira do que assistir ou não acaba sendo mais fácil de ser feita devido a quantidade de séries que parecem genuinamente boas e estranhamente, ao mesmo tempo, mais difícil pela variedade e pequenos detalhes que deixam as péssimas séries atraentes
E você? Qual nova série mais te interessa ou parece uma bomba esperando pra explodir?
P.s.: CW? Não tenho preconceitos com TV, mas essa é uma exceção. Faz a mesma coisa todo ano, metade faz sucesso e a outra não. Não tem nem graça falar sobre.















