Finalmente uma prova do líder digna do Aprendiz!
É hora de comemorar! Nesta semana, tivemos uma tarefa clássica do Aprendiz, e uma daquelas que tenho em altíssima estima e adoro de verdade: a de caçar itens raros para comprar pelo menor preço possível. Adoro esse tipo de tarefa, e acho muito bacana ver os aprendizes exercitando sua capacidade de identificar maneiras para encontrar o que procuram e, posteriormente, sua habilidade para negociação. Pra mim, é uma tarefa ótima, a cara do Aprendiz e fiquei muito feliz por vê-la em ação na última terça.
Justamente por isso, resolvi ignorar a ordem cronológica dos episódios e começar pelo desafio do líder antes de falar sobre a tarefa da quinta-feira passada. Em primeiro lugar, devo dizer que achei os “disfarces” um bônus divertido, mas não disfarçaram absolutamente nada, hein? Christiano pelo menos fez a barba e acabou ficando com mais cara de moleque, mas Raul era praticamente o mesmo Raul, só que em uma versão gay na terceira idade. E vamos combinar uma coisa? Nenhum dos dois precisava de disfarce nenhum, ninguém conhece esses caras! Só nós, que assistimos o Aprendiz, mesmo… e como sabemos que a chance de você topar na rua com alguém que assiste esse programa é ínfima, a coisa fica muito fácil.
Na realidade, nem há necessidade de dizer muito, já que a edição do programa fez questão de deixar explícito ao longo de todo o episódio que Christiano ia vencer. Nos raros momentos em que Raul encontrava um item antes, Chris aparecia logo depois comprando a mesma coisa por um preço muito menor, e o que senti foi que o líder da Fênix perdeu tempo demais atrás daquele disco (e pensar que o Christiano conseguiu uma nota na mesma loja em que o Raul tentou logo no início porque chegou um chefão na hora em que o cara estava lá: lábia e sorte, a gente vê por aqui). Bonus points para a pessoa da equipe que acompanhava Raul, que mandou tão bem disfarçando a “câmera escondida” que um dos vendedores quase descobriu a farsa toda por ter percebido que estava sendo filmado.
Apesar de tudo, gostei do esforço de ambos os participantes, e não achei que nenhum deles fez nada de que devesse se envergonhar, o que considero bem raro no Aprendiz Celebridades. Reflexo do bom nível dessa prova, sem dúvida. E, gostemos ou não gostemos de Christiano Cochrane, é necessário reconhecer que mais uma vez o cara mandou muito bem e pavimentou o caminho para merecer ao menos um Top 4 (eu não digo Top 3 porque estou com muita dificuldade para me desapegar de Bethinha, desculpem).
A vantagem competitiva de Christiano foi a escolha de alguém da Fênix para a própria equipe, e é óbvio que ele chamaria Ana Moser de volta. Christiano é incapaz de trabalhar com qualquer outra pessoa da Fênix, e com essa decisão só provou a todos a própria limitação, além de, claro, exaltar a trajetória de Ana Moser dentro do programa. Concordo plenamente com os conselheiros e digo sem medo que foi uma escolha extremamente imbecil, mas não inesperada em razão dos barracos que andamos vendo.
Esse desafio bacana do líder foi precedido por uma tarefa que combinou perfeitamente com a ideia que o Aprendiz Celebridades tentou passar, às vezes de maneira bem-sucedida, outras vezes nem tanto: solidariedade. Considerando o fato de que todos os participantes deste ano escolheram uma instituição para ajudar com os valores arrecadados ao longo da temporada, é apenas justo colocá-los para prestar essa assistência na prática e dar uma amaciada na dureza do estilo corporativo do Aprendiz.
E, se esse tipo de tarefa nos traz momentos muito bacanas e impagáveis (como a tocante cena em que Ana Moser, sempre firme e tranquila, se emociona visivelmente com a tarefa), a verdade é que o espírito solidário acaba trazendo o ônus de tornar o programa um pouco menos interessante do ponto de vista do julgamento das equipes e da postura de Roberto Justus. Mas, antes de falar mais sobre isso, vamos ao desempenho de cada time:
FÊNIX (Líder: Amon Lima)
A Fênix mandou extremamente bem, graças, principalmente, a três motivos: a experiência prévia de Ana Moser com esse tipo de ação, a rapidez da rede de contatos de Beth e a sábia decisão de Amon Lima de criar um vídeo para divulgar a ação, com direito a locução da gravidíssima Sandy e tudo mais.
Chega a ser inacreditável ver uma equipe que teve um desempenho tão pífio na tarefa da novela ir tão bem já na semana seguinte. Fica a sensação de que Ana Moser é quase uma entidade divina, pois sua simples presença ali parece ter feito milagre. Ou será que a mudança de postura da Fênix tem a ver com outra coisa? Mistério…
Particularmente, foi a primeira vez na temporada em que achei que o violino fez muito sentido, e o show da Família Lima veio a calhar em uma ação como essa, trazendo, como bem disse Raul, não apenas bens materiais, como momentos de entretenimento e diversão.
Uma coisa, porém, acendeu o meu alerta laranja: ver a equipe distribuindo comida a moradores de rua enquanto eles dormiam. O motivo? Aprendiz Empreendedor (temporada 8), em que um dos grupos foi ESCULACHADO por João Dória Jr. por ter distribuído comida a moradores de rua no horário em que eles iam dormir. A única ressalva é que provavelmente o sanduíche distribuído pela Fênix tenha sido um lanche frio pensando justamente nessa questão, ao contrário da marmita dos anônimos de João Dória, que era uma comida de consumo mais imediato. Mas é uma pena que não vimos o suficiente para saber se essa minha suposição é verdade.
Destaques: A equipe foi bem de uma maneira geral, mas Beth e seus contatos (cujos telefones agora ela “já está sabendo até de cabeça” s2) ajudaram demais nessa tarefa, e eu sinto que Ana Moser impulsionou muito esse grupo. Gostei absurdamente do vídeo, e vou dar crédito ao líder Amon por ele.
Âncora: Raul nem foi realmente mal nessa prova, ninguém foi. Mas, com exceção do (bacana) momento em que a amiga dele vai ajudar a distribuir os itens de doação aos moradores de rua, não vimos contribuições efetivas de Raul com a tarefa, e o destaque negativo acabou sobrando pra ele aqui.
NEXT (Líder: Priscila Machado)
Achei toda a execução da Next bastante standard. Não vimos a equipe pesquisando muito, nem indo às ruas, nem planejando um evento mais elaborado além da distribuição de comida e de agasalho em si. É claro que ajudar sempre é bacana, mas quando a ajuda faz parte de uma competição, fica complicado. Eu acho que essa falta de ação e de garra do grupo reflete bem a liderança de Priscila Machado, que eu sempre desconfiei que não era a Coca-cola toda que muita gente dizia, e a postura derrotista da equipe após perder Ana Moser.
Destaque: Não vejo ninguém realmente se destacando ali, a não ser que isso signifique falar de Christiano e Priscila por eliminação.
Âncora: Andréa, como de costume. O que mais posso dizer?
Na sala de resultados, já era óbvio o que aconteceria, que a Fênix ganharia e tudo e tal, então vamos pular essa parte. O importante aqui é destacar a sala de reunião em que Justus rodou a baiana e foi extremamente duro com Christiano após as críticas deste ao programa e à vantagem “obtida” pela Fênix que tirou Ana Moser da equipe rival. O apresentador teve a CARA DE PAU (sim, não consigo usar outro termo) de dizer que, se a Next tivesse vencido, ficaria com 5 membros e a Fênix com apenas 2. Sinceramente, alguém acreditou nessa baboseira? Sou um fã de longuíssima data do Aprendiz, mas acho decepcionante ver Justus insistindo em explicar o inexplicável e tentando tapear o espectador depois das inúmeras críticas à forçada de barra que foi essa vantagem. Errou? Errou, bola pra frente, porque a emenda acabou saindo pior do que o soneto, meu caro!
No fim das contas, Justus fez o que precisava ser feito: demitiu Andréa Nóbrega, que pra mim foi a razão de toda essa forçada de barra narrativa do programa. A Carzalberta é uma fofa e tudo e tal, e é claro que se superou, mas a verdade é que ela não tinha perfil para o Aprendiz mesmo se não considerássemos o suicídio que ela cometeu na sala ao dizer que merecia ser demitida (o que, pra mim, por mais admirável que possa ser a honestidade, só revela que ela não estava realmente se importando com o programa).
Estamos falando de um reality em que ser um bom líder, um bom gestor, um bom planejador, um bom tomador de decisões, é pré-requisito para chegar longe, e a presença de Andréa num Top 6 só tira um pouco da credibilidade do Aprendiz no sentido de: até que ponto a avaliação é justa quando perdemos Nico Puig, Mônica Carvalho, Michele Birkheuer e Maria Cândida, todos com desempenhos razoáveis, enquanto Andréa continua lá? O Aprendiz não precisa de bons executores, e sabemos muito bem disso. Não adianta obedecer direitinho às coisas que te mandam fazer. É necessário atitude, originalidade e firmeza, e isso Andréa não tinha se comparada a qualquer um do Top 6 e também vários eliminados antes dela. Não me entendam mal, eu também acho Andréa uma querida e fiquei realmente tocado com o post nas redes sociais em que ela revela que ser demitida não doeu, mas doeu chegar em casa e descobrir que sua cachorrinha tinha morrido. Mas, do ponto de vista frio necessário para as decisões tomadas no programa, infelizmente a verdade é que Andréa foi tarde. Assim como Raul, que provavelmente perderá a tarefa de hoje, sairá tarde. =D
Ranking atualizado:
6. Raul Boesel (Fênix): Vou me reservar o direito de não dizer mais nada sobre ele aqui. Precisa?
5. Priscila Machado (Next): Tinha postura e potencial, mas segue caindo e caindo nas últimas semanas, e hoje a vejo como uma das piores participantes entre os que restaram. Sinto que Priscila se acomodou demais com a Next e não sente mais que precisa se esforçar no programa.
4. Christiano Cochrane (Next): Está a um passo de ultrapassar Bethinha no meu ranking. O cara parece completamente insuportável em nível pessoal, mas estou tirando o chapéu para o seu desempenho nas tarefas do programa.
3. Beth Szafir (Fênix): Tenho dificuldade de desapegar, essa é a verdade e eu assumo. Mas que os contatos dela fizeram uma diferença gigantesca na última tarefa, ah, fizeram! E ela merece ser reconhecida por isso.
2. Ana Moser (Next): Outra que está a um passo de subir neste ranking por seu desempenho geral, mas que ainda quero ver brilhando em momentos mais específicos para ter certeza de que está fazendo por merecer a provável vitória. Em termos de postura e de competência, sem dúvida Ana Moser já se provou, mas quero vê-la tendo uma ideia genial ou dando uma sugestão que claramente defina a vitória da equipe em que ela estiver.
1. Amon Lima (Fênix): É o recordista da temporada em termos de lideranças: 100% de vitórias como líder e o único com duas delas até o programa de hoje. Esse duplo recorde pode, no máximo, ser empatado por Raul ou por Beth caso eles vençam em uma segunda liderança, mas nenhuma das duas marcas será superada por alguém nesta temporada, e não tenho dúvida disso. O fato de gostar muito do estilo de liderança de Amon acaba me forçando a colocá-lo à frente de Ana Moser, por enquanto. Aguardemos os próximos capítulos.
P.S. – Pessoal, está valendo a pena acompanhar Michele Birkheuer no Twitter, hein? Sem papas na língua (ou no teclado), a modelo não poupa críticas aos ex-colegas, posta foto com Amon dizendo “com um amigo desses, quem precisa de inimigo?”, reclama (COBERTA de razão) do fato de que o programa não se dignou nem a divulgar as instituições de caridade escolhidas pelos participantes, torce abertamente por Ana Moser e mostra que, se dependesse dela (e de muitos de nós também), Justus faria algo parecido com isto aqui hoje à noite. Como não amar? #VenenoJusto















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