Hoje à noite ocorre o 4º Critics Choice Awards. Dado pelos críticos de televisão dos Estados Unidos, o Critics Choice abre a temporada de premiações e já nos deixa quentes aguardando o Emmy. E olha, fazia tempo que um prêmio não nos deixava com um sorriso tão largo. Muitas surpresas, muitas justiças sendo feitas, muitas ausências merecidas. Os ventos do norte e os ventos do sul afastaram os cururus da lista e entregaram categorias nas quais é quase impossível torcer por apenas um. Entretanto, é apenas um que vai ganhar – ou não, se der empate, algo MUITO comum aqui no Critics Choice. Por isso nós, o inobliterável Carlos Müller Villela e o intrépido Cléverton Bezerra, unimos nossos poderes obtidos graças ao pacto que fizemos na praia de Camburi no Espírito Santo com Thiago Lourenço, Luiz Gustavo Cristino e Gabriel Tubbs (sério, toquem nossos discos ao contrário para comprovar o que digo) e apresentamos aqui as nossas 100% mais ou menos certeiras apostas para essa delícia que foi a lista de indicados ao Critics Choice Awards.
Melhor Série – Drama
“The Americans”
“Breaking Bad”
“Game of Thrones”
“The Good Wife”
“Masters of Sex”
“True Detective”
Eita ano bom para ter concorrência pesada na categoria de Melhor Série Drama foi esse que passou. The Americans entrou em seu segundo ano com a responsabilidade de trazer sua trama a um novo patamar e evitar se repetir. Em partes, conseguiu isso. Falhando aqui e acertando ali, a série conseguiu trazer mais violência e urgência à sua trama e manter o ótimo nível de sua primeira temporada. Breaking Bad lançou sua última temporada e se tornou basicamente uma igreja para a qual fãs ao redor do mundo lançam suas preces. Game of Thrones entregou uma quarta temporada que, apesar de sangrenta e imoral (como sempre), conseguiu cair nas graças do público e quebrar recordes de audiência para a HBO. The Good Wife (eita, TGW!!) quebrou suas bases em seu quinto, jogou uma disputa desesperadora entre seus protagonistas na cara do público, soube ser trágica sem ser novelesca, elegante sem ser pedante e mostrar, ao lado de Hannibal, que é possível sim fazer TV de qualidade (e haja qualidade) em canais abertos. Masters of Sex foi uma das melhores surpresas da Fall Season: juntou tramas bem simples, singelas, mas tocantes e importantes, fez seu feijão com arroz sem querer causar grandes alvoroços e acabou entregando uma temporada fortíssima, exalando conexão com o público. E True Detective foi um caso único e inigualável nessa temporada que passou: talvez não tenha havido nada que tenha quebrado tanto as expectativas do público e da crítica quanto essa série. Foi um projeto policial sem focar no crime, era drama familiar sem novelões e com drogas, tragédias psicológicas e muita violência. Foi um retrato insólito, sufocante e decadente da ação policial em uma cidade interior dos Estados Unidos, beijando a face da corrupção, da pedofilia e de rituais nefastos, criando um clima de terror mesmo sem buscar causar um susto sequer. De longe, para nós, essa foi sim a melhor série da última temporada.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Breaking Bad
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: True Detective ou The Good Wife
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: True Detective
Melhor Ator em Série – Drama
Bryan Cranston, “Breaking Bad”
Hugh Dancy, “Hannibal”
Freddie Highmore, “Bates Motel”
Matthew McConaughey, “True Detective”
Matthew Rhys, “The Americans”
Michael Sheen, “Masters of Sex”
Matthew McConaughey, vivendo a tão dita McConaissance, trouxe para True Detective uma atuação superior a de Dallas Buyers Club, pelo qual venceu o Oscar e olha que isso é um feito notável. Bryan Cranston finalizou a série que fez sua carreira, mas com Matthew no encalço, sua possibilidade vitória é a mais incerta até agora, principalmente porque de fato McConaughey está melhor que Cranston em sua respectiva série. Freddie Highmore cresceu na segunda temporada de Bates Motel, no entanto a recepção mais morna pelo público e pela crítica corta as chances do ator. Matthew Rhys continua ótimo em The Americans, mas segue levemente sabotado pelo roteiro, que insiste muitas vezes em colocar os holofotes, os plots e os momentos mais destacáveis em Keri Russell. Michael Sheen está ótimo em Masters of Sex, no entanto a concorrência pesada aliada à quase impassibilidade de seu personagem reduzem suas chances de vitória. E, GLORIFICA IGREJA, SOCIEDADE E UNIVERSO, que Hugh Dancy foi indicado. Pena que dificilmente passará disso, não por falta de talento (afinal, os episódios finais da segunda temporada de Hannibal foram um banquete de atuações delirantes de Dancy e Mads Mikkelsen). Dessa forma, mantemos nossos dedos cruzando desejando sorte à Will Graham.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Matthew McConaughey
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Bryan Cranston
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Matthew McConaughey
Melhor Atriz em Série – Drama
Lizzy Caplan, “Masters of Sex”
Vera Farmiga, “Bates Motel”
Julianna Margulies, “The Good Wife”
Tatiana Maslany, “Orphan Black”
Keri Russell, “The Americans”
Robin Wright, “House of Cards”
Mais difícil do que prever a vencedora aqui é dizer quem merece mais do que outra. As seis atrizes mereciam levar o prêmio para casa. Robin Wright foi quem mais brilhou na segunda temporada de House of Cards, ofuscando até o não-indicado Kevin Spacey. Lizzy Caplan tem química perfeita com o impassível dr. Masters de Michael Sheen, trazendo um sopro de leveza em Masters of Sex. Sua atuação carismática e dedicada finalmente foi reconhecida após ser esnobada no Globo de Ouro, no SAG Awards e no TCA. Vera Farmiga continua operática, teatral e incrivelmente delirante em Bates Motel, mesmo com o roteiro tentando sabotá-la constantemente. Tatiana Maslany continua com suas múltiplas personalidades e a qualidade de sua interpretação em não deixar a peteca cair com tantos traços diferentes a serem abordados é louvável. E Keri Russell foi amada pelo roteiro de The Americans e ganhou oportunidades de trabalhar a dialética complexa de sua personagem de ter que ser russa e criar sua família nos Estados Unidos. E claro que Julianna “Sangue-de-Jesus-tem-poder” Margulies está presente e é fortíssima candidata a levar o prêmio depois de um ano tão especial para sua série e para ela na mesma.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Robin Wright
Quem pode ganhar – Carlos: Tatiana Maslany ou Julianna Margulies / Cléverton: Julianna Margulies
Quem merece ganhar – Carlos: todas / Cléverton: Robin Wright
Melhor Ator Coadjuvante em Série – Drama
Josh Charles, “The Good Wife”
Walton Goggins, “Justified”
Aaron Paul, “Breaking Bad”
Peter Sarsgaard, “The Killing”
Jon Voight, “Ray Donovan”
Jeffrey Wright, “Boardwalk Empire”
Sim, sabemos que Breaking Bad está em sua última temporada. Sabemos que Aaron Paul estava ótima nos últimos 8 episódios da série. Mas também sabemos que ele não chegou ao nível de Josh Charles na quinta e maravilhosa temporada de The Good Wife. Will Gardner nunca teve tantas facetas expostas ao mesmo tempo na tela, ele nunca esteve tão agressivo, mas tão trágico e o encerramento de seu arco dramático foi de uma ferocidade e humanidade ímpares. Jon Voight vem embalado pela vitória no Globo de Ouro, Peter Sarsgaard trouxe um novo ar e a paixão da crítica de volta a The Killing, mas o elenco de The Good Wife, e especialmente Josh Charles, tem tudo para sair campeão.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Josh Charles
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Aaron Paul
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Josh Charles
Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Drama
Christine Baranski, “The Good Wife”
Anna Gunn, “Breaking Bad”
Annet Mahendru, “The Americans”
Melissa McBride, “The Walking Dead”
Maggie Siff, “Sons of Anarchy”
Bellamy Young, “Scandal”
Sim, sabemos que Breaking Bad está em sua última temporada. Sabemos que Anna Gunn estava ótima nos últimos 8 episódios da série. Mas sabemos também que ela não chegou ao nível de Christine Baranski. MELJAHDOCÉU, o que foi essa mulher nessa quinta temporada de The Good Wife, hein? Nós amamos, ficamos felizes, tensos, sofremos e odiamos com ela. Mesmo sem ter grandes momentos explosivos e plots megalomaníacos, Diane Lockhart foi o coração pulsante da série nessa quinta temporada e o mérito absoluto é de sua intérprete e, mais que nunca, sua vitória é necessária e merecida.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Christine Baranski
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Anna Gunn
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Christine Baranski
Melhor Ator ou Atriz Convidado em Série – Drama
Beau Bridges, “Masters of Sex”
Walton Goggins, “Sons of Anarchy”
Allison Janney, “Masters of Sex”
Joe Morton, “Scandal”
Carrie Preston, “The Good Wife”
Diana Rigg, “Game of Thrones”
Aqui a disputa final será entre o casal de Master of Sex, que roubaram muitas vezes a série para si. Dito isso, é inegável que o nível de entrega, de elegância e de capacidade de roubar a série foi maior por parte de Janney e por isso nossa torcida segue com ela. Carrie Preston é sempre ótima como a avoada Elsbeth Tascioni, e não é adversária a se subestimar.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Allison Janney
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Beau Bridges
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Allison Janney
Melhor Série – Comédia
“The Big Bang Theory”
“Broad City”
“Louie”
“Orange Is the New Black”
“Silicon Valley”
“Veep”
A qualidade desta quarta temporada de Louie é inegável, mas o tom mais melancólico do que nunca pode acabar assustando os votantes. Veep conseguiu fazer uma terceira temporada superior às já maravilhosas outras duas, conseguindo sair da sua zona de conforto dramatúrgica com sucesso raro entre comédias. Mas Orange is The New Black apareceu para jogar na cara da crítica, do público e da sociedade todo o seu anarquismo sexual e seu fomento às liberdades individuais. Podem ter existido várias ótimas comédias em 2013/2014, mas Orange foi, de longe, a que desbravou os caminhos corajosos, sem deixar de lado o coração e alma de seus personagens e de sua história. Silicon Valley é uma baita série, mas não se compara a trabalhos passados de Mike Judge, como as obras-primas Beavis & Butt-Head e Idiocracy. Broad City é uma série hilária e modesta, sem grandes chances aqui. E The Big Bang Theory concorre porque é engraçada – engraçada padrão Chuck Lorre, o que já está começando a desgastar-se.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Orange is the New Black
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Veep
Quem merece ganhar – Carlos: empate entre Orange is the New Black e Veep / Cléverton: Orange is the New Black
Melhor Ator em Série – Comédia
Louie C.K., “Louie”
Chris Messina, “The Mindy Project”
Thomas Middleditch, “Silicon Valley”
Jim Parsons, “The Big Bang Theory”
Adam Scott, “Parks and Recreation”
Robin Williams, “The Crazy Ones”
ALGUÉM NOS EXPLICA O QUE PORRA ROBIN WILLIAMS ESTÁ FAZENDO NESSA CATEGORIA??!! Depois do desabafo, é inegável que é uma categoria forte. Louie C.K. merece o prêmio por existir e ser engraçado. Chris Messina continua um grande destaque em The Mindy Project. Jim Parsons continua repetindo o papel de sempre em The Big Bang Theory, mas o fato de seu romance ter atingido um novo patamar na narrativa pode vir a ser fator positivo em suas chances de vitória. Adam Scott já é vitorioso por ter conseguido a indicação. Apesar de estar ótimo em Parks, seu personagem não é tão chamativo e tão emblemático como Ron Swanson. E então vem Thomas Middleditch que protagonizou com vontade a queridinha da crítica Silicon Valley. Sem ter um pingo de vergonha na cara de assumir todas as facetas exageradas que o roteiro pediam, Middleditch impediu que o personagem irritasse o público e conseguiu que nós torcêssemos por seu sucesso e ríssemos de seus fracassos
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Louis C.K.
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Thomas Middleditch
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Louis C.K.
Melhor Atriz em Série – Comédia
Ilana Glazer, “Broad City”
Julia Louis-Dreyfus, “Veep”
Wendi McLendon-Covey, “The Goldbergs”
Amy Schumer, “Inside Amy Schumer”
Amy Poehler, “Parks and Recreation”
Emmy Rossum, “Shameless”
O Critics Choice nos proporcionou duas gratas surpresas nessa categoria: as indicações de Amy Schumer e Ilana Glazer, protagonistas de séries pequenas do Comedy Central, um canal com pouca força em premiações. Por mais que todas as indicadas tenham seus muitos méritos, quem reina aqui é Julia Louis-Dreyfus. O que ela faz nesta terceira temporada de Veep é um reforço de seu maior papel, maior que Elaine inclusive, e marca seu nome não como uma nova Lucille Ball, mas como a primeira Julia Louis-Dreyfus. Mesmo assim, vale ressaltar que a indicação de Emmy Rossum é puro deleite e uma possível vitória, apesar de remota, seria de um grau de justiça universal que não temos como colocar adequadamente em palavras. Amy Poehler saiu da vitória do Globo de Ouro, entregou uma sexta temporada melhor de Parks and Recreation e reafirmou a força de seu nome na NBC, mesmo com a baixa audiência de Parks (que ironicamente era a melhor das comédias das noites de quinta do canal). E Wendi McLendon-Covey ainda está muito verde na premiação para se tornar uma injustiçada e ser capaz de abocanhar o prêmio.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Julia Louis-Dreyfus
Quem pode ganhar – Carlos: Amy Schumer / Cléverton: Amy Poehler
Quem merece ganhar – Carlos: Julia Louis-Dreyfus / Cléverton: Emmy Rossum
Melhor Ator Coadjuvante em Série – Comédia
Andre Braugher, “Brooklyn Nine-Nine”
Keith David, “Enlisted”
Tony Hale, “Veep”
Albert Tsai, “Trophy Wife”
Christopher Evan Welch, “Silicon Valley”
Jeremy Allen White, “Shameless”
Albert Tsai e Keith David são surpresas, se levarmos em consideração o fracasso de suas respectivas séries, o que não depõe contra o trabalho que realizaram em suas séries. O grande Andre Braugher, levando o deadpan para um nível muito alto, é candidatíssimo à vitória. Só que tudo indica que Tony Hale, além de carregar a leviathan para cima e para baixo junto a Selina, vai levar o troféu para casa. Um prêmio merecido e um aumento na dor no ombro de Gary. Mas não podemos ignorar a existência de Christopher Evan Welch, que, em Silicon Valley, abraçou a canalhice, a cretinice, a imoralidade e a infantilidade dos bilionários da indústria tecnológica. Sua morte (sim, sabemos que isso é terrível de afirmar, mas premiações acontecem assim) ainda serve de fator favorável a sua vitória.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Tony Hale
Quem pode ganhar – Carlos: Andre Braugher / Cléverton: Christopher Evan Welch
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Tony Hale
Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Comédia
Mayim Bialik, “The Big Bang Theory”
Laverne Cox, “Orange Is the New Black”
Kaley Cuoco, “The Big Bang Theory”
Allison Janney, “Mom”
Kate Mulgrew, “Orange Is the New Black”
Merritt Wever, “Nurse Jackie”
É raro perceber uma disputa tão grande pelo prêmio nessa categoria como esse ano. Das seis indicadas, apenas Kaley Cuoco é questionável. É um passo gigantesco para o reconhecimento de transexuais a indicação de Laverne Cox, que concorre numa categoria feminina para calar a boca dos preconceituosos. Entretanto, tudo leva a crer que este é o ano de Allison Janney. De longe, mas DE LONGE, o maior trunfo da mediana Mom, Janney arrebatou a crítica ao interpretar com excelência dois personagens completamente diferentes em séries: a porra-louca Bonnie em Mom e a frustrada Margaret em Masters of Sex. Sem contar que a atriz mostrou que sabe transitar entre a comédia cretinamente escrachada e o drama (aqui a atriz joga o elenco inteiro no chinelo) com uma facilidade admirável. Outro nome forte na categoria é Kate Mulgrew, cuja Red exalava um nível de bravura, amor e cuidado com as outras detentas, fazendo com que amássemos, odiássemos, torcêssemos pelo bem e pela queda da personagem sem largarmos o olhar um segundo sequer enquanto ela estava em tela. E Mayim Bialik reafirma-se como o melhor nome de The Big Bang Theory (já passou teu momento, Jim Parsons), e uma vitória seria um reconhecimento do crescimento da atriz, ótima em Blossom e deliciosamente impressionante como Amy.
Quem vai ganhar – Carlos: Allison Janney / Cléverton: Kate Mulgrew
Quem pode ganhar – Carlos: Kate Mulgrew / Cléverton: Allison Janney
Quem merece ganhar – Carlos: Allison Janney e Kate Mulgrew / Cléverton: Kate Mulgrew
Melhor Ator ou Atriz Convidado em Série – Comédia
Uzo Aduba, “Orange Is the New Black”
Sarah Baker, “Louie”
James Earl Jones, “The Big Bang Theory”
Mimi Kennedy, “Mom”
Andrew Rannells, “Girls”
Lauren Weedman, “Looking”
Lauren Weedman é, talvez, a melhor personagem de Looking. Entretanto, é virtualmente impossível que alguém supere Uzo Aduba, uma das mais gratas surpresas das séries atuais. Sua Crazy Eyes, doida e cativante, é a maior merecedora do prêmio. Apesar disso, se o Critics Choice quiser reconhecer Looking, terá que fazer através de Lauren Weedman, então ela pode supreender. Andrew Rannells poderia ter gás nessa categoria se a terceira temporada de Girls não tivesse apanhado tanto do público e da crítica.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Uzo Aduba
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Lauren Weedman
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Uzo Aduba
Melhor Telefilme
“An Adventure in Space and Time”
“Burton and Taylor”
“Killing Kennedy”
“The Normal Heart”
“Sherlock: His Last Vow”
“The Trip to Bountiful”
Como é de costume, o favorito sempre é o telefilme da HBO. The Normal Heart foi sucesso de crítica, mas mais notadamente um fenômeno de audiência. Nem a própria HBO imaginou que o telefilme de Ryan Murphy seria abraçadíssimo pelo público. Obviamente, esqueceram que o fator Murphy é influente e indecifrável. E a maior força motriz do telefilme é o fato de ter juntar duas das maiores forças atuais nas premiações: HBO + Murphy. Somando-se a isso o elenco bem conhecido e bem diverso, o fato de o filme pegar um tema e jogar sem dó nem piedade na cara do público e da sociedade, trazendo consigo, também, uma vontade pulsante de levantar bandeira sobre o tema. Diante disso, apesar de Sherlock ter se tornado um grande fenômeno cultural, suas chances de vencer ficam mais amenas quando aliamos a força de The Normal Heart à recepção dividia a última temporada da série do investigador.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: The Normal Heart
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Sherlock: His Last Vow
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: The Normal Heart
Melhor Minissérie
“American Horror Story: Coven”
“Bonnie & Clyde”
“Dancing on the Edge”
“Fargo”
“The Hollow Crown”
“Luther”
É inegável que a virada de 2013 para 2014 não estava tão rica em minisséries de qualidade, no entanto o FX juntou no mesmo projeto um elenco absurdo, roteiristas e produtores de renome e premiados e criou um projeto que, desde o seu primeiro episódio, mostrou sua alma e, desde então, veio aperfeiçoando seu universo e se firmando e reafirmando que foi a minissérie mais ambiciosa e mais bem sucedida da temporada. Mas não podemos ignorar o fato de que American Horror Story tem Ryan Murphy nas costas e, mesmo entregando uma temporada de recepção bem morna por parte do público e da crítica, é uma ameaça a ser considerada. Mas o maior obstáculo para Coven talvez seja a campanha sendo feita pelo canal FX. Como as duas favoritas são de sua alçada, o canal poderia campanhar por ambas igualmente (algo feito usualmente pela HBO), mas, talvez por perceber os diversos fatores contrário a Coven, a campanha feita por Fargo está a um nível bastante incisivo, enquanto para a outra se apresenta bem discreta, deixando claro para votantes sua preferência ao longo das premiações.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Fargo
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: American Horror Story: Coven
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Fargo
Melhor Ator – Telefilme ou Minissérie
David Bradley, “An Adventure in Space and Time”
Benedict Cumberbatch, “Sherlock: His Last Vow”
Chiwetel Ejiofor, “Dancing on the Edge”
Martin Freeman, “Fargo”
Mark Ruffalo, “The Normal Heart”
Billy Bob Thornton, “Fargo”
Aqui se encontra um fato curioso: os favoritos da categoria pertencem à mesma série. Isso poderia reduzir as chances de a série abocanhar o prêmio, no entanto, tendo em vista que os papeis de Martin Freeman e Billy Bob Thornton são bem ricos, a probabilidade é que a vitória fique pelas terras de Fargo. A ameaça mais forte à vitória de ambos é Mark Ruffalo, que está em um telefilme com temática forte e importância para a sociedade, além de ter sido laureado pela crítica. Apesar disso, é inegável que, em The Normal Heart, Matt Bomer tem o papel mais chamativo para premiações. E entre a dupla de Fargo, não há um absolutismo em relação às chances de nenhum dos dois. Freeman é bem amado pelo público e pela crítica e assumiu um papel diferente e foi elogiado por isso. Thornton saiu de seu ostracismo e trouxe quilos e mais quilos de ambiguidade e canalhice para um personagem que poderia ter se tornado consideravelmente exagerado nas mãos de um ator menos talentoso.
Quem vai ganhar – Carlos: Billy Bob Thornton / Cléverton: Martin Freeman
Quem pode ganhar – Carlos: Mark Ruffalo / Cléverton: Billy Bob Thornton
Quem merece ganhar – Carlos: Mark Ruffalo / Cléverton: Martin Freeman
Melhor Atriz – Telefilme ou Minissérie
Helena Bonham Carter, “Burton and Taylor”
Minnie Driver, “Return to Zero”
Whoopi Goldberg, “A Day Late and a Dollar Short”
Holliday Grainger, “Bonnie & Clyde”
Jessica Lange, “American Horror Story: Coven”
Cicely Tyson, “The Trip to Bountiful”
O grande embate aqui é entre duas rainhas das artes americanas. Cicely Tyson, reprisando o papel que a fez ganhar o Tony de melhor atriz em peça dramática, é a grande favorita. O seu poderoso discurso quando venceu o prêmio há dois anos, afirmando que desejava, sem ganância, apenas mais um grande papel, pode se adequar perfeitamente para influenciar os votantes. Jessica Lange, que sem dúvida é uma das melhores atrizes trabalhando atualmente na televisão, fez uma Fiona impecável, mas pode ser prejudicada pela repercussão morna de Coven. E, por outro lado, vem Helena Bonham Carter interpretando uma diva do cinema, mas em um projeto que teve recepção morna.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Cicely Tyson
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Jessica Lange
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Jessica Lange
Melhor Ator Coadjuvante – Telefilme ou Minissérie
Matt Bomer, “The Normal Heart”
Warren Brown, “Luther”
Martin Freeman, “Sherlock: His Last Vow”
Colin Hanks, “Fargo”
Joe Mantello, “The Normal Heart”
Blair Underwood, “The Trip to Bountiful”
Querendo ou não, um ator que emagrece drasticamente para um papel raramente sai de mãos vazias em uma premiação. Matt Bomer provou definitivamente que não é apenas um rostinho bonito, e pode surfar na mesma onda que Matthew McConaughey e Jared Leto surfaram até o Oscar. Contudo, a dedicação do dramaturgo Joe Mantello ao seu papel é fascinante. Curiosamente, apesar de em Sherlock ele estar em um papel forte, a indicação de Martin Freeman abrandou suas chances de vencer o prêmio, uma vez que em Fargo ele abraça com garra um papel mais ambíguo e imoral e que é protagonista.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Matt Bomer
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Martin Freeman
Quem merece ganhar – Carlos: Joe Mantello / Cléverton: Matt Bomer
Melhor Atriz Coadjuvante – Telefilme ou Minissérie
Amanda Abbington, “Sherlock: His Last Vow”
Kathy Bates, “American Horror Story: Coven”
Ellen Burstyn, “Flowers in the Attic”
Jessica Raine, “An Adventure in Space and Time”
Julia Roberts, “The Normal Heart”
Allison Tollman, “Fargo”
Aqui há um páreo difícil, um tanto imprevisível, entre duas vencedoras do Oscar e uma quase anônima. Em uma rara atuação como coadjuvante (a indicação ao Oscar em August: Osage County foi por uma atuação de coprotagonista), Julia Roberts parece abrir mão das vaidades e dos holofotes para dar suporte ao personagem de Ruffalo.
Kathy Bates foi espetacular como sempre, especialmente no episódio The Head, quando lhe é agregada uma faceta fortemente humana. Entretanto, as melhores coadjuvantes de Coven foram Angela Basset e Frances Conroy, que, no alto de seus exageros propositais, roubaram as cenas e ficaram na memória. Nós dois gritamos muito “Balenciaga!” no pequeno e fabuloso encontro de série maníacos em Vitória, e relembramos a Laveau, witch queen of New Orleans and hairdresser. E, talvez, o fato de Basset e Conroy terem sido esnobadas em atuações mais destacáveis tire o prêmio de Bates.
Mas, debaixo dos holofotes oscarizados, ascende com vigor a who Allison Tollman. Em um personagem nos moldes de Marge Gunderson, que deu o Oscar de melhor atriz para Frances McDormand, Tollman roubou cenas e causou barulho o suficiente para ser considerada por muitos a favorita ao prêmio e não só por ser underdog, mas por, já no piloto, conseguir trazer o público para o seu universo e o coração da personagem.
Quem vai ganhar – Carlos: Julia Roberts / Cléverton: Allison Tollman
Quem pode ganhar – Carlos: Allison Tollman / Cléverton: Julia Roberts
Quem merece ganhar – Carlos: Julia Roberts. Entre as não indicadas, sem sombra de dúvidas, Angela Basset / Cléverton: Allison Tollman
Melhor Reality Show
“Cosmos: A Spacetime Odyssey”
“Deadliest Catch”
“Duck Dynasty”
“Mythbusters”
“Top Gear”
“Undercover Boss”
Um revival do histórico Cosmos de Carl Sagan, o programa apresentado por Neil deGrasse Tyson e produzido por Seth MacFarlane é, sem sombra de dúvidas, o melhor entre os indicados. Toda a polêmica em torno dos comentários homofóbicos e racistas por um dos membros de Duck Dynasty retirou as possibilidades de vitória do programa, apesar da audiência absurda. Dentro os indicados restantes, a maior ameaça de Cosmos é Undercover Boss, que garante um sucesso considerável para a TV aberta, apesar de não ser uma competição.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Cosmos – A Spacetime Odyssey
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: Undercover Boss
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: Cosmos – A Spacetime Odyssey
Melhor Reality – Competição
“The Amazing Race”
“Project Runway”
“Shark Tank”
“Survivor”
“Top Chef”
“The Voice”
É lamentável a ausência de RuPaul’s Drag Race, o reality que teve maior repercussão e sucesso se comparado aos indicados. No entanto, como a lógica aqui é analisar os indicados, vale ressaltar de antemão que esse ano será muito difícil o The Voice levar o prêmio, diante de uma temporada morna na visão da crítica e do público. E, diante do desgaste criativo predominante nos indicados, fica mais fácil considerar que Survivor pode ser a força a ser batida, depois de uma temporada bem elogiada e querida pelo público e pela crítica.
Quem vai ganhar – Carlos e Cléverton: Survivor
Quem pode ganhar – Carlos e Cléverton: The Voice
Quem merece ganhar – Carlos: RuPaul’s Drag Race. Dos indicados? Me abstenho. / Cléverton: Survivor
Melhor Apresentador de Reality
Tom Bergeron, “Dancing With the Stars”
Carson Daly, “The Voice”
Cat Deeley, “So You Think You Can Dance”
Gordon Ramsay, “MasterChef”
RuPaul, “RuPaul’s Drag Race”
Neil deGrasse Tyson, “Cosmos: A Spacetime Odyssey”
Uma vitória de RuPaul pode ser uma forma de reconhecer o estrondoso sucesso da sexta temporada do reality que apresenta, programa este que cometeu a proeza de alcançar sua maior audiência em pleno sexto ano. Carson Daly passa longe de ter uma personalidade destacável em The Voice, o que também é o caso de Bergeron e Deeley. Dessa forma, se não for para RuPaul, a tendência é de que o prêmio seja entregue a Gordon Ramsay e Neil deGrasse Tyson, ambos populares ao ponto de terem virado memes na internet.
Os outros quatro indicados não alcançaram o mesmo impacto pop que RuPaul e deGrasse Tyson nesta temporada.
Quem vai ganhar – Carlos: RuPaul / Cléverton: RuPaul
Quem pode ganhar – Carlos: Neil deGrasse Tyson/ Cléverton:
Quem merece ganhar – Carlos: RuPaul / Cléverton: Gordon Ramsay
Melhor Talk Show
“Jimmy Kimmel Live!”
“The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”
“The Ellen DeGeneres Show”
“The Daily Show with Jon Stewart”
“The Colbert Report”
“Conan”
Jimmy Fallon vem forte após seu sucesso substituindo Jay Leno no commando do Tonight Show. Ellen DeGeneres sempre é um nome de peso e toda a exposição e o feedback positivo da público resultantes de sua apresentação do Oscar tornaram-na uma ameaça esse ano. Mas não podemos ignorar o novo queridinho das noites da TV dos Estados Unidos: Stephen Colbert, que, no ano passado, conseguiu quebrar a predominância de John Stewart no Emmy.
Quem vai ganhar – Carlos: The Tonight Show Starring Jimmy Fallon / Cléverton: The Colbert Report
Quem pode ganhar – Carlos: The Colbert Report / Cléverton: The Tonight Show Starring Jimmy Fallon
Quem merece ganhar – Carlos e Cléverton: The Colbert Report
Melhor Série Animada
“Adventure Time”
“Archer”
“Bob’s Burgers”
“The Simpsons”
“Family Guy”
“Phineas and Ferb”
Duas das indicadas nessa categoria fizeram a proeza de serem melhores do que, digamos, 80% a 90% das séries atuais e estamos falando de Adventure Time e Archer. Por um lado, acompanhamos mais um ano de expansão da popularidade e da liberdade narrativa do universo de Finn e Jake. Por outro lado, Archer conseguiu se reinventar, deixar o público sem chão, ousar de forma absurda e, mesmo em seu quinto ano, atingir a maior audiência de sua história. Então, a briga aqui será entre a queridinha da crítica ou a ambiciosa animação infantil.
Quem vai ganhar – Carlos: Adventure Time / Cléverton: Archer
Quem pode ganhar – Carlos: Archer / Cléverton: Adventure Time
Quem merece ganhar – Carlos: Adventure Time / Cléverton: Archer





















