Anger Management volta a surpreender de onde menos se espera.

Spoilers Abaixo:

Depois da derrapada de semana passada, Anger Management volta a nos trazer um bom episódio, mas longe de ter relação com o arco principal do episódio. Embora o relacionamento entre Charlie e a professora da Sam tenha lá tido seus momentos, a maioria deles foi quando ela não estava em cena, como aquela com a Mike, Charlie e Jen na sala, ou então quando Charlie confessa para Jen que está tendo um caso com a tal professora, mas o principal mesmo do episódio foi a Lacey.

Se na semana passada eu critiquei o arco dela, dizendo que a piada não teve graça (sendo inclusive bem taxativo, eu confesso), nesta semana o roteiro conseguiu dar a volta por cima, e há tempos eu não me lembrava de rir tanto quanto na última cena, o Ed ter aparecido no sonho foi tão inesperado quanto hilário! Noureen DeWulf fez um excelente trabalho neste episódio, mostrando que sua personagem pode gerar momentos autenticamente cômicos, sem precisar forçar a barra. Todos os seus sonhos foram ótimos momentos para a personagem, ainda destacando o último em que aparece o Ed.

O restante dos pacientes de Charlie não tiveram muito destaque, com exceção talvez de Patrick, que mesmo dizendo pouco, suas falas acabam marcando bastante (“really?”). Não me lembro de uma frase sequer do Nolan neste episódio, de modo que se ele teve alguma, foi completamente irrelevante.

Quem também acabou tendo bastante destaque foi Mike, gerando ótimos momentos de comicidade. Ele sempre aparece como o oposto de Charlie. Enquanto este se dá bem com a mulherada, Mike sempre aparece como um perdedor nesse assunto, sempre se mostrando como o famoso “pega-ninguém”. Neste episódio ele finalmente teve o destaque que merece e não decepcionou em nada.

Sam continua sem aparecer muito, e ainda que neste episódio ela teve um pouco mais de destaque, na verdade sua aparição foi só um pretexto por parte do roteiro para inserir sua professora de inglês, que seria explorada por parte do mesmo para seu relacionamento com Charlie. Deste modo podemos concluir que apesar de mais tempo de tela, ela não teve realmente o foco da atenção para si. Um ponto interessante foi o roteiro ter voltado ao seu problema de TOC, há muito esquecido (afinal, ele só foi citado no piloto e depois nunca mais).

Jen teve uma pequena melhora em termos de atuação em relação ao que vinha apresentando a atriz Shawnee Smith, me surpreendendo positivamente neste aspecto. Ela está longe de ser uma boa atriz, mas se ela melhorou neste episódio não me faz perder de todo a esperança quanto a ela, espero que continue assim e não volte “ao normal”, digamos assim.

Para um episódio focado numa relação passageira, que é totalmente dispensável para a trama, o episódio conseguiu se sair bem em vários aspectos, principalmente por conta de Mike e Lacey. Esperemos agora que este nível seja mantido, e se possível (e Anger Management já mostrou que é), melhorar ainda mais.

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