
E não é que Anger Management conseguiu ser engraçado focando no núcleo menos interessante da série.
Spoilers Abaixo:
Depois de decorrido uma temporada inteira, ainda que curta, não é segredo nenhum que os pontos fracos e fortes da série já estejam estabelecidos. Como destaque positivo, podemos citar os pacientes de Charlie (tanto os da casa quanto os da prisão), que sempre rendem bons momentos. Entre os negativos, podemos citar os personagens secundários fracos e na maioria das vezes irritantes (a.k.a Jen/Sam) e a falta de foco dos roteiristas, sempre dando mais espaço de tela para assuntos desinteressantes como o relacionamento de Charlie e Kate em detrimento de relações que poderiam ser realmente engraçadas.
Este episódio em questão teria tudo para sair pela culatra, visto que resolveu investir justamente no relacionamento Charlie/Kate, entretanto a ousadia dos roteiristas acabou surtindo um resultado surpreendentemente bom. É bem verdade que as interações entre Charlie e Kate possuem limitações, principalmente pela falta de simpatia dela, mas as piadas renderam ótimos momentos, sendo “Charlie Gets Romantic”, até onde posso me lembrar, o único episódio da temporada em que este plot me fez dar risada.
Embora os pacientes da casa tenham tidos ótimos momentos, novamente aquilo que provavelmente seria o mais engraçado do episódio ficou apenas no nosso imaginário, que é a confraternização dos 30 dias sem incidentes. Algo que acabou com a cara do Nolan afundada no bolo e teve Ed, O Amável, fazendo uma piadinha da “situação palestina”. Uma temporada inteira se passou e nunca foi mostrado uma interação entre os quatro pacientes do Charlie fora da terapia, e senti muita falta disto.
Os pacientes da prisão, que sempre rendem ótimos momentos, desta vez não estavam tão engraçados quanto de costume. Senti falta de Cleo e o namorado dele, que faziam ótimas piadas e tinham um timing cómico perfeito, mesmo aparecendo tão pouco.
A Jen continua tão ruim quanto sempre foi, mas sua participação não foi de todo inútil. Seus diálogos com Charlie foram pertinentes para a trama, e ainda acho engraçado ela pensar que Kate é gay, mas foi totalmente desnecessário esse plot dela ser bissexual. Praticamente todo sitcom tem um personagem mais burrinho, que gera piadas de situações estúpidas, mas o que foi aquilo de ela ficar toda paranoica que foi ela quem transmitiu o “gene gay” para a Sam? Não sei quem foi mais estúpido nessa história: ela por achar que homossexualidade é transmissível por gene ou os roteiristas de acharem por algum momento que isso seria uma boa piada.
Apesar deste pequeno deslize, a season finale de Anger Management colocou, ainda que só um pouco, a trama para andar, fazendo Charlie e Kate assumirem um compromisso um pouco mais sério. Certamente foi uma temporada cheia de altos e baixos, mas na reta final AM pareceu que conseguiu se firmar. Espero que a série melhore os erros desta temporada, mantendo o que já é bom para que tenhamos uma ótima segunda temporada. Até lá.
Em tempo1: Ed e champanhe, o que será que aconteceu?
Em tempo 2: Espero que o relacionamento de Charlie e Kate fique sério. Por mais desinteressante que seja, dessa maneira os roteiristas poderão explorar várias situações cotidianas entre eles e sair assim desta mesmice que é só mostrar os dois na cama, gerando apenas piadas sexuais.














