Se na semana passada, na season premiere, nossos personagens – repletos de “um milhão de coisas pequenas” – estavam em clima de despedida, em virtude da quase total saída de Delilah, neste segundo episódio da 4ª temporada de A Million Little Things, cada um deles tenta seguir a vida da melhor maneira possível. No entanto, as eventualidades do cotidiano aparecem e, por isso, eles tiveram que lidar da melhor forma possível em solucioná-las ou, quem sabe, amenizá-las, na melhor das hipóteses né, Gary?!
Antes de chegarmos à trama principal, relacionada ao ataque ao professor de música, Peter – que abusava de alunas, como a Sophie -, vamos falar do início da mudança de Darcy e de Liam à Lenox, juntamente à Gary, é claro. Os três, no caso, foram à nova cidade para comprar um novo imóvel, uma vez que a família – em breve – vai aumentar. Pior que nem isso faz com que eu tenha qualquer empatia pela Darcy, tampouco para com o filho dela, Liam, super apático, sem qualquer expressividade. Nem na hora de ser questionado sobre os motivos pelos quais ele não deseja sair de Boston, o garoto conseguiu mostrar emoção, gente! Desnecessário, isso sim! Até o pequeno Theo, com menos idade, inclusive, tem a naturalidade de transmitir mais alegria aos telespectadores. E olha que ele também teve poucas cenas neste episódio, assim como o bobo do Liam. Acredito que o problema do segundo seja o seu intérprete, Mattia Castrillo (The Christmas House), que está fazendo a sua estreia na televisão com o seriado, conforme dados do portal IMDb. Logo, Mattia só decora as falas, não sendo nada orgânico. Vejam: que plot horroroso foi aquele do Liam quebrando a estatueta de enfeite da Cheryl (Glynis Davies de O Mundo Sombrio de Sabrina), a dona da casa? Pasmem: a sonsa da Darcy segue o mesmo caminho, o que me faz sentir preguiça e vergonha alheia ao vê-los em cena, diga-se de passagem.
Em contrapartida, Maggie não está com a vida nada pacata, muito pelo contrário: agora, em seu novo emprego, na rádio, além de seguir todas as orientações de Claudia, sua produtora/secretária, Maggie teve que se acostumar com o seu novo ambiente de trabalho presencial. Porém, a nossa queridinha personagem não seguiu as regras básicas na cozinha do local e pegou, sem querer, querendo, a caneca de Nick (Mark Derwin de Bosch), o homem que fala do trânsito e do tempo. É claro que o xingo veio e a feição dela não poderia ser a mais divertida: ficou toda sem graça. Ah, mas vamos dar um desconto, afinal de contas é o primeiro dia dela no job, não é mesmo?! Prevejo muitos embates entre os dois ao longo da temporada e, já que ela está solteira, quem sabe ele não seja o seu novo crush, hein?! Ainda mais que tem o ditado que diz que “quem desdenha, quer comprar”, característica de Nick, aposto. Ele se apresentou como durão, mas, no fundo, no fundo, tem um bom coração, pois o moço da cara fechada até mesmo perguntou para a Maggie como estava o paciente que ficou falando excessivamente ao telefone com a psicóloga no horário das informações sobre o trânsito e o tempo.
Já Regina e Rome tiveram um momento a sós, com ele transmitindo cumplicidade para deixá-la mais tranquila e disposta a ir com mais empenho atrás de um novo emprego. Essa grande mudança na vida dela se dá em função do fechamento definitivo de seu restaurante por conta do baixo movimento durante a pandemia do novo Coronavírus. Desse modo, Regina procura algo que a faça realmente feliz e, claro, a gente deseja isso pra ela, ainda mais sendo uma das personagens mais queridas de A Million Little Things, não é mesmo, leitores?! Quão fofo foi ver os dois almoçando no restaurante – Crocodilze – que tem o jacaré como mascote, mas que poderia ser um crocodilo, risos. E a festa surpresa de “anivérsário”, com direito a uma foto exclusiva? Depois de tantos dramas significativos na vida do casal – o mais recente, a ida de Tyrrel, o filho adotivo, ao Haiti -, eles precisavam de um tempo para relaxar, realmente.
Além disso, tivemos Shanice retornando ao seriado em um visual novo, com as madeixas curtinhas, super estilosa e linda, como sempre. De forma a sair um pouco do tédio, ela e a sua filha, Kiana (Jaeda Owens de Condor), de 11 anos de idade – por meio da “ponte” feita por Rome – passam o dia na casa de Kath. E se eu já estava achando engraçado todo aquele momento constrangedor no novo emprego da Maggie, a sensação foi intensificada com os trejeitos de Katherine, como uma “louca”. Isso ocorreu, pois a mãe de Theo estabeleceu uma espécie de “etiqueta de comportamento” nada convencional em sua casa, realizado somente para “tietar” Shanice, a artista. Acontece o seguinte: desde o período da faculdade, Kath é super fã da atriz citada, com direito a citar uma fala de Shanice na sua telenovela favorita como telespectadora, no caso, Days of Our Lives (1965-atual), uma das mais longevas dos Estados Unidos da América (EUA), usada como referência em várias séries, inclusive. Depois, é claro, felizmente, o “gelo foi quebrado” e ambas iniciaram uma linda amizade, em um bate-papo sincero, com reflexões sobre diversos assuntos, como o fato de estarem sozinhas e como isso interfere na criação de seus filhos. Por falar nas crianças, a atriz Jaeda Owens é a cara da Naledi Murray (The Bug Diaries), mais especificamente em relação à personagem Wendy, de Sweet Tooth (2021-atual). Aposto que se fossem irmãs, não pareceriam tanto, risos, ainda mais com as duas usando adereços na cabeça.
Enquanto isso, Eddie continuou a sua jornada em descobrir quem é a pessoa que o atropelou e, ainda por cima, ligou pra ele, perseguindo-o, sem saber as reais motivações da mulher que cometeu a tentativa de homicídio. Ao menos, agora, sabemos que Halpert’s é o nome de uma loja – na qual Eddie irá trabalhar – e, no final do episódio, vimos uma moça loira chorando, posteriormente ter visto Eddie questionando incisivamente uma fã que estava olhando-o, em demasia. Tadinho, ele tomou um susto com a moça, mas de 2012 pra cá, já se passaram tantos anos, juntamente a inúmeros acontecimentos, que ele nem se surpreendeu de forma significativa com a “tietagem” da moça. Ademais, Eddie conheceu Russ (Michael Patrick Thornton de Away), o seu novo fisioterapeuta. Ele também é uma Pessoa Com Deficiência (PCD), um cadeirante, ou seja, ao ele exercer uma profissão, acaba ocorrendo a desmistificação por parte de Eddie de que as PCD são “inválidas”, por exemplo, e diversos outros adjetivos pejorativos ainda enraizados na sociedade. Pois bem… Pelo visto, mais uma amizade foi formada, afinal de contas esse é o ponto forte da série: os laços formados e a ajuda mútua entre os personagens.
Por fim, temos a trama mais intensa e mais esperada: os desdobramentos e as cenas dos atos de violência para com Peter, na sua própria residência. Gary, embora tenha chamado Christopher para participar do momento “vingança com as próprias mãos”, ele não foi o responsável pelas agressões, pois foi o pai de Layla quem ficou na casa do professor de música, enquanto o primeiro foi embora, juntamente ao plano inicial. Posteriormente, com o sentimento de culpa aflorado, o pai de Layla, jovem que cometeu o autoextermínio, não sabe qual decisão tomar, ainda mais que Peter pode acordar a qualquer momento do coma e delatar tudo à polícia. Gary, também segue aflito, porque ele é cúmplice, tendo “culpa no cartório”, tendo sido perseguido pelo detetive da polícia. Pode-se dizer que o álibi é plausível, mas até quando o pai de Gary conseguirá guardar a mentira de que, na noite do ocorrido, ele “esteve” com o filho? Aliás, será que algum vizinho de Peter viu Gary entrando na residência? Sem contar o risco de Christopher admitir tudo – a qualquer momento – por conta do seu desespero, da sua angústia. Já vou separar a pipoca, porque, quando essa bomba estourar, vai ser um tremendo rebuliço, inclusive, adoro. Não é correto o que eles fizeram, tampouco, é óbvio, os atos de abuso por parte de Peter. Dessa maneira, vamos ver como a justiça vai proceder no caso. Estou curiosíssimo!
UM MILHÃO DE PEQUENAS OBSERVAÇÕES:
p.s.01: “Seu marido teve um bebê com outra mulher? Ah, foi por isso que você parou de assistir ‘Days of Our Lives’. Você tinha toda a novela de que precisava na vida real.” Shanice, melhor pessoa conversando com a Katherine;
p.s.02: Bem que poderíamos ter um episódio bônus mostrando o documentário de Rome, né, pessoal?! Ainda mais que ele contém um tema super atual pertinente: o movimento #BlackLiverMatter ou #VidasNegrasImportam;
p.s.03: Lego Expresso de Hogwarts de Theo ativado com sucesso. As referências à saga Harry Potter (2001-2011) são muito bem-vindas!;
p.s.04: Por falar em referências a outras produções, pelo visto, o final de Game of Thrones (2011-2019) foi questionável, pois, além da referência – adoro quando isso acontece! -, Rome disse que o casal não gostou nenhum um pouco da última temporada do seriado. Melhor fingir que não existiu, é isso?!;
p.s.05: Todo mundo torcendo para que o Eddy consiga se dar bem na Fase 2 da sua recuperação, ou seja, com ele se adaptando no novo emprego, amém!;
p.s.06: Além de chata, Darcy não deu educação para o seu filho Liam, que pegou o biscoito de Cheryl sem agradecer, nem nada, só enfiando a mão. Ah, minha mãe não deixaria eu fazer isso, nunca, jamais;
p.s.07: Até ombreiras Kath colocou para receber a atriz em sua casa, socorro! Ela estava hilária! Amei, confesso;
p.s.08: Quem aí ficou com vontade de comer no restaurante Crocodilze? Curti muito a equipe que cantou parabéns fake naquele ambiente bem praieiro!;
p.s.09: O que foi aquela paciente falando que soltava gases assim que começava a chorar? Oi?! Era pra ter sido engraçado, roteiristas?!;
p.s.10: Queria ter visto Rome e Regina na simulação de paraquedismo. Isso sim seria engraçado!;
p.s.11: Parece que o Danny foi junto com Delilah para a França. Uma pena! Aliás, cadê a Sophie? E o Alan? Cadê o restante do elenco, gente?;
p.s.12: A pandemia da Covid-19 “ficou com Deus”? Eu entendo que muitas cidades americanas nem exigem mais o uso de máscara, porque a vacinação está avançando e ficar retratando excessivamente essa temática é péssimo. Já basta a triste realidade! Mas cadê a naturalidade de que o vírus cessou na história?
















