O episódio dessa semana de Chuck era especial para o Halloween… Mas foi só eu que senti como se estivesse ganhando um presente de natal antecipado de Josh Schwartz e Chris Fedak?

Spoilers Abaixo:

Um episódio fantástico como esse me faz esquecer qualquer descontentamento que eu já cheguei a ter em algum momento longínquo nessa Temporada. Chuck voltou a ser a série espetacular que sempre foi e que me fazia esperar ansiosamente pela segunda-feira só para ver um novo episódio. São episódios como esse que me lembram como a série é especial e consegue equilibrar um humor de primeiro com dramas familiares de qualidade num roteiro esplêndido e com um elenco ótimo… Desculpem o fanatismo, mas quando se trata de Chuck (e de episódios como esse) sou bem xiita mesmo.

A mãe de Chuck e o grande enfoque dessa Temporada, e os detalhes que vão surgindo dessa trama complexa só nos mostram possibilidades mais interessantes para o resto da Temporada, aumentando nossa expectativa. Finalmente Mary apareceu. E todo o drama para saber se ela seria uma mocinha ou uma vilã começou… Durante todo o episódio ela andou na corda bamba, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Chuck, prejudicado pelas emoções, preferiu confiar na mãe. E isso lhe rendeu um tiro no peito e um seqüestro. A cena do tiro, por sinal, foi excelente. Mesmo sabendo que Chuck provavelmente estaria usando um colete, ainda assim me vi chocado ao ver Mary atirar sem dó contra o filho.

E quando Chuck decide fazer um bom episódio, ela não economiza em nenhum elemento… Se a trama central envolvendo a mãe de Chuck estava bem desenvolvida, no quesito comédia a série também não nos deveu em nada. Jeff e Lester apareceram bem pouco, mas fizeram toda a diferença nas cenas em que participaram. Serviram para quebrar  clima pesado do drama familiar de Chuck. Quem também serviu como alívio cômico foi a dupla Morgan e Casey. Os dois são ótimos juntos, e quando o Coronel tenta transformar Morgan em espião normalmente temos os momentos mais engraçados da série. Nesse episódio não foi diferente. Passei mal de rir do encontro de Casey com seu informante e de Morgan agindo “naturalmente” como espião.

Até mesmo o relacionamento de Chuck e Sarah achou o equilíbrio que tinha perdido alguns episódios atrás. Os dois estiveram perfeitos juntos, como casal, como parceiros e como amigos. Achei as reações de Sarah ao encontro de Chuck com a mãe bem verdadeiras. Cabia a ela duvidar dos interesses de Mary e impedir que Chuck se deixasse levar pelos sentimentos. E Sarah fez isso de uma maneira natural. Até o primeiro encontro de Nora e Sogra foi bem verdadeiro (mesmo que para espiões). Não falo isso com muita freqüência, mas Yvonne Strahovski e Zachary Levi estão fazendo um trabalho magnífico. Quatro anos juntos criou uma química entre os dois impressionante, e eles se completam em cena.

E o que seria de Chuck sem suas participações especiais? No episódio especial de Halloween, nada mais interessante do que trazer Robert Englund – o Freddy Krueger – para viver um cientista maluco que cria uma arma perigosíssima e pretende negociá-la com algum cliente de Volkoff. O Dr. Stanley Wheelwright já entrou para o rol dos melhores vilões de Chuck.

Chegamos então ao fim de mais um espetacular episódio de Chuck. A série está engrenando e a viagem até o fim da Temporada promete ser a toda velocidade. Eu, como fã incondicional da série, estarei aqui acompanhando e apostando toda as minhas fichas de que teremos uma Temporada tão boa quanto a Terceira. Melhor ainda, se duvidar.

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