A luz pode ser encontrada até mesmo no mais escuro dos lugares”
É impressionante como a qualidade da série mudou de um episódio para o outro. Posso estar sendo o “diferentão”, mas eu realmente estou gostando do show. Eu não sei vocês, mas eu não simpatizei em nada com o filme. Apesar de amar todos os trabalhos da Lily Collins, eu não achei que ela se encaixou corretamente na personagem de Clary Fray (e nem a Katherine Mcnamara, porém esse tópico será abordado mais pra frente).
Conversei com alguns amigos que já leram os livros e eles também estão felizes com a adaptação. Algumas coisas foram mudadas, mas aparentemente a essência foi mantida e alguns pontos até trouxeram mudanças boas para a história. A série nos traz a possibilidade de entender melhor os personagens, acompanhar seu dia a dia e explorar adequadamente suas relações uns com os outros. Gostei muito da interação Clary-Izzy e Izzy-Simon nesse episódio. Izzy é sem sombra de dúvidas a estrela do show até o momento, junto de Alec, Simon e Luke.
Aliás, Simon e Izzy tem mostrado uma química maior até do que os protagonistas, que inclusive estão bem apagados até o momento. O filme não conseguiu abordar satisfatoriamente esse quesito de relações entre personagens, mas isso é normal para o campo cinematográfico. Os filmes não têm tempo suficiente para explorar todos os mínimos detalhes de uma obra literária, no entanto, quando falamos de séries de TV a situação muda de figura.
Shadowhunters tem um amplo período de tempo para abordar todo esse conteúdo da obra de Cassandra Clare, mas fiquem tranquilos, pois isso virá com o tempo. Ainda estamos no segundo episódio, mais detalhes serão abordados na temporada, então disso não podemos reclamar. Nesse episódio pudemos ver melhor o personagem Jace, e sim, eu gostei da sua atuação. Não é uma das melhores atuações da série, mas pelo menos ele começou a mostrar um pouco mais da sua personalidade, se consolidando cada vez mais na trama. Mas, infelizmente, não posso dizer o mesmo de Clary…
Eu evitei falar da sua atuação no piloto, pois eu aguardei a chegada do episódio seguinte para avaliar melhor a situação. E me decepcionei bastante. Por mais que ela aparente mais apta fisicamente à personagem do que Lily Collins (minha opinião), sua participação não é das melhores e esse episódio mostrou isso perfeitamente. Ela só não é mais “tábua sem emoção” que a Kristen Stewart porque ninguém supera a famosa interprete da Bella Swan. E o que foi a cena final do episódio? Foi tenebrosa! A atriz mostrou toda a sua “emoção” ao gritar “desesperada” pelo sequestro de Simon. Esqueceram-se de avisá-la que era uma situação de crise, e como tal, esse tipo de cena pede verdadeira aflição e intensidade da pessoa que atua. Ficou feio migs, ficou feio!
Mas o clímax ficou por conta da ida à Cidade dos Ossos, onde Jace e o restante do grupo planejavam recuperar as memórias perdidas de Clary com os Irmãos Silenciosos. A adaptação deles ficou tão perfeita quanto a do filme, mas ficou com um gostinho de quero mais. Além da revelação, através dos poderes desses seres misteriosos, de que Clary é na verdade filha de Valentine (o sequestrador de sua mãe), também pudemos ter um pequeno vislumbre da história de dois instrumentos mortais: a espada em posse dos Irmãos Silenciosos e o temido Cálice Mortal, que Valentine tanto procura. No entanto, a memória de Clary ainda não voltou por completo, então fica claro que em breve teremos uma maior participação de Magnus, e eu não vejo a hora disso acontecer! Seu personagem não foi muito explorado no filme e seria bem interessante descobrir o verdadeiro calibre dos seus poderes, além de termos a chance de ver todo o potencial do ator Harry Shum Jr, que sempre foi muito apagado em Glee.
Infelizmente não é mistério para ninguém o que irá acontecer daqui para frente, considerando que a maioria já leu os livros ou apenas viu o filme (como eu). Mas vale a pena conferir o que a série reserva de novo para nós! Isso é tudo pessoal, aguardo vocês no próximo episódio!
PS1: O episódio me conquistou quando Jace falou a seguinte frase: nós a carregamos para lembrar-nos que a luz pode ser encontrada até mesmo no mais escuro dos lugares. Essa frase é bem similar a algo que meu querido Dumbledore disse uma vez em um dos filmes de Harry Potter. Ouvi-la nesse episódio, com a recente morte de Alan Rickman, me deixou bastante emocionado e queria compartilhar isso com vocês.
PS2: Sendo o “diferentão” novamente, sim, eu gostei da aparência física da Clary, inclusive do seu cabelo de cenoura. Acho que essa foi a única coisa que gostei na personagem.













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