Hoje não vamos falar mal de Under The Dome. Vamos celebrar aquele, que até aqui, foi o melhor episódio da terceira temporada, disparadamente. Nas próximas linhas vamos tentar dizer o que de tão legal aconteceu em “Plan B”. Alô dona CBS, não podia ser sempre assim?
Como estamos falando de UtD, óbvio que nem tudo foi perfeito. Estamos falando daquele iniciozinho previsível em que Barbie “e seus capangas” chegam para descobrir onde seria a base da resistência, até então formada por Joe, Norrie, Julia, Hunter e Big Jim. Antes que chegassem até a porta, eu me virei para minha esposa e falei: eis um dos maiores clichês da TV, eles não estão lá. Até porque, se de fato estivessem, teriam escutado os suspeitos passos se aproximando, por mais cuidado que tivessem. Batata.
Depois disso amigos, só adrenalina.
A nossa querida Christine não está bem das pernas e teve que eleger (conforme os últimos episódios) alguém que pudesse dar a luz a uma nova rainha das abelhas. Eva foi a escolhida depois da bimbada única com o blondie. A gravidez da morena é tão particular que parece que ela vai dar a luz em horas. Pelo menos foi isso que Christine deixou escapar ao chamar de “gravidez especial”. Tão especial que a moça foi para o celeiro se reunir com outras moças que pareciam aquelas beatas do Inri Cristo. Embora a produção não seja lá esta coisa, eu confesso que até mesmo essas viajadas de UtD me deixaram com um interesse maior no desfecho. Imagino – e isso não é um spoiler – que Eva irá morrer (se sacrificando na gravidez) dando a luz a uma coisa… Seja que coisa for esta.
Sejamos honestos: o amor perfeito segundo a literatura medieval é aquele que se concentra em um enlace que não se realiza e por mais que tenha sido corrido (apenas dentro desta temporada), tudo que Eva mais quis nesta história toda era o coração de Barbie. Sempre deixou claro isso. Em nenhum momento os produtores ou diretores dos episódios conseguiram transformá-la em uma forte aliada de Christine, papel que coube a Jr, praticamente, desde que as atrizes foram incorporadas ao elenco. Ela sempre teve um grande sentimento pelo então namorado de Julia, justamente pelo que “viveram” (vamos aceitar que sim) dentro da “matrix”.
E por falar nisso…
Ninguém reparou que o termo MATRIX cunhado pelos habitantes de Chesters Mil sempre foi usado sem qualquer cerimônia e que as explicações esdrúxulas dadas por Christine sempre foram acatadas sem maiores detalhamentos científicos? Ao mesmo tempo em que acredito que alguns pormenores precisavam de um toque mais especial, gosto desta homenagem e intenção de referenciar uma obra da ficção como parte de uma realidade de um grupo social. Como tenho dito em várias reviews, não dá para levar a sério tudo e a proposta é curtir agora até o final do tobogã.
Norrie deu um reparo no seu comportamento, mas já disse, perder as duas “mães” não é fácil e ela tinha porque dar uma pirada mediante os fatos recentes. Como já questionei diversas vezes, embora estejamos no terceiro ano da série (ela se iniciou em 2013), a gente não sabe quanto tempo se passou desde que a cidade ficou tomada pelo domo, logo a morte de duas pessoas queridas pode e deve ser sentida com a intensidade que a magrela sentiu. Só que desta vez a moça preferiu culpar Christine pela morte da mãe. Logo perceberam (me refiro aos roteiristas) que se a moça não arranjasse forças, seria difícil conduzí-la sem que antes ela não culpasse Jim e Julia pela morte da Carolyn. Ficou bem acertado.
Deu até tempo de Hunter dá uma choradinha e questionar o seu papel dentro da resistência, já que se sente bastante inútil em uma cadeira de rodas. Pensando bem, amiguinhos, o funcionário da Aktaion entrou em uma baita de uma furada. Estava na dele, trabalhando na sua e acabou indo para CM, ficando preso na redoma como os outros, misturou-se com eles dentro dos casulos, de lá voltou um idiota (como todos os outros) e ainda acabou paralítico. Isso tudo porque o cara não é um dos personagens principais. Pouquíssimas falas e uma participação intensa. Logo sua tristeza e melancolia, é plenamente compreensível.
Agora mais alguns pontos altos:
– Julia e Barbie (em seu primeiro momento dentro do episódio) dentro do casebre protagonizaram – até que enfim, Jesus – cenas em que podemos dizer que foram ATOR e ATRIZ, desafiando a atuação decoreba de todas os episódios até aqui. E olha que a ruiva escutou coisas que entristeceriam até o Indy… Em outras palavras, Barbie chamou a moça de “comidinha do domo” e que fora dali nenhum dos dois teriam futuro. Uma porrada no estômago da Julia, que só deu mole de deixar o ex-combatente sozinho… Malandro, ele conseguiu se desvencilhar daquele nó de marinheiro e ainda deu uns cascudos no Indy (tadinho), que estava ali só pra fazer guarda…
– O plano B do Jim quase sempre é o melhor plano. Aliás, ele vem acertando quando demonstra da sua intransigência na hora de tomar decisões. É bem complicado negociar com um monte de lunáticos, que estão completamente fora de si e com este argumento de “família” cada dia mais engessado pela total falta de sentido. Especialmente quando uma estranha do nada aparece dando ordens e aquela cidade que sempre deu ouvido ao careca, passa a se interessar pelos conselhos dados por alguém que eles nunca viram na cidade. Jim conseguiu entrar na prefeitura e não fosse Eva teria feito algum estrago por ali. A briga comeu solta mais uma vez, fazendo com que Eva se surpreendesse com a força que adquiriu (tadinha, não sabe o que vem por aí) quando encerou a careca de Jim, que conseguiu escapar.
– Sam enganou os meninos… Mas assim, pessoal, começando a achar a figura dele meio avulsa e ao mesmo tempo incluo no pacote de UtD essa gangorra de personagens que ganham/perdem importância na série de acordo com o interesse dos roteiristas. Isso já aconteceu com Eva, com Jr (cada dia mais patético) e agora é a vez de Sam. Confesso: não entendi ainda os métodos de conversão pela qual estes caras passam. Quer ver um negócio? Barbie não passou por nada disso e aderiu à família. Sam teve um papinho “sem vergonha” com Chris, foi bombado com seu próprio sangue e depois foi para o outro lado da força? Bem, ele acabou raptando Joe, que é importante para desfazer/fortalecer o domo. Vocês querem apostar que Joe, mesmo preso, será responsável por desfazer o encanto no “coração” do ex-médico?
Agora…
Christine mandou para Junior uma tarefa nada agradável, só que não. O moço vai ser uma espécie de zangão, responsável por copular com algumas mulheres ali. Tal missão foi lhe dada após uma transadinha para recuperar a força e “curar” a ferida que não cicatrizou. A ocitocina produzida enquanto eles faziam amor tem papel recuperador. Guerreiro o Junior, que papou Chris mais uma vez e ainda se viu com a tarefa de ter outras. Que beleza!
Mas bonita mesmo foi a cena final…
Já que muito discurso com o moço não adiantou, Julia apelou para o amor e assim como os sapos eram transformados em príncipes com um beijo de uma donzela, a ruiva recuperou a perfeita sanidade de Barbie, quando quase foi obrigada a disparar contra a fronte do seu par. Se eu fosse parte da produção, teria deixado que cena tivesse ocorrido durante o dia e não de noite, pra onde a perseguição se alongou, mas exigir que os caras acertem tudo, no caso de UtD, é muita coisa.












![Under The Dome 3×13: The Enemy Within [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2015/09/Under-The-Dome-3x13-218x150.jpg)

