
Depois de uma Premiere consistente, True Blood nos apresenta mais um bom episódio, focado nas diversas tramas apresentadas no episódio anterior, sem um destaque mais específico em uma ou outra, e sem nos entregar muita coisa também… Mesmo assim, o ritmo continua muito bom para um começo de Temporada.
Spoilers Abaixo:
Não vou mentir e dizer que eu não esperava receber um pouco mais de informação, sobre qualquer coisa que seja, o que não aconteceu… Mas isso não chegou a me decepcionar. Sempre dou o tempo que a genialidade de Alan Ball exige para uma Temporada de True Blood começar. E mesmo sem informações concretas sobre os lobisomens ou metamorfos, e sem qualquer avanço nas tramas das personagens secundárias, acabei mais um episódio de True Blood com um sorriso enorme no rosto.
Vi nos comentários da minha última review – e também no Twitter – que nem todo mundo gostou da Premiere quanto eu, então, é bem provável que essas pessoas ainda esperam a Temporada engrenar… Não sei se foi porque eu li tudo o que saiu sobre essa Temporada e estou confiante na promessa do Alan Ball, mas não vejo problema em esperar um pouco para a série começar a pegar fogo. E olha, alguns dos personagens que prometem agitar as coisas ainda nem nos foram apresentados. Alguns nós já conhecemos nesse episódio, mas nem sabemos seus nomes… Portanto, peço que tenham paciência. Já no próximo episódio as coisas vão ganhar ritmo.
Que deleite começar o episódio com um massacre de lobisomens, com sangue pra todo canto, membros humanos dilacerados pela relva e um Bill Compton mostrando que lobinhos quaisquer não têm chance com o vampiro. E tudo melhora ainda mais quando somos apresentados à Russel, o Rei do Mississipi. E sem mais delongas, já descobrimos que, graças ao Majestoso, Bill foi seqüestrado e acabou exatamente naquele ponto. O motivo, por enquanto, nos é parcialmente obscuro, já que nem mesmo Bill acreditou na balela de que foi convidado pelo Rei para que recebesse a honraria de tornar-se Xeriff.
Pelo menos Bill não pode reclamar de maus tratos. Um vez no palácio do Rei, o vampiro foi tratado com todo o respeito de um convidado, desde um quarto especialmente decorado por Talbot – parceiro de Russel -, até um jantar magnífico, de uma culinária peculiar, com direito à entrada, prato principal e, de lambuja, um gelatto de sangue para a sobremesa. Se um simples jantar do Rei Russel já é assim, nem quero imaginar o banquete que terá no casamento dele com Sophie-Ann, coisa que, de tão improvável, é bem capaz que aconteça mesmo. Tomara que até lá Lorenna já esteja recuperada, quem sabe ela até vira uma madrinha…
Se Bill nem pode ver sua maker que já lhe taca um castiçal no meio da fuça, é bom ir se preparando para o castigo que a vida está lhe trazendo. Tacar fogo em Bill é pouco para Jessica castigar seu criador. A vamp-teen está sozinha – quer dizer, ela tem a companhia de Sookie, que só sabe se preocupar com Bill -, com um defunto em casa e cheia de dúvidas. Sozinha, infelizmente, ela deve continuar, já que não consegue se acertar com Hoyt, que lhe leva presentes todos os dias. O defunto também já não é problema, já que ele sumiu… E quanto as dúvidas… Bem, para isso ela tem Pam. Que lhe ensinou sua tática infalível para conseguir parar de se alimentar de sangue humano: pensar em crianças chorando com fraldas sujas… E larvas!
Enquanto a vampirada me alegrava a cada frame em que aparecia, Tara, por sua vez, continuou o seu tortuoso caminho em direção a insignificância. E o pior, além de me dar sono, a personagem está arrastando o Lafayette junto com ela para o buraco, pois nem ele foi capaz de salvar suas cenas dessa vez. Deve ser porque eu tive uma birra depois que ele salvou Tara de uma morte certa… No mínimo, em mais um ou dois episódios, eu volto a adorar o Lafa.
E olha, não sei se eu sou muito insensível ou simplesmente não tenho coração, mas nem mesmo a história da mãe louca do Lafayette me emocionou. Só serviu mesmo para introduzir o Jesus que, creio eu, em breve estará, éhr… introduzindo no Lafayette. E mesmo que Jesus seja do Lafayette, a salvação chegou também para Tara (perdoem-me o trocadilho infame), já que um novo vampiro chegou à cidade e já mostrou interesse na moça. E Tara, querida, pega a dica: se nem um vampiro mal te salvar, se mata! Porque eu não te agüento. Beijos carinhosos, vadia.
Como de costume, deixo o melhor para o final da review… E, como de costume, o melhor do episódio se resume a Sookeh – quer dizer – Sookie e Eric, Jason e Andy, e Sam.
Quanto ao metamorfo, nada de muito impactante no episódio. Porque, mesmo tendo consciência dos meus problemas com sensibilidade, fui capaz de perceber que o seu reencontro com a família não foi nada emocionante. Aliás, me deu até pena do pobre coitado que foi procurar uma família e ganhou aquilo. Só vale a pena ressaltar que o irmão dele é um pitbull e tem a maior facilidade no troca-troca, digo, em trocar de animal.
Agora, inevitavelmente, minha review segue para um clima mais romântico. Afinal, mesmo órfãos de Jessica e Hoyt, ganhamos de presente um novo casal para admirar e torcer: Jason e Andy. Sério. Os dois estão conseguindo se superar no quesito humor. E olha que conseguir superar a balbúrdia que foi Bon Temps zumbizada sendo protegida por essas figuras é difícil. Já estou até começando a ficar aflito quando demoram a mostrar cenas com os dois, e meio que Jason sem Andy fica algo incompleto na tela.
Por fim, Sookie e Eric. Ao procurar o vampiro pela milésima vez para implorar que ele encontre Bill, a telepata desperta alguns Flashbacks do vampiro, que são maravilhosos. Um verdadeiro presente para a gente. Afinal, podemos ver Godric de volta, ao lado do Eric, em 1945, caçando uma lobisomem (lobismulher? Tem feminino pra isso?) e procurando saber mais sobre a organização do clã deles. Pra gente, ficou um costurado de cenas meio sem sentido, mesmo porque, Eric está longe de nos explicar tudo o que sabe sobre essas criaturas. Mas até lá, nos divertimos com o joguinho que ele está fazendo com Sookie.
O episódio, além de tudo, suscita-nos uma dúvida elementar para a série. Algo que realmente me deixou tenso por não saber a resposta. Afinal: Existe também o Pé Grande? E o Papai Noel?
Fiquem vocês também encabulados com essas dúvidas. Nos vemos semana que vem!
P.S.: Na verdade, uma pesquisa rápida no Google me mostrou que realmente não existe um feminino determinado para lobisomem, mas surgiram opções como licantropa ou lobanil. Mas, para as minhas reviews, por uma questão de praticidade, prefiro usar a palavra lobisomem precedida de artigo feminino “A lobisomem”. E, tá, essa besteirada toda não interessa em nada para vocês, mas eu achei interessante e quis colocar aqui… A review é minha, eu faço o que quiser! hehe
P.S.2: Vocês sabem o que é melhor do que poder, finalmente, ter True Blood de volta? Saber que teremos uma 4ª Temporada de True Blood. Yeah HBO!
P.S. 3: Pena que não pudemos ver toda a lista de Terry sobre os “10 Motivos pelos quais Arlenne deve confiar nele com as crianças”… Parecia realmente ótima pelo começo!
Sigam-me no Twitter e continuem comentando True Blood: @Thihtao













